Conteúdo

Romain Grosjean prova: Existe vida além da F1

18 de maio de 2021

(por Bruno Braz)

Hoje, falaremos um pouco sobre Romain Grosjean. 

Antes de chegarmos ao desfecho do título, vamos falar rapidamente sobre o que Grosjean conseguiu antes de chegar na F1.

- Venceu todas as dez provas do campeonato da Fórmula Renault Suíça 1.6 de 2003, indo para Fórmula Renault Francesa em 2004;

- Sétimo na primeira temporada e campeão, em 2005, com dez vitórias.

Seu potencial o levou para a academia de pilotos da Renault.

Fechou em 4º lugar na GP2 (agora, F2) nos anos de 2008 e 2009, sendo que em 2009, não disputou toda a temporada, pois foi alçado pela Renault na F1, substituindo Nelson Piquet Jr, após aquele escândalo da batida proposital. Seu companheiro, era o moedor Fernando Alonso.

Não foi bem, voltando para a GP2 em 2010, na parte final do campeonato, para ano seguinte (2011), ser campeão inconteste da categoria, que contava com nomes como Jules Bianchi, Marcus Ericsson, Sam Bird, Max Chilton, entre outros.

Em 2012, teve o que muitos pilotos bons não tem na F1: uma segunda chance. Contratado pela Lotus (aquela que comprou o espólio da Renault e se pintou de preto), foi parceiro de Kimi Raikkonen. E não foi mal. Se não foi como Kimi, que venceu corrida e terminou o ano em terceiro na tabela de classificação, teve seu brilho com dois pódios, sendo um de segundo lugar, atrás apenas de Hamilton. Terminou em 8º com o carro que foi o quarto colocado na classificação de construtores. 

O problema é que nessa temporada, começou a dar mostras de que velocidade havia, mas juízo, não muito. Recebeu a alcunha de o "maníaco da primeira volta", sendo suspenso uma etapa, por ser considerado culpado de um acidente bem perigoso no GP da Bélgica.

Em 2013, melhorou. Terminou ainda atrás de Kimi, mas não tão atrás assim, conseguindo quatro pódios nas últimas seis provas do campeonato. 

Dali para frente, não foi bem talento que faltou, mas faltou cabeça. 

Em 2014, o carro já não era grande coisa, assim como seu resultado no fim do ano. 2015, melhora e consegue pódio novamente.

Daí para frente, são coisas que ainda lembramos: Haas, calvário, perda de bom resultado por erro em Pit Stop, batidas com carro de segurança na pista, muito descontrole emocional e várias reclamações no rádio.

Talvez, o mundo da F1 seja algo pesado demais. Só talento, não basta. Você começa bem, vai para pódios, evolui e, quando percebe, está em um carro que não tem mais a menor condição de competitividade. Sua imagem também já não é das melhores no Paddock. Deve causar tristeza em qualquer ser humano. Terminar a F1 com uma pancada feia, que diga-se de passagem, foi culpa dele, não ficou legal. Mas, vai ganhar um teste na Mercedes. Ótimo.

Grosjean tinha duas opções: ir para casa e se lamentar. A outra, lembrar da época antes da F1. Das dificuldades e, se lembrar do principal, de que é um piloto de corridas. Optou pela segunda. Foi para Indy. 

Na Indy, em três provas, a primeira pole-position e o primeiro pódio. Nada mal, por enquanto. Foi viver. Está certo ele. Tomara que dê tudo certo para ele por lá. Acho bacana essas histórias de superação.

"Ah, mas a Indy até minha avó anda. Nível fraco de pilotos. Qualquer um anda lá", alguns dirão. Para esses, digo apenas: deixa de ser chato aí do sofá e vai pilotar alguma coisa. Depois opina.

Abraços e até a próxima.