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Phoenix Suns vence com autoridade, abre 2 a 0 na série, e coloca os Nuggets "nas cordas" nos próximos dois jogos no Colorado

10 de junho de 2021

(por Sérgio Viana)
 

Jogo 2 da série, os Suns vieram para a Talking Stick Resort Arena com seu uniforme "The Valley" dispostos a impor seu mando de quadra e não dar chances para os Nuggets.

O jogo começou tenso com os Nuggets amassando o aro, apresentando um aproveitamento baixíssimo de 3-13. O cenário só não era pior por que com menos de cinco minutos de jogo, DeAndre Ayton já tinha duas faltas, mas ele permaneceu em quadra. Com 6:33 minutos por jogar, o placar baixo, indicava 12-8 para o time da casa.

Na volta do primeiro pedido de tempo, o jogo virou "pelada", com ambos os times errando muitos arremessos. Depois de pouco mais de dois minutos de um basquete horrível, mais uma parada com o placar apontando 17-14, faltando 4:00 minutos.

No retorno ao jogo, com os times em rotação dos jogadores, as equipes começaram a trocar cestas com duas posses convertidas de cada equipe e dois desperdícios.

Mais uma troca de bolas de três de cada lado com Booker e Barton e foi só, depois disso, mais um show de horrores com ambas equipes com aproveitamento muito abaixo de seus potenciais e o placar baixíssimo indicando 25-21 para o time da casa.

Na volta para o segundo período o cenário não mudou, jogo de baixíssimo aproveitamento e uma qualidade sofrível para uma semifinal de conferência. O que salvou foi uma pequena corrida de 10-4 do time do Arizona com Saric vindo do banco, acertando duas bolas de três faltando 8:31 para o intervalo e placar de 35-25.

Os times seguiram com muitos erros, querendo jogar com velocidade na transição, mas estavam muito nervosos. Diminuindo um pouco a velocidade do jogo, tentando impor seu estilo de meia quadra, os Nuggets conseguiram uma corrida de 5 a 0 trazendo para 35-30 o placar.

Jogo muito pegado com algumas infrações fora do lance carregando os times em faltas. Faltando 02:05 para encerrar o período, o placar mostrava um 44-37, num jogo muitíssimo aquém de qualquer expectativa e um aproveitamento de ambas as equipes abaixo de 39%.

O duelo se arrastou até o intervalo apontando 52 a 42 para os Suns. Jokic jogava praticamente sozinho, com 15 dos 42 pontos da equipe do Colorado, impedindo que os Suns encaminhassem na primeira etapa a vitória. Pelo lado do time do Arizona, Booker com 13 pontos e ótimos 50% de aproveitamento era o destaque da equipe, que conseguiu manter Ayton em quadra sem comprometer ainda mais em faltas, mesmo não tão bem no ataque.

O Phoenix Suns voltou um pouco melhor organizado e, com uma corrida de 8-1, com duas bolas de 3 de Jae Crowder, mais uma vez obrigou Mike Malone a parar o jogo com uma desvantagem de 17 pontos (60-43), com menos de dois minutos jogados.

O Denver Nuggets não conseguia conter o ataque dos Suns, que variava bem entre jogadas de pick & roll para finalização com ponte aérea de Ayton, cestas de meia distância de CP3, ou passes para chutes de fora de Payne e Bridges.

Com 7:24 marcando no relógio, o ginásio incendiou com uma disputa fora do lance de bola (mais uma) entre Crowder e Gordon, com ambos levando uma falta técnica. Na sequência, mais uma falta de ataque de Gordon e cesta de meia distância de CP3 para mais uma vez Malone queimar um tempo com o placar em 69-48, com 6:55 minutos para jogar.

Mais três minutos de jogo e nova parada, os Nuggets mais uma vez tentaram um ajuste para diminuir a diferença, trazendo a diferença para 15 pontos, mas voltaram rapidamente aos mesmos 21 pontos, com uma falta técnica de Jokic, convertida por CP3 e 79 a 58 no placar.

Jokic foi respirar um pouco fora de quadra, e a transmissão pega a cara de alegria (sqn) de Jamal Murray com gelo no joelho no desolado banco dos Nuggets. Milsap entrou, acertou duas bolas de três e o time terminou o quarto com 19 pontos de desvantagem e placar de 86-67.

36 minutos jogados e nenhum momento de partida empatada ou troca de liderança, Suns 100% do tempo comandando o placar. A diferença fundamental foi a melhora no aproveitamento dos anfitriões, saindo de 39% para 45% e parcial de +9 pontos no terceiro período.

Phoenix voltou para o último período com CP3 querendo resolver o jogo e, novamente com pouco mais de dois minutos jogados, Malone parou o jogo com a diferença de 25 pontos. A distância só aumentava e, com 8:35, era de 27 pontos. Jokic no banco e com cara de que não voltaria. 

E não voltou mesmo. Com 06:05 e placar indicando 109 a 78, Malone jogou a toalha e ligou o modo "Garbage Time". Aí foi só esperar o relógio correr e este que vos escreve ter que ver McGee chutando bola de três e E'Twaun Moore em quadra. Ninguém merece, não é mesmo?

 

Final de jogo: Denver Nuggets 98-123 Phoenix Suns 


 

Os Suns abrem 2 a 0 na série, colocando os Nuggets nas cordas com a ida dos jogos para o Colorado, com dois jogos no Ball Center. Grande jogo coletivo com todos os titulares com 10 pontos ou mais e três deles com dígitos duplos. Devin Booker com 18 pontos e 10 rebotes, CP3 com 17 pontos e indecentes 15 assistências e DeAndre Ayton com 15 pontos e 10 rebotes.

Pelos Nuggets, só quem se salvou, nesse que definitivamente foi o pior jogo desses playoffs, foi o recém-eleito MVP, Nikola Jokic, com 24 pontos e 13 rebotes. Michael Malone terá trabalho no Colorado para se recuperar dos 2 a 0 no lombo. O Denver Nuggets não encontrou nessas duas partidas alternativas de defesa para conter o volume ofensivo dos Suns e, principalmente, uma forma de parar Chris Paul. Aaron Gordon, um dos melhores marcadores do time, não conseguiu diminuir o impacto de Devin Booker na série até aqui. Mas, o pior de tudo é que no ataque o time foi muito mal, com Jokic sobrecarregado. Denver está em um buraco fundo e correndo risco de afundar de vez na série.

Monty Williams mostra por que foi um dos finalistas para técnico do ano. Tirando o péssimo exemplo da máscara no queixo durante todo o jogo, o treinador parece mesmo ter encontrado o equilíbrio do time. Com CP3 aparentemente recuperado da contusão no ombro direito, que sofreu no jogo #1 da série contra os Lakers. O time do Arizona caminha para vencer a série e chegar à final do Oeste pela primeira vez desde a temporada 2009/2010 quando ainda era comandado por Mike D'Antoni no banco e Steve Nash em quadra, à época derrotado pelos Lakers que viriam a ser campeões daquela temporada.

Em condições normais, os Suns fecham essa série com relativa e inesperada facilidade em no máximo 5 jogos.

A conferir.