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Prévias da temporada da F1: Ferrari - Eles estão vindo

15 de março de 2022

(por Bruno Braz)

Seguindo as prévias para a F1 2022, aqui na Playmaker Brasil, venho tecer meus "palpites" sobre a Ferrari. 

Largo na frente de alguns companheiros de redação, pois os testes pré-temporada se encerraram, me trazendo alguma vantagem na análise, mas, honestamente? Confirmaram o que eu pensava desde o ano passado: a Ferrari está voltando mais para frente do grid. 

O lançamento foi bonito. Ver o preto de volta no carro, remetendo ao início dos anos 90, deu um certo saudosismo. Ficou lindo o carro. 

Sobre o carro em si e que temos pela frente, há algumas percepções que vem sendo escritas desde o começo de 2021. 

Primeiro ponto positivo para o time: o problema com o fluxo de combustível em 2019 teve alguns efeitos colaterais para o time de Maranello. Um que foi pouco comentado, foi a imposição da FIA limitando seus motores, sem estarem liberados em sua capacidade máxima até que se finalizasse a temporada de 2021.  Agora, os italianos estão livres para voltar a utilizar a potência máxima. Some-se a isso o fato de que o time ficou segurando tokens de desenvolvimento em todo o ano de 2021 enquanto os outros já tinham quase terminado. O motor (ou unidade de potência) vem forte. Isso é um fato.  

Segundo ponto positivo para o time: abriram mão de desenvolver o carro de 2021, focando no carro de 2022. Oras bolas. Podem odiar a Ferrari, mas não podem achar que com a capacidade técnica de um time desses, atuando com antecedência em um projeto totalmente novo, bem antes de times que estavam brigando pelo campeonato (Mercedes e Red Bull) não vai dar um resultado positivo. Tem que dar.  

Terceiro ponto positivo para o time: algumas pequenas evoluções feitas em 2021, foram focando em 2022. Desenvolveram uma bela suspensão. O carro ia muito bem em circuitos onde a aderência mecânica e pouca potência eram características.  

Isso quer dizer que o time será campeão de pilotos e construtores? Não. Quer dizer que fizeram a lição de casa. Se consegui ler corretamente os testes, a Ferrari, neste momento, é o segundo melhor carro, atrás apenas da Red Bull. Aí, em uma estratégia aqui e outra ali (ok, Ferrari bem em estratégia pode ser muita esperança da minha parte, mas vai que...) podem embolar com a Red Bull lá na frente. Se tiver melhor trato com os pneus, não é impossível levar o jogo para a disputa neste campo. 

PILOTOS 

Charles Leclerc

Em que pese a crítica por ter sumido um pouco na temporada passada, é sim um dos melhores na nova geração. É um prodígio que ganhou tudo nas categorias de base com sobras, se impondo com larga vantagem sobre qualquer um que aparece em seu caminho. Muito rápido e arrojado, se tiver um carro em condições, vai incomodar muito lá na frente. Precisa controlar um pouco seu ímpeto, às vezes. Costuma bater em circuitos de rua. Se estiver controlado, será um dos ótimos nomes do campeonato. 

Carlos Sainz

Um dos pilotos mais subestimados pelo público, também é um dos melhores da nova geração. Se não tem exibições plasticamente espetaculares, é rápido, muito consistente e tem ótima leitura de corrida. Talvez tenha um pouco menos de talento puro que Leclerc? Pode ser, mas compensa isso com muito trabalho, estudos e determinação. Tirou Charles da zona de conforto e mostra que não está na F1 a passeio. Quer mais. Junto de Charles, forma a melhor dupla da F1. 

O QUE ESPERAR 

Ao menos, no começo da temporada, será bem comum ver a Ferrari disputando lugares no pódio com frequência. Se vai ser forte o bastante para bater de frente com a Red Bull, não dá para saber. Talvez sim, talvez não, mas certamente, neste momento, é no mínimo o segundo carro mais rápido. E é constante. Talvez se saia melhor na gestão de pneus, dado o investimento de muito tempo em busca de uma suspensão que proporcione ótima aderência mecânica e trato com os pneus. A conferir. 

Chefe de Equipe: Mattia Binotto. 

Fornecedor de motor: a própria. 

Briga por: pódios e vitórias.