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O futuro de George Russell na Mercedes

23 de março de 2021

(por Henrique Rodrigues)
 

Um dos pilotos mais promissores no grid da Fórmula 1, George Russell, sempre se mostrou talentoso, desde as categorias menores até o ápice do automobilismo. Porém, o que ele tem de habilidade também teve de azar em 2020. Antes de falar sobre 2021 e o futuro de Russell, é bom mostrar os feitos que o jovem piloto já conquistou, para justificar todo o hype no inglês.

George começou a correr nas “Fórmulas” em 2014, quando disputou a Formula Renault 2.0 com a Koiranen GP, acabando em 4º lugar, e a Fórmula 4 no mesmo ano, consagrando-se campeão correndo pela Lanan Racing. Com a vitória na Fórmula 4, Russell já saltou para a categoria seguinte, a Fórmula 3. 

Logo em sua primeira corrida, Russell conseguiu o primeiro lugar em Silverstone e subiria ao pódio também em Spa-Francorchamps e Norisring. Acabando a temporada, ele ficou na 6ª colocação e foi o segundo melhor calouro, atrás apenas de Charles Leclerc, que hoje está na Ferrari. Ainda na F3 em 2016, Russell mudou da Carlin para a Hitech GP e continuou melhorando, saindo do 6º lugar em 2015 para 3º em 2016.

Em 2017 ele assinou com a ART para competir pela GP3 Series, e, também em 2017, entrou no programa de juniores da Mercedes, com algumas pessoas já imaginando que ele seria o sucessor de Hamilton no futuro. Na GP3, Russell dominou, ganhando 4 corridas, 3 pole positions e mais 5 pódios, garantindo o título com uma corrida de antecedência após um 4º lugar na segunda corrida de Jerez.

Já na Fórmula 2 em 2018, Russell novamente mostrou todo o seu potencial. Além de ter sido um dos pilotos reservas da Mercedes, George travou um grande duelo com Lando Norris (hoje na McLaren), mas conseguindo o título na sua única temporada na F2, após a vitória no GP de Abu Dhabi.

Estreando na Fórmula 1 em 2019, Russell estava (e ainda está) no pior carro do grid, mas isso não impediu o inglês de mostrar que ele tinha o necessário para pilotar um carro de F1. Como o carro era ruim, não foram muitas as chances que ele teve, mas ainda assim protagonizou bons momentos no seu ano de calouro, conseguindo um 11º lugar na Alemanha e um 12º no Brasil. Mesmo assim, ele foi o único piloto a não pontuar durante a temporada, acabando na última colocação na temporada.

As atenções estavam bem voltadas para ele em 2020, e a expectativa dele marcar seu primeiro ponto era grande. Tiveram várias corridas em que esse ponto quase foi conquistado, com a primeira dessas logo no GP da Áustria, onde se classificou em 11º, seu melhor começo até então, mas um erro logo no começo acabou com essa chance. 

A segunda oportunidade mais “clara” veio no caótico GP da Toscana, quando ficou na zona de pontuação boa parte da corrida. Porém, a terceira largada dele (foi aquele GP com duas bandeiras vermelhas) foi bem ruim, o que fez ele ir para 12º, acabando em 11º. A terceira vez foi uma das mais tristes, quando um erro bobo o tirou da corrida enquanto o safety car estava na pista.

Quando Russell finalmente conseguiu seus pontos, o gosto foi bem agridoce. Substituindo Hamilton no traçado alternativo de Sakhir, a expectativa foi de conseguir seus primeiros pontos para subir pela primeira vez no pódio, e com boas chances de vencer, já que estava no melhor carro do grid. 

Logo na classificação o mundo viu o que ele poderia fazer com um carro melhor, largando em segundo por apenas 26 milisegundos. Na corrida, Russell assumiu a liderança rapidamente, mas, imitando a Ferrari, a Mercedes fez tudo de errado que era possível.

Chamando o inglês para o pit stop, a equipe acidentalmente colocou os pneus de Bottas em seu carro, forçando-o a parar de novo na volta seguinte. Mesmo com esse enorme atraso, Russell estava voando na pista, e parecia que mesmo assim conseguiria ganhar a prova, mas um furo no pneu novamente o levou para os boxes. Com tudo isso, George conquistou apenas um desapontador 9º lugar. Lembrando só que ele conseguiu uma das ultrapassagens mais bonitas da temporada quando passou seu companheiro Valtteri Bottas.

Para Russell, 2021 quase certamente será seu último ano na Williams, e o piloto já mostrou que quer a situação resolvida de se correrá pela Mercedes em 2022 até o meio do ano. Habilidade e potencial para se tornar um campeão mundial ele já mostrou que tem, e, caso a Mercedes escolha não promovê-lo (o que seria uma escolha muito burra por sinal), não há dúvidas que ele será um dos pilotos mais cobiçados para o ano que vem. 

Enquanto isso tudo se resolve, só nos resta apreciar o início da carreira de um excelente piloto, com a sua terceira temporada na Fórmula 1 começando neste domingo (28/03), e você confere tudo aqui na Playmaker Brasil.