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Palmeiras roda o elenco, mantém a invencibilidade e mostra que é muito difícil de ser derrotado

19 de maio de 2022

(por Rafael Lima)

O Palmeiras venceu, em casa, o Emelec por 1 a 0. Mas, apesar do placar magro, o que se viu foi a mesma equipe eficiente de sempre, que mesmo mesclando o time, seguiu bastante confiável. 

O Emelec foi para São Paulo como a maioria das equipes que visitam o Verdão, pronto para se defender o tempo todo e jogar por uma bola. Apesar das dificuldades, o Palmeiras criava boas situações, principalmente pelo lado direito, com uma dobradinha interessante de Marcos Rocha e Gabriel Menino, de volta ao time titular e disposto a voltar a ser lembrado, já que teve boa atuação. 

Mesmo tendo um bom volume de jogo, o Palmeiras pecou na última bola e não conseguiu tirar o zero do placar na primeira etapa. Méritos também do bom sistema defensivo do Emelec, que foi o adversário mais forte da equipe paulista nesta fase.

Na segunda etapa o Verdão se utilizou de outra ótima arma, bem trabalhada por Abel Ferreira: A bola parada. Foi após um escanteio que Rafael Navarro desviou e Danilo marcou, pelo segundo jogo seguido. 

Com as entradas de Vanderlan, Raphael Veiga, Dudu e Zé Rafael, o Palmeiras ampliou seu domínio, que já era grande, mas parou de novo no ferrolho equatoriano. Mesmo perdendo, o Emelec pensou no saldo de gols e não quis se abrir. Vale uma menção especial ao jovem lateral esquerdo, que se mostrou um tormento para a defesa adversária, criando boas situações de ataque.

Além dos jovens Gabriel Menino e Vanderlan, vale ressaltar a entrega de Rony e a consistência de Gustavo Scarpa, que assumiu a criação sem Veiga, fazendo o time jogar e o tempo todo encontrando bons espaços, mesmo com a retranca adversária.

Essa partida, mesmo sem brilhantismo, mostrou o quanto os atuais bicampeões tem um time sólido, que consegue controlar o jogo e criar suas alternativas, mesmo sem seus craques desde o início.

O Palmeiras, com cinco vitórias em cinco jogos, fatalmente será o melhor time da primeira fase da Libertadores, pela terceira vez em quatro anos, mostrando que é o time a ser batido na América.