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Veja quem são os 15 jogadores que disputaram finais por 3 franquias diferentes na NBA

3 de junho de 2020

(por Vinícius Freitas)

 

Chegar na final em uma liga competitiva como é a NBA já tem um alto grau de dificuldade, agora imagine disputar o título por três equipes diferentes. Pois é, só 15 pessoas conseguiram realizar este feito, confira quem são:

 

Shaquille O’Neal (Orlando Magic, Los Angeles Lakers e Miami Heat)

Outro dos melhores pivôs da história, Shaquille O’Neal teve um começo espetacular na novata equipe fundada em Orlando, formando grande trio com Penny Hardaway e Horace Grant em meados dos anos 90, onde alcançaram às finais contra o Houston Rockets na temporada 94/95, porém, com sua equipe sendo varrida por 4-0. Em 96/97 foi para os Lakers, que pouco após sua chegada seria uma das equipes mais dominantes da liga. Formou um das melhores duplas com Kobe Bryant, vencendo as finais de 99/00, 00/01 e 01/02, onde foi MVP das finais nas três ocasiões, além do vice-campeonato em 03/04 para o Detroit Pistons. Depois de alguns desentendimentos com Kobe, deixou a equipe para integrar o elenco do Miami Heat, que montou um time recheado de estrelas, entre elas Jason Williams, Alonzo Mourning, Gary Payton e Antoine Walker, além da jovem estrela, Dwyane Wade. Conquistou mais um título junto com o Heat em 05/06, em cima do Dallas Mavericks e, depois dessa conquista, Shaq ainda teve boa passagem pelo Phoenix Suns, mas não alcançou mais nenhuma final na carreira, encerrando seu legado com 4 títulos conquistados e 2 vices.

 

Kendrick Perkins (Boston Celtics, Oklahoma City Thunder, Cleveland Cavaliers)

Pivô titular do último título dos Celtics em cima dos Lakers em 07/08, Perkins era conhecido por ser um esforçado pivô defensivo. Também foi titular na campanha do OKC em 11/12, formando grande dupla defensiva no garrafão com Serge Ibaka, mas a jovem equipe acabou perdendo as finais para o Big Three do Miami Heat, formado por Wade, LeBron e Chris Bosh. Participou também das finais de 14/15 e 17/18 pelos Cavs. Nas finais de 14/15 atuou apenas 3 minutos no jogo 4 em toda a série, já em 17/18 não atuou em nenhuma partida dos playoffs e encerrou a carreira no término da temporada.

 

Robert Horry (Houston Rockets, Los Angeles Lakers e San Antonio Spurs)

O ala é o maior campeão da liga se excluirmos os jogadores que integraram o Boston Celtics dos anos 50 e 60, sendo sempre uma peça importante na rotação de suas equipes, com boas médias de pontos vindo do banco, além de ser um dos arremessadores mais frios da liga. Começou sua carreira no Houston Rockets, conquistando o bicampeonato em 93/94 e 94/95, como titular da equipe. Em 96/97 chegou aos Lakers junto com Shaquille O’Neal, formando um dos melhores elencos da liga, que teria seu período de dominância no começo dos anos 2000, vencendo três anos consecutivos (99/00, 00/01 e 01/02), com Horry sendo importantíssimo em alguns jogos dos playoffs. Logo após os títulos foi para os Spurs em 03/04,  conquistando mais 2 anéis para sua coleção, um de 04/05, quando os Spurs venceram os Pistons, e o outro em 06/07, com um verdadeiro atropelo de sua equipe contra os Cavs do jovem LeBron James. Venceu as 7 finais que disputou e foi um nome importante na história das franquias que integrou, participando dos melhores momentos da história dos rivais Houston Rockets e San Antonio Spurs, além de integrar a era mais famosa dos Lakers após os anos 80, escrevendo seu nome na história como um dos jogadores mais vitoriosos, apesar de não ter a fama que deveria.

 

Eric Snow (Seattle SuperSonics, Philadelphia 76ers e Cleveland Cavaliers)

Snow viveu seu melhor momento quando atuava pelos 76ers, onde teve os melhores números de sua carreira, mas, apesar de titular, não era um dos principais nomes do time. Apesar das três finais disputadas, nunca conseguiu conquistar nenhum título, perdendo para os Bulls de Jordan em 95/96 com os Supersonics, para os Lakers de Kobe e Shaq em 00/01, com os 76ers ao lado de Allen Iverson, e para os Spurs de Duncan, Parker e Ginóbili em 06/07, dessa vez atuando pelo Cleveland Cavaliers junto com LeBron James. O armador nunca liderou uma equipe nem foi um dos principais nomes dos elencos da qual fez parte, mas era um jogador que fazia bem o seu papel no revezamento do time quando vinha do banco.

 

Gary Payton (Seattle SuperSonics, Los Angeles Lakers e Miami Heat)

Com grande visão de jogo e habilidades defensivas no perímetro que lhe deram o apelido de “The Glove” (A luva em português), o armador, que é o quarto maior ladrão da história da NBA, com 2445 roubos de bola, e o décimo maior assistente, com 8966 passes concluídos, liderou os Supersonics nos anos 90 ao lado de Shawn Kemp, porém, tiveram o azar de enfrentar o Chicago Bulls que terminou a temporada regular com 72 vitórias e 10 derrotas nas finais de 95/96, terminando o ano com o amargo segundo lugar. Em 03/04 foi para os Lakers e participou de um dos melhores elencos da história da liga, junto com Kobe Bryant, Karl Malone e Shaquille O’Neal, porém, os Lakers foram superados pela forte defesa do Detroit Pistons nas finais. Mas, antes de encerrar a carreira, Payton fez parte do elenco campeão do Miami Heat de 05/06, junto com Shaq e outras estrelas, conquistando assim seu único título na carreira e tirando seu nome daquela ingrata lista de grandes jogadores que não possuem nenhum anel de campeão.

 

Pat Riley (Los Angeles Lakers, New York Knicks e Miami Heat)

Único técnico presente na lista, Riley é um dos mais icônicos treinadores da história da liga, devido ao seu visual requintado quando comandava o Showtime dos Lakers, como também pela sua visão tática. Começou sua jornada como assistente técnico dos Lakers em 79/80, ao lado de Paul Westphal. Em 81/82 assumiu o comando da equipe, que era conhecida pela qualidade visual executada, além dos contra-ataques letais e o forte jogo no garrafão. Eram liderados por Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar, além de contar com James Worthy, Byron Scott, Michael Cooper e Jamaal Wilkes em quase toda a década. Permaneceu nos Lakers até 89/90, onde disputou 7 finais, vencendo 4 (81/82, 84/85, 86/87 e 87/88) e perdendo 3 (82/83, 83/84, 88/89), em um dos períodos mais dominantes da franquia. Em 91/92 assumiu o comando do ascendente New York Knicks de Patrick Ewing, Charles Oakley e John Starks, chegando às finais de 93/94, porém, perdendo o título para o Houston Rockets. Foi treinar o Miami Heat em 95/96, chegando à franquia junto com Tim Hardaway e Alonzo Mourning, e com sua experiência, ajudou a equipe a deixar de ser apenas um coadjuvante na Conferência Leste. Levou a equipe para as finais da Conferência em 96/97, mas perdeu para os Bulls, futuros campeões da liga. Atuou como técnico da franquia até 02/03, com um pequeno hiato, voltando em 05/06 depois do começo instável de Stan Van Gundy na temporada, com 11V-10D. Riley assumiu a equipe e teve um retrospecto de 40 vitórias e 21 derrotas, além de ajudar Miami a conquistar seu primeiro título, vencendo o Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki. Pat Riley não atua mais como técnico, mas ainda tem ligações com o Miami Heat até dias atuais, sendo o Principal Executivo da franquia desde 08/09. Conquistou 5 títulos em 9 finais, e foi um dos técnicos mais vitoriosos de sua era.

 

Horace Grant (Chicago Bulls, Orlando Magic e Los Angeles Lakers)

O esforçado pivô, que também conhecido por jogar de óculos, fez parte do primeiro tricampeonato dos Bulls, sendo um dos principais nomes da franquia depois de Jordan e Pippen. Foi para o jovem time do Orlando Magic depois da aposentadoria de Jordan e, assim como Shaq, estava presente na derrota para os Rockets nas finais de 94/95. Em 00/01 e 03/04 fez parte do elenco dos Lakers que foi às finais, conquistando o título em 00/01 contra os 76ers de Allen Iverson e perdendo para a forte defesa dos Pistons em 03/04 (não disputando nenhum jogo dos playoffs naquela temporada, que seria sua última). Assim como Shaq, encerrou sua carreira com  4 títulos e 2 vices, jogando junto com o ex-companheiro de garrafão em três ocasiões.

 

John Salley (Detroit Pistons, Chicago Bulls e Los Angeles Lakers)

Viveu o auge de sua carreira no time dos Bad Boys de Detroit no final dos anos 80, junto com Isiah Thomas, Joe Dumars e Dennis Rodman, sendo o principal substituto de Bill Laimbeer, com bom desempenho defensivo. Chegou às finais com os Pistons em 3 anos seguidos, perdendo em 87/88, mas vencendo nas duas temporadas seguintes. Em 95/96 fazia parte do plantel do Chicago Bulls que fez a histórica campanha de 72V-10D e, em 99/00, integrava o elenco dos Lakers, também campeões naquele ano, mas em ambos os times era um reserva pouco utilizado, jogando menos de 10 minutos por jogo nos playoffs, porém, assim como nos Pistons, foi campeão pelas duas franquias, encerrando a carreira depois da conquista com os Lakers, tendo aproveitamento de 4 títulos em 5 finais disputadas.

 

Sam Perkins (Los Angeles Lakers, Seattle SuperSonics e Indiana Pacers)

O ala-pivô teve boas temporadas nos anos 90, sendo peça importante dos plantéis que integrou, inclusive atuando como titular dos Lakers no começo da década ao lado de Magic Johnson e James Worthy (jogaram juntos no time Universitário da Carolina do Norte ao lado de Michael Jordan em 1982) , onde foi vice-campeão contra os Bulls em 90/91. Fazia parte dos Supersonics de Payton e Kemp na temporada 95/96, também perdendo para os Bulls, além de fazer parte do Indiana Pacers na temporada 99/00, perdendo as finais para uma de suas ex-equipes, o Los Angeles Lakers. Apesar de nunca ter sido campeão, foi um nome importante da liga, terminando sua carreira com 1286 jogos.

 

Danny Ainge (Boston Celtics, Portland Trail Blazers e Phoenix Suns)

Foi um dos principais nomes do Boston Celtics nos anos 80, e apesar de não ter o mesmo nível de protagonismo de Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parish, com certeza era o tipo de jogador raçudo e “trash talker” que todo torcedor gosta de ter em seu time. O ala-armador começou sua trajetória na franquia verde e branca em 81/82, onde permaneceu até 88/89, e nesse período disputou quatro finais consecutivas (83/84 à 86/87), conquistando o título em 83/84 em cima do grande rival, o Los Angeles Lakers de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar, e em 85/86, contra o Houston Rockets das torres gêmeas Hakeem Olajuwon e Ralph Sampson. Integrou o elenco do Portland Trail Blazers na temporada 91/92 e o do Phoenix Suns em 92/93, perdendo em ambas as vezes para o Chicago Bulls de Jordan, Pippen e companhia.

 

Wilt Chamberlain (Philadelphia/San Francisco Warriors, Philadelphia 76ers e Los Angeles Lakers)

Maior recordista individual da NBA, e considerado por muitos como o pivô mais dominante na história da liga, Wilt Chamberlain também integra esta seleta lista. Viveu o auge individual quando atuava pelos Warriors, chegando às finais da liga na temporada 63/64, mas, perdendo para os Celtics. Chamberlain deixou a equipe na temporada seguinte, indo para o Philadelphia 76ers, de Hal Greer, Chet Walker e Billy Cunningham. Foi o principal jogador da franquia na conquista do título de 66/67, vencendo inclusive os Celtics nas finais do Leste por 4-1. Em 68/69 foi para os Lakers, formando grande trio com Elgin Baylor e Jerry West, e que ainda teria a volta de Gail Goodrich em 71/72. Alcançou as finais com os Lakers em quatro oportunidades, perdendo o título em seu ano de chegada contra os Celtics e, em 69/70, para os Knicks. Conquistou o título em 71/72 contra o mesmo NY Knicks, ganhando o prêmio de MVP das finais, mas, no tira-teima entre as equipes, que novamente chegavam as finais em 72/73, os Knicks venceram novamente e aposentaram um dos jogadores mais emblemáticos da história do basquete.

 

Clyde Lovellette (Minneapolis Lakers, St. Louis Hawks e Boston Celtics)

Apesar das ótimas temporadas nos anos 50, o pivô teve sua carreira ofuscada por conta de jogadores como Bill Russell, Wilt Chamberlain, Bob Pettit e Dolph Schayes “roubarem” o protagonismo da posição na época. Lovellette foi o grande sucessor de Mikan nos Lakers, mantendo o forte jogo de garrafão da equipe ao lado de Vern Mikkelsen. Foi campeão com os Lakers em 53/54 logo em sua temporada de estreia, com bom desempenho nos playoffs. Em 58/59 foi para o St. Louis Hawks, para substituir o experiente Ed Macauley, lesionado, formando um excelente plantel junto com Slater Martin (ex-Lakers também), Cliff Hagan e Bob Pettit. Junto com Hagan e Pettit foi o primeiro trio na história da liga a terminar uma temporada regular com mais de 20 pontos em 59/60. Enfrentou o fortíssimo elenco dos Celtics nas finais de 59/60 e 60/61, perdendo nas duas ocasiões, apesar do ótimo elenco dos Hawks. Em 62/63, já com 33 anos e sem o vigor físico de antes, foi para os Celtics como suplente de Tom Heinsohn e Bill Russell, conquistando os títulos de 62/63 e 63/64, e encerrando sua gloriosa carreira após o feito.

 

Larry Foust (Fort Wayne Pistons, Minneapolis Lakers e St. Louis Hawks)

Foi um dos principais pivôs dos anos 50, ficando de fora do All-Star Game apenas na temporada 56/57 (em 51/52 foi substituído por Arnie Risen devido a uma lesão). Começou sua trajetória no Fort Wayne Pistons, que tinha em seu elenco jogadores como Andy Phillip, George Yardley, Bob Houbregs e Max Zaslofsky e chegou às finais da liga em 54/55 e 55/56, terminando como vice-campeão nos dois confrontos. No final da década foi para o Minneapolis Lakers, que apesar da má campanha na temporada regular em 58/59, chegou às finais, eliminando o favorito St. Louis Hawks nas finais do Oeste. Porém, o adversário era o fortíssimo elenco do Boston Celtics, que venceu as finais facilmente por 4-1. O jogador ainda atuou por mais três anos no St. Louis Hawks, chegando nas finais de 59/60 e 60/61, perdendo mais duas vezes para o mesmo algoz de seu período nos Lakers, o Boston Celtics.

 

Max Zaslofsky (Chicago Stags, New York Knicks e Fort Wayne Pistons)

Um dos melhores pontuadores da liga em seus primórdios, o armador participou da primeira final com o Chicago Stags, sendo o cestinha e principal jogador da equipe na temporada, mas perdendo o título para o Philadelphia Warriors, que tinha em seu elenco o melhor jogador da época, o ala Joe Fulks. Assim como o já citado Connie Simmons, Zaslofsky também fazia parte do New York Knicks que foi três vezes vice-campeão (50/51, 51/52 e 52/53), porém, sem atuar nos playoffs de 52/53 devido a uma lesão. Também atuou no Fort Wayne Pistons na temporada 54/55, junto com o também já mencionado, Larry Foust, onde os Pistons perderam as finais em um jogo 7 polêmico contra o Syracuse Nationals, com a equipe dominando o embate antes do intervalo e tomando a virada depois de 3 turnovers consecutivos nos segundos finais do jogo, com a mídia alegando que grande parte dos jogadores e da comissão técnica estavam envolvidos com esquemas de apostas. Zaslofsky se aposentou no final de 55/56 sem conquistar nenhum título, participando de 5 finais em 10 temporadas disputadas.

 

Connie Simmons (Baltimore Bullets, New York Knicks e Syracuse Nationals)

O pivô participou de cinco finais ao todo, sendo campeão com o Baltimore Bullets em 47/48, onde era um bom suplente da dupla de garrafão titular, na época formada por Mike Bloom e Kleggie Hermsen. Com os Knicks foi vice-campeão em três temporadas consecutivas (50/51, 51/52 e 52/53), mas foi em Nova York que viveu o auge de sua carreira, com mais tempo em quadra e se tornando um dos principais nomes do elenco ao lado de Max Zaslofsky, Harry Gallatin e Carl Braun. Também alcançou o título atuando pelo Syracuse Nationals em 54/55, porém, sem atuar em nenhuma partida, tanto da temporada regular quanto dos playoffs. Encerrou a carreira em 55/56, com 2 títulos conquistados em 5 finais.


Atualmente apenas alguns jogadores podem fazer parte desta lista, entre eles, LeBron James, Kawhi Leonard, Danny Green, Patrick McCaw, Serge Ibaka e Kevin Durant. Qual deles você acha que vai conseguir realizar o feito?