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Quatro provas para o título de Max

8 de novembro de 2021

(por Bruno Braz)
 

Esse campeonato parece estar sendo disputado ponto a ponto entre os protagonistas, curva a curva, toque a toque...Apenas parece. 

Não fosse alguns azares, Max estaria disparado à frente. 

O holandes já venceu nove vezes esse ano. Tem outros cinco segundos lugares. Três abandonos e um nono lugar. Já liderou mais voltas que todo o restante do grid somado. São fatos.

Lewis só está se mantendo próximo, porque abandonou somente uma vez, contra três de Max, e teve um décimo quinto lugar. Nas demais provas, pontuou em todas, conseguindo cinco vitórias.

Pese o fato de que Lewis está carregando a Mercedes até onde dá, pontuando sempre que pode e com baixíssimo índice de erros (Azerbaijão foi o único momento em que claramente ele errou), uma hora a coisa pararia de dar errado no lado dos taurinos. E parece que parou.

Esse campeonato parece tão equilibrado quanto o de 2018, quando Vettel, então na Ferrari, fez frente ao Lewis por um bom tempo. Depois, o conjunto Hamilton/Mercedes se achou de uma forma que, daquele ponto em diante, foram só bordoadas para o lado da Ferrari.

E me parece que esse campeonato, agora sim, vai entrar nessa fase: Max vai começar a abrir. Levando em conta os jogos mentais, incluindo aí, dos próprios dirigentes, o holandes não está se mostrando minimamente preocupado com isso. É o melhor ano de Max na F1, sem dúvida. Sólido, rápido e consistente.

Com um carro que volta sim a ser superior, é questão de tempo. Estamos nos 40 minutos do segundo tempo. Está 2x1 para o time da Holanda, que está tocando a bola. 

Tudo pode acontecer? Pode. Mas se o imponderável não der as caras, como um problema mecânico raríssimo ou um acidente que tire Max de um GP, teremos um novo campeão mundial ao final da temporada. E não seria nada injusto. Se vencer no Brasil, e tem tudo para isso, terá o dobro de vitórias de Lewis.

Max está com cara (e carro) de campeão.