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Sainz sugere rotação de circuitos no calendário da Fórmula 1

16 de abril de 2022

(por Mattheus Prudente)

A popularidade da Fórmula 1 fez com que a Liberty Media pensasse em expandir cada vez mais o calendário, trazendo novos circuitos em locais diferentes para isso. No entanto, essa questão trouxe um problema: a ameaça da saída de circuitos clássicos do calendário da F1. Muitos pilotos defendem que essas pistas históricas continuem, e Carlos Sainz propôs uma solução. 

Para evitar que as pistas históricas saiam do calendário, Sainz diz que a F1 pode fazer uma rotação dos circuitos, para que as pistas que não conseguirem ficar todos os anos possam participar. 

“Espero que, no futuro, possamos fazer com que as pistas que não podem ficar no calendário todo ano participarem ano sim, ano não, ou uma vez a cada três anos, enquanto nós continuaremos indo para os lugares que sempre fomos. Negócios são negócios. Liberty e a Fórmula 1 vão olhar o que eles podem fazer para melhorar esses negócios. 

Mas eu não pararia de correr na Europa. Eu acho que é um ótimo lugar para correr, é onde a nossa história está, e eu acho que precisamos continuar correndo lá, mesmo que não seja todo ano, mas pelo menos continuar no calendário.” Disse Sainz. 

A Fórmula 1 vai estrear o GP de Miami neste ano, e já tem confirmados, para o ano que vem, o GP de Las Vegas e do Catar. Além disso, a categoria também está fechando uma corrida para o continente africano, com o histórico circuito de Kyalami, na África do Sul, aparecendo como o favorito para a realização do GP. Nova Iorque também é um local que a F1 pensa em ir. 

Além de Sainz, Sebastian Vettel também falou sobre os circuitos históricos, dizendo que “seria horrível” se a categoria se livrasse dessas pistas. O GP de Mônaco estava sob ameaça de saída do calendário, mas os organizadores da corrida afirmaram que já estão acertando um acordo para continuar com o GP nos próximos anos. 

A ameaça, então, fica por conta do GP da França e da Espanha, além do histórico circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Esteban Ocon, único piloto francês do grid, afirmou que vai “fazer de tudo” para salvar a corrida no seu país natal. O que se sabe, por enquanto, é que as mudanças podem ser impactantes para os fãs da Fórmula 1.