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Série Análise de Torcedor: O draft do LA Chargers

30 de abril de 2020

(por Rodrigo Mota)

 

O draft de 2020 do Los Angeles Chargers marca o inicio de uma nova era. Pela primeira vez em um longo tempo, não veremos mais o camisa 17 Philip Rivers atrás do center no uniforme dos Bolts. Parece estranho, para ser sincero, mas era necessário seguir em frente, já que o tempo não para por ninguém.

Na cabeça de todos os torcedores dos Chargers somente se encontra uma pergunta neste momento: Como será a carreira de Justin Herbert? Por mais que o draft não seja somente esta escolha, toda a vez que uma franquia da NFL busca um novo “franchise quarterback” os holofotes se viram quase que exclusivamente para este novato. O meu sentimento neste momento deve ser o mesmo que torcedores dos Bengals e Dolphins, uma sensação de recomeço, de virar a página, de uma nova era. Acho que Herbert tem as ferramentas para se tornar um quarterback sólido na NFL, sem dúvidas. Mas o Draft na verdade é uma grande loteria. Você não sabe de fato se fez a melhor escolha ou não, só o tempo traz essa resposta. 

No entanto, o veterano do Oregon Ducks terá alguns pontos positivos jogando a seu favor. Primeiro, ele vem para uma equipe “montada”, sim eu sei que no ano passado as coisas não foram como o planejado, mas ainda tenho memórias deste time (que é praticamente o mesmo) que foi 12-4 em 2018 e surpreendeu a todos com a revelação de jovens estrelas. Isto é um ponto importante para qualquer jogador desta classe, você estar em um ambiente vencedor eleva a moral de qualquer um e tenho fé que na próxima temporada a equipe vai se acertar e fazer diferente de 2019. Segundo, Herbert não precisa ser o salvador da pátria. Ele não precisa entrar em campo correndo, pois ainda se tem Tyrod Taylor, que falando em quarterback reserva, pode ser considerado melhor que a maioria na NFL. Isso pode dar o tempo necessário para Herbert fazer sua transição do universitário para os profissionais sem pressa e dentro do seu tempo.

Outro nome importante que estaremos de olho é Kenneth Murray. O ex-jogador de Oklahoma mostrou ser um verdadeiro “team player”, aquele que não mede esforços para fazer o que é melhor para o time e não para si só. Murray tem o espirito de liderança que faltou na defesa dos Bolts, principalmente no passado. A perspectiva é boa, para que tenhamos um novo capitão de defesa no futuro, um cara que lembra Junior Seau (oh que saudade hein)!

Os outros jogadores vêm em posições que estão mais firmes na equipe (talvez por isso que não há tanta empolgação assim). Joshua Kelley pode ser um bom complemento para Austin Ekeler, já que Melvin Gordon não está mais. Mas, ainda estamos mais empolgados para ver o que Ekeler pode oferecer como titular do que com a escolha de Kelley. Joe Reed e K.J. Hill vem para preencher a posição de wide receiver apesar de ter Keenan Allen e Mike Williams, é importante ter mais armas para agregar no jogo aéreo.

Por fim, Alohi Gilman, vem para trazer mais profundidade na posição de safety, mas a empolgação maior é no retorno de Derwin James, que não fez a temporada completa no ano passado e esperamos que possa voltar a 100% do seu potencial.

O ano de 2020 promete novos ares para o torcedor dos Chargers (se é que teremos NFL neste ano), mas principalmente com as duas primeiras escolhas estou empolgado para ver como será o desenvolvimento destes jogadores. Além dos atletas selecionados, esperamos que a equipe se restabeleça, dando a volta por cima da temporada desastrosa que teve no ano passado. Esperamos um futuro melhor, que não é necessariamente uma reconstrução da “estaca zero”, mas que vai dar uma nova cara para a franquia e tomara que alguns anéis.

 

Escolhas:

Round 1, pick 6: Justin Herbert, QB, Oregon

Round 1, pick 23: Kenneth Murray, LB, Oklahoma

Round 4, pick 112: Joshua Kelley, RB, UCLA

Round 5, pick 151: Joe Reed, WR, West Virginia

Round 6, pick 186: Alohi Gilman, S, Notre Dame

Round 7, pick 220: K.J. Hill, WR, Ohio State