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O dia em que Michael Jordan jogou com a camisa #12

7 de julho de 2020
12h 09

(por Vinícius Freitas)
 

A lenda do Chicago Bulls imortalizou a camisa de número #23, se tornando o maior jogador da história do basquete para grande parte dos amantes do esporte, além de conquistar 6 títulos para uma franquia que era apenas coadjuvante na liga e diversos prêmios individuais, se tornando também um dos garotos propaganda da Nike por conta do seu tênis “Air Jordan”.

Jordan se aposentou pela primeira vez depois de conquistar o tricampeonato, em cima do Phoenix Suns, por conta do falecimento do seu pai, que amava beisebol, e devido ao grande afeto entre o grande astro da NBA e seu pai, o jogador resolveu homenagear seu progenitor iniciando sua carreira no esporte preferido dele, no ano de 93/94. Apesar de não atuar pela MLB (Major League Baseball), a principal liga do país, e não ter sido 10% do jogador que foi jogando basquete, ainda assim Jordan enchia os estádios por onde passava, atuando pelo Birmingham Barons, uma equipe filiada ao Chicago White Sox da MLB, que tinha como proprietário o também dono do Chicago Bulls, Jerry Reinsdorf.

Depois de sua discreta passagem pelo beisebol, voltou para os Bulls na temporada 94/95, atuando com a camisa #45 até o primeiro jogo contra o Orlando Magic nas semifinais da Conferência Leste, depois da derrota dos Bulls em uma roubada de Nick Anderson sobre Jordan, que em entrevista pós-jogo falou que o Jordan da camisa #45 não era igual o Jordan da camisa #23. Depois da provocação Jordan voltou no jogo seguinte com a camisa #23, o que gerou uma multa para sua franquia por conta da mudança repentina, sem avisar o comitê da liga da alteração no número da camisa. Os Bulls acabaram sendo derrotados por 4-2, e no ano seguinte iniciariam o período do segundo tricampeonato da franquia.

Mas, antes mesmo de pensar em sua primeira aposentadoria e até mesmo de conquistar o primeiro título da carreira, Jordan já era uma referência cultural, com desempenhos históricos nos playoffs, sendo um dos maiores pontuadores de uma geração recheada de lendas. No dia 14 de Fevereiro de 1990, encerrando uma sequência de seis jogos fora de casa, da qual os Bulls tinham vencido apenas um jogo. Jordan e companhia iriam enfrentar a mais nova equipe da liga, o Orlando Magic, que estreava na NBA e era uma das piores equipes da temporada. Apesar do favoritismo estar todo do lado dos Bulls, um fato curioso acabou afetando a disputa entre as equipes. Aproximadamente uma hora antes do jogo, foi descoberto que a camisa #23 de Jordan havia sumido do vestiário, furtada por algum admirador do jogador. Houveram tentativas de recuperação da camisa em vão, com o roupeiro dos Bulls procurando algum torcedor com a camisa vermelha de Jordan na arquibancada, em um ato de desespero, porém, a tentativa também não teve sucesso. Sem saber o que fazer, a equipe decidiu procurar outra alternativa, e em uma das malas que a equipe levava, havia uma camisa #12, sem nome nas costas, provavelmente pensando em uma situação desse tipo. Jordan atuou com a camisa sem nome nas costas, e apesar do favoritismo contra o frágil adversário, os Bulls acabaram sendo derrotadas na prorrogação por 135-129, mesmo com os 49 pontos anotados em 21 de 43 arremessos (48%) e 7 de 10 lances livres do astro.

O ocorrido parece ter trazido azar para o time, apesar de não ter afetado o forte psicológico de Jordan.