Conteúdo

Prévias da Temporada da F1: Alfa Romeo - Novos pilotos e mesmos problemas?

4 de março de 2022

(por Jefferson Castanheira)

A nova temporada da F1 trará um novo regulamento geral para o chassis e aerodinâmica de seus carros, com todos produzindo mais downforce e dependo mais do acerto de cada equipe em seus bólidos - não apenas dependendo da unidade de potência e da qualidade da caixa de câmbio em aceleração. Com isso, algumas equipes poderão saltar e outras terão problemas de desempenho. Mas e se uma equipe simplesmente se manter estática, sem grandes avanços e recuos? Essa é a chave que a Alfa Romeo precisará tirar de sua forma, pois ao que tudo indica, a equipe italiana pode repetir o mesmo cenário que sua antiga identidade: a Sauber. 

A mudança de pilotos de 2021 pra 2022 foi total. A aposentadoria de Kimi Raikkonen e a saída de Antonio Giovinazzi representaram a chegada do antes segundo piloto da Mercedes, Valtteri Bottas, e a estreia do piloto chinês Guanyu Zhou - que inclusive será o único estreante de todo grid.

Zhou trás muito dinheiro e pouco currículo para a Fórmula 1, tendo o melhor resultado na carreira com título da F3 Asiática. Porém, o chinês estava desde 2014 nas academias da Ferrari e posteriormente na da Renault (hoje Alpine), onde foi piloto de testes. 

Os primeiros treinos da equipe que possui dois títulos da Fórmula 1 (em 1950 e 51, com Giuseppe Farina e Juan Manuel Fangio, respectivamente) não foi dos melhores, apresentando problemas justamente nos quesitos de desenvolvimento próprio da equipe, com aparentemente um chassis ainda bem desequilibrado e lenta em curvas mais acentuadas, o que sinaliza também problemas na aerodinâmica. A unidade de potência da equipe é desenvolvida pela Ferrari, sua compatriota. 

Ao menos que haja evolução durante a temporada e, também muito trabalho das equipes de desenvolvimento em redução do peso do chassis e de grande investimento tecnológico na aerodinâmica, veremos um carro rápido nas retas graças ao motor Ferrari, mas que tem velocidade de aceleração reduzida pelos problemas apresentados em sua asa traseira - que sim, deve melhorar com o ano.

A chegada de um piloto experiente como Bottas pode engrandecer a equipe no sentido de tentar desenvolver melhorias dentro do paddock e também na fábrica, assim como o investimento financeiro por trás de Zhou pode ser bem utilizado pela equipe que conta ainda com Robert Kubica de piloto de testes.

O ano de 2022 não parece trazer grandes mudanças pra equipe que sempre fica entre 8º ou 9º no grid, e isso inclusive pode ser um problema grave se a Williams de fato melhorar neste ano em que ela não é mais uma equipe garagista.