Conteúdo

O ano de 2021 foi sensacional para o UFC. Uma temporada com sucesso é feita de grandes lutas, nocautes, finalizações e momentos marcantes. O staff da Playmaker selecionou algumas categorias e votou. Veja quais foram os melhores de 2021 segundo nossos colunistas:

Luta do ano

Matheus Barroso: Marlon Moraes vs Merab Dvalishvili. Justificativa: Há diversos candidatos, mas essa luta se destaca pela reviravolta inacreditável de Merab. No primeiro round, sofreu uma das maiores surras já vistas nas mãos do Marlon, mas imediatamente se protegeu, recuperou-se e desferiu mais de cem golpes sem defesa antes de nocautear o brasileiro. Simplesmente incrível!

Rafael Lima: Prochazka vs Reyes. Justificativa: Pela intensidade e quantidade de golpes duros e plásticos.

Victor Cutrale: Charles Oliveira vs Michael Chandler. Justificativa: Se não foi uma das luas mais emocionantes de todos os tempos, eu estou assistindo errado. Emoção, violência e garra marcaram esse combate.

Vencedor(es): Marlon Moraes vs Merab Dvalishvili, Prochazka vs Reyes e Charles Oliveira vs Michael Chandler.
 

Melhor lutador(a) do ano

Matheus Barroso: Kamaru Usman. Justificativa: Usman teve três vitórias sobre grandes nomes da categoria em disputas de cinturão (Durinho, Masvidal e Covington). Esse prêmio tem que ser dele.

Rafael Lima: Charles Oliveira. Justificativa: Numa das categorias mais difíceis do UFC, venceu dois cascas-grossas mostrando evolução em pé, na absorção de golpes e o mesmo talento de sempre na luta agarrada..

Victor Cutrale: Charles Oliveira. Justificativa: Depois de altos e baixos, ver o garoto Charlinho enfileirando os top’s da categoria foi bom demais. Não deixou dúvidas sobre sua qualidade como lutador.

Vencedor(es): Charles Oliveira.
 

Lutador(a) mais dominante do ano

Matheus Barroso: Islam Makhachev. Justificativa: Com três vitórias dominantes no ano, Makhachev sacramentou o seu nome como um dos melhores lutadores de uma das categorias mais talentosas do UFC.

Rafael Lima: Kamaru Usman. Justificativa: Meu voto é no Kamaru por ter pulverizado a categoria.

Victor Cutrale: Kamaru Usman. Justificativa: Acompanho o Rafael Lima.

Vencedor(es): Kamaru Usman.
 

Nocaute do ano

Matheus Barroso: Cody Sandhagen vs Frankie Edgar. Justificativa: Uma joelhada voadora limpa, que colocou uma lenda do MMA desacordada na hora. Golpe plástico, que veio do nada, com poucos minutos do primeiro round.

Rafael Lima: Cody Sandhagen vs Frankie Edgar. Justificativa: Joelhada limpa que acabou a luta em um golpe, colocando o ex-campeão pra dormir.

Victor Cutrale: Dominick Reyes vs Jiri Prochazka. Justificativa: Luta muito movimentada, com ambos os lutadores entregando o máximo no cage. Nocaute espetacular do lutador tcheco.

Vencedor(es): Cody Sandhagen vs Frankie Edgar.
 

Finalização do ano

Matheus Barroso: Chave de braço de André Muniz em Ronaldo Jacaré. Justificativa: Além de ter sido uma finalização muito difícil e plástica (uma chave de braço invertida), André Muniz emplacou sobre uma das maiores lendas do jiu-jitsu. Como cereja do bolo, Jacaré saiu com o braço brutalmente lesionado.

Rafael Lima: Kimura de Makhachev em Hooker. Justificativa: Pela perfeição do golpe e a forma como abriu caminho pra aplicar.

Victor Cutrale: Mata-leão de Brandon Moreno sobre Deiveson Figueiredo. Justificativa: [•].

Vencedor(es): Chave de braço de André Muniz em Ronaldo Jacaré, Kimura de Makhachev em Hooker e Mata-leão de Brandon Moreno sobre Deiveson Figueiredo.
 

Evento do ano

Matheus Barroso: UFC 266. Justificativa: Evento incrível, do card preliminar ao principal. O preliminar culminou com a luta do ano (na visão deste autor) e o principal com um clássico na divisão dos penas (Volkanovski vs Ortega).

Rafael Lima: UFC 267. Justificativa: Pelas duas disputas de cinturão e performances absurdas como a do Chimaev e a do Makhachev.

Victor Cutrale: UFC 269. Justificativa: Em uma noite ver caras como Oliveira, Poirier, Ponzinibbio, Cruz, O’Malley, Emmett e a disputa entre Julianna Pena e Amanda Nunes foi incrível.

Vencedor(es): UFC 266, UFC 267 e UFC 269.
 

Rivalidade do ano

Matheus Barroso: McGregor vs Poirier. Justificativa: Somente uma luta foi capaz de encabeçar dois cards de PPV sem uma disputa de cinturão envolvida. Além disso, as duas lutas de 2022 relembraram uma rivalidade de anos, desde o UFC 178..

Rafael Lima: McGregor vs Poirier. Justificativa: Por tudo o que movimentou de mídia e o que significaram as lutas.

Victor Cutrale: Aljamain Sterling vs Petr Yan. Justificativa: Com um fim de batalha inusitado, a guerra continuou na internet. A primeira luta, que acabou de modo frustrante, se transformou em uma rivalidade em que a única solução é um novo confronto entre os dois campeões.

Vencedor(es): McGregor vs Poirier.
 

História do ano

Matheus Barroso: O retorno do público às arenas. Justificativa: O início de 2021 foi marcado pela pandemia, com uma pequena esperança de retorno do público. No UFC 261, isso ocorreu da maneira mais evidente. Apesar das conversas de que lutas em arenas vazias ainda são divertidas, o evento demonstrou o impacto dos fãs em lutas de MMA. O evento foi eletrizante do início ao fim e os lutadores claramente reagiram ao público.

Rafael Lima: Glover Teixeira campeão. Justificativa: Depois de inúmeras batalhas e após os 40 anos, conquistou o cinturão pela primeira vez.

Victor Cutrale: Glover Teixeira campeão. Justificativa: Um dos lutadores mais velhos do plantel do UFC, se tornar campeão numa das categorias mais difíceis da liga é para poucos.

Vencedor(es): Glover Teixeira campeão.
 

Ascensão do ano

Matheus Barroso: Julianna Pena. Justificativa: Pena já era uma boa lutadora com uma carreira sólida, mas a vitória sobre a maior lutadora da história do MMA feminino a coloca em evidência no esporte. Pena sacudiu o MMA feminino e uma super luta contra Amanda Nunes já está no horizonte.

Rafael Lima: Jiri Prochazka. Justificativa: Só com duas lutas disputadas já vai conseguir o title shot.

Victor Cutrale: Khamzat Chimaev. Justificativa: Após colocar em dúvida sua volta ao cage por conta de uma dura luta contra o covid, o lobo voltou atropelando.

Vencedor(es): Julianna Pena, Jiri Prochazka e Khamzat Chimaev.
 

Reviravolta do ano

Matheus Barroso: José Aldo. Justificativa: Nos anos de 2019 e 2020, Aldo teve três derrotas seguidas que questionaram sua carreira. Começando no finzinho de 2020, mas principalmente em 2021, Aldo voltou às cabeças do MMA na divisão dos galos, com duas vitórias sobre grandes nomes da categoria em 2021..

Rafael Lima: Julianna Peña. Justificativa: A carreira não estava ruim, mas era difícil crer que seria campeã.

Victor Cutrale: Julianna Peña. Justificativa: Não que ela estivesse numa fase muito ruim, mas ninguém que acompanha MMA diria que ela se tornaria campeã em cima da brasileira Amanda Nunes. Bom, foi lá e chocou o mundo.

Vencedor(es): Julianna Peña.