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Mock Draft 1.0 - Tentando prever o que ocorrerá em abril

6 de novembro de 2020

(por Henrique Rodrigues)

 

Como já é de costume, vários times “desistiram” (alguns nem tentaram) de 2020 e começaram os preparativos para 2021, cheios de sonhos e esperanças. Obviamente que os problemas de um time não vão ser todos solucionados em um fim de semana no meio de abril, mas é divertido fazer essas simulações, mesmo no meio da temporada. O motivo de no texto ter esse 1.0 é porque daqui até o Draft serão feitas mais simulações por minha parte, com outros saindo após a temporada, o processo de Draft (Senior Bowl e Combine), algum tempo depois da free agency e um último dias antes do Draft em si. E talvez mais alguns se alguém da redação também quiser fazer.

O motivo de tantas simulações assim é para tentar dar uma ideia do que pode acontecer quando chegar a hora, mesmo com uma grande chance de eu errar 31 escolhas.

Três coisas que são importantes de falar antes do texto de fato começar: eu não tentei prever os playoffs, a ordem usada aqui é a que seria caso o Draft fosse na noite do dia 03/11. Não necessariamente as escolhas aqui eu faria, foi mais uma previsão do que os GMs fariam e não tem trocas, porque, por mais que elas sempre ocorram, é impossível tentar prever quem trocaria com quem e por quem. Uma última coisa que será específica deste e do próximo Mock, as escolhas são considerando que nenhum jogador que vai ficar sem contrato irá renovar.

Sem mais delongas, vamos ao Draft.

 

#1 - New York Jets - Trevor Lawrence, QB, Clemson

Essa escolha é a mais fácil de prever em anos. Lawrence é considerado o melhor quarterback saindo do college desde Andrew Luck em 2012, por mais que Luck ainda tenha sido um prospecto melhor. Ainda assim, Trevor é o jogador que até quem não acompanha o esporte universitário conhece. Com seus longos cabelos loiros, Lawrence tem tamanho, braço, mobilidade, leitura de jogo e antecipação nos passes ideais para jogar na NFL. Por mais que Darnold não seja o problema nos Jets (onde tudo é um problema), Lawrence é o tipo de jogador que muda um time de patamar já como calouro.

 

#2 - New York Giants - Justin Fields, QB, Ohio State

Pois é, as coisas não estão boas para os times de NY. Talvez estejam até piores para os Giants, que vão pegar um QB duas temporadas após escolher Daniel Jones na sexta geral em 2019. Assim como Darnold, Jones não é o maior problema aqui, mas não dá para fingir que ele não é um. Seus 36 turnovers são a segunda maior marca nos primeiros 20 jogos de um QB, atrás apenas de Ryan Leaf. Justin Fields é o único que pode desafiar Lawrence como melhor QB da classe, e eles travaram bons duelos desde o ensino médio (procurem pelo Elite11 de 2017 no YouTube). Com um 2019 quase impecável, Fields também mostrou ter todas as habilidades procuradas em um franchise QB, e caso os Giants queiram se livrar de Jones, Fields é mais do que capaz de levar o time azul para a frente.

 

#3 - Jacksonville Jaguars - Penei Sewell, OT, Oregon

Ainda é difícil saber se os Jaguars vão querer um QB no lugar de Gardner Minshew, mas, mesmo se quiserem, Sewell é o jogador que vai proteger o lado esquerdo de qualquer jogador de Jacksonville por anos. Justamente considerado um dos melhores prospectos nos últimos anos, Sewell é uma mistura perfeita de tamanho, atleticismo, técnica e força. Não importa quem lance os passes pelos Jaguars, ter um cara como Sewell vai ajudar a estabilizar a segunda posição mais importante no ataque.

 

#4 - Miami Dolphins (troca com Texans) - Ja’Marr Chase, WR, LSU

Os Dolphins acreditam que acharam seu quarterback do futuro, então o próximo passo é dar a maior quantidade de armas possível para ele, e Chase fecha o top 4 do Draft que é quase unanimidade. Por mais que não tenha o tamanho considerado “ideal” para ser WR1 (tamanho é uma coisa supervalorizada), Chase possui todos os outros quesitos para ser elite na posição. Com excelentes rotas, boas mãos e a habilidade de pegar passes longe do seu corpo, ele tem tudo para ser o melhor amigo de Tua pelos próximos 10+ anos.

 

#5 - Atlanta Falcons - Gregory Rousseau, EDGE, Miami

Atlanta demitiu Dan Quinn e Thomas Dimitroff, dando início a uma nova era na Geórgia. Essa nova era não deve vir com mudanças grandes no ataque, mas com mais reforços na defesa. Rousseau não é um prospecto no nível de Chase Young e Nick Bosa, mas ainda assim vale uma escolha alta assim. Se ele conseguir mostrar uma melhora na sua técnica e no seu arsenal de movimentos, ele pode chegar ainda mais perigoso na NFL e certamente os Falcons não se importariam com uma ajuda no pass rush.

 
#6 - Dallas Cowboys - Patrick Surtain ll, CB, Alabama

Para quem viu qualquer jogo dos Cowboys (qualquer mesmo), vai ser que a defesa vem sofrendo muito, especialmente a secundária, que está historicamente ruim. Geralmente é isso que acontece quando você tinha um jogador bom na secundária e não consegue renovar com ele (Byron Jones). A situação do time com o Dak pode mudar essa escolha, mas no momento o time precisa urgentemente de um CB. Surtain ainda tem coisas que ele precisará melhorar bastante, principalmente na marcação contra recebedores mais rápidos e que não vão para um jogo mais físico, mas ainda é um prospecto muito interessante e pode se desenvolver ao ponto de virar um shutdown corner.

 

#7 - Washington Football Team - Micah Parsons, LB, Penn State

Provavelmente esse é o lugar em que as pessoas esperam por um QB, já que Washington conta com Kyle Allen, Alex Smith e Dwayne Haskins, mas essa escolha faz sentido. Em Carolina, Ron Rivera viu a diferença que um LB pode fazer em uma defesa. Parsons não é um Luke Kuechly (pelo menos não ainda), mas em Rivera ele teria um técnico que sabe tirar o melhor de seus jogadores. Parsons é um excelente prospecto, sendo capaz de cobrir muito bem tanto o passe quanto a corrida e possuindo atleticismo e instintos muito bons para a posição, e pode virar rapidamente o pilar dessa defesa.

 

#8 - Los Angeles Chargers - Jaylen Waddle, WR, Alabama

Parecido com a situação dos Dolphins, a missão dos Chargers é dar a maior quantidade de armas possível para o seu jovem QB. Essa posição para Waddle, considerando a lesão que ele sofreu e o pouco que ele jogou em 2019, pode ser até um pouco alta, mas o potencial dele é bem grande. Um jogador que joga sempre na “velocidade máxima”, Waddle parece que é mais alto do que seus 1,76 pela habilidade de fazer recepções longe do corpo, e a sua adição pode ajudar bastante no desenvolvimento de Justin Herbert.

 

#9 - New England Patriots - Trey Lance, QB, North Dakota State

Lance é um dos prospectos mais interessantes de toda a classe de 2020, e ninguém pode subir ou descer tanto quanto ele. Isso porque ele joga na FBS, a DIvisão ll do esporte universitário, o que levanta várias perguntas. Ele dominou em 2019 por que ele realmente é muito bom ou por que a concorrência dele era muito fraca? Ao que tudo indica, Lance tem atributos físicos para ser um QB na NFL, com um bom braço e mobilidade, mas ele vai precisar de um Senior Bowl muito bom para diminuir as dúvidas em cima dele.

 

#10 - Minnesota Vikings - Wyatt Davis, iOL, Ohio State

O interior da linha ofensiva é ruim tem um bom tempo, e a principal crítica feita ao front office do time é não fazer muito para tentar arrumá-lo. Pois bem, Davis é o nome que pode dar essa estabilidade ao setor dos Vikings. Grande, forte e rápido para seu tamanho, Davis é um jogador agressivo que traz a atitude de “alfa”, coisa que falta na OL do time. Após o investimento feito em Dalvin Cook, um guard para abrir caminhos no chão pode facilitar o trabalho do excelente RB, e um pouco mais de tempo no pocket também faria maravilhas para Kirk Cousins.

 

#11 - Cincinnati Bengals - Caleb Farley, CB, Virginia Tech

Embora os Bengals também se encaixem no “QB jovem vamos dar armas para ele”, Cincinnati já tem algumas boas peças no ataque, então eles podem se dar ao luxo de investir (finalmente) na defesa. O que Farley peca em experiência (começou a carreira como QB e sofreu com algumas lesões), ele compensa em uma habilidade quase que natural em marcação homem - a - homem. Consegue espelhar muito bem as rotas dos recebedores e é fantástico jogando em press. O problema de Farley é a marcação em zona, ficando perdido na marcação várias vezes, o que pode ser um reflexo da sua falta de experiência na posição.

 

#12 - Carolina Panthers - Dylan Moses, LB, Alabama

Similar ao que eu falei na escolha de Washington, os Panthers sabem a diferença que pode fazer um linebacker. Moses é um excelente tackleador e possui uma força corporal tremenda, que possui espaço para melhorar ainda mais. Consegue cobrir todo o campo e parece sempre saber onde a bola está. Algumas vezes ele pensa demais na jogada e acaba reagindo tarde, mas o impacto que ele pode ter dentro de campo faz a escolha valer a pena.

 

#13 - Detroit Lions - Kyle Pitts, TE, Florida

Os Lions têm algumas necessidades bem claras no elenco, mas a maioria dos jogadores que poderiam ajudar já saíram, então a estratégia aqui é ir no melhor jogador disponível. Mesmo com o time já tendo usado uma escolha alta em um TE há pouco tempo, Hockenson e Pitts tem o potencial de ser a melhor dupla de tight ends na liga. Pitts pode ser usado basicamente como um recebedor muito grande, possuindo uma excelente consciência corporal e sabe utilizar seu corpo grande para ganhar dos marcadores tanto nas rotas quanto nas recepções, além de ser muito inteligente achando espaços em marcação por zona.

 

#14 - Denver Broncos - Alex Leatherwood, OT, Alabama

Um cornerback faria sentido aqui? Sim. Tem cornerbacks bons disponíveis: Sim. Mas Leatherwood pode ser uma solução muito boa em uma área na qual John Elway vem tendo trabalho para solucionar de uma vez. Leatherwood é um tackle com um bom primeiro passo e que joga agressivo, talvez agressivo até demais em alguns momentos. Ele possui um bom arsenal de movimentos para proteger o passe e consegue fazer um bom trabalho no jogo corrido. Se colocar suas mãos mais para cima no começo ele pode melhorar ainda mais, já que suas mãos baixas deixam seu peito muito exposto.

 

#15 - San Francisco 49ers - Shaun Wade, CB, Ohio State

Wade é um jogador que poderia ter ido para o Draft em 2020 e provavelmente seria uma escolha pelo menos de meio de segunda rodada. Sua opção de voltar para Ohio State deve ter se dado pelo fato dele ter jogado majoritariamente no slot em 2018 e 2019, já que a secundária contava com Jeff Okudah e Damon Arnette, ambos escolhas de primeira rodada no último Draft. Se Wade conseguir um bom ano jogando como outside corner ele pode subir bastante no Draft, já que ele daria uma boa versatilidade. Uma coisa que Wade faz e costuma agradar os avaliadores é a vontade de ir para o tackle, coisa que não é vista em todos os corners.

 

#16 - Miami Dolphins - Creed Humphrey, iOL, Oklahoma

Para muitos times, Humphrey tem o problema de ser um center canhoto, o que pode gerar alguns problemas com snaps em shotgun. Para um QB canhoto, isso não atrapalha. Humphrey é um jogador muito inteligente e é o responsável por identificar o linebacker do meio (MIKE), além de comunicar bastante com o resto da OL. Ele usa seu passado como lutador para identificar os pontos de ataque nos adversários e sabe usar o peso a seu favor, o ajudando muito nos bloqueios. Nessa nova era de Miami, sair da primeira rodada com o melhor WR e um novo center pode ajudar demais Tua Tagovailoa.

 

#17 - Las Vegas Raiders - Kwity Paye, EDGE, Michigan

Paye é um cara muito forte, e que sabe usar isso ao seu favor. O problema é que na NFL só isso pode não ser suficiente. Ele conta muito com a boa explosão para gerar mais força e ganhar dos offensive tackles, além de conseguir segurar o lado de fora contra bloqueios duplos. Mesmo já tendo Clelin Ferrell e Maxx Crosby, Paye pode ajudar bastante nessa rotação, e estamos vendo o impacto que vários bons pass rushers podem ter em uma defesa.

 

#18 - Chicago Bears - Dillon Radunz, OT, North Dakota State

Assim como seu companheiro Trey Lance, Radunz vai ter que mostrar no processo de Draft que ele não era dominante no college por conta da fraca competição, mas porque é realmente bom. Tem um atleticismo suficiente na posição e um bom controle corporal e equilíbrio. Se ele conseguir manter o bom nível contra edges de nível mais alto, Radunz também é candidato a subir bastante na noite do Draft.

 

#19 - Philadelphia Eagles - Jeremiah Owusu-Koramoah, LB, Notre Dame

Esse cara com um nome bem difícil de falar não é um dos mais falados. Koramoah é um LB que marca muito bem o passe, constantemente marcando TEs no slot e tem a habilidade para ficar todas as três descidas em campo. Ele ainda traz o diferencial de, se trabalhado bem, poder jogar de safety, o que ajudaria ainda mais essa fraca defesa dos Eagles. O principal problema de Owusu-Koramoah é a falta de força para finalizar o tackle, o que é um alarmante se quiser jogar na NFL.

 

#20 - Cleveland Browns - Tyson Campbell, CB, Georgia

Nesse último Draft os  Browns parecem ter achado a solução para o principal problema ofensivo, que era um left tackle. Isso significa que eles podem voltar as atenções para a defesa, e Campell pode fazer uma dupla muito interessante com Denzel Ward. Campbell é um bom atleta e possui bons quadris, além de uma grande velocidade para finalizar as jogadas, mas precisa melhorar sua técnica e ser mais consistente, porém seu potencial é muito grande para deixar passar aqui.

 

#21 - Jacksonville Jaguars (troca com Rams) - Pat Freiermuth, TE, Penn State

Após conseguir uma excelente ajuda na proteção, os Jaguars vão atrás de uma excelente arma em qualquer parte do campo. Freiermuth é um jogador extremamente polido em seu jogo, tanto recebendo como bloqueando, alinhando até do lado de fora dos números. É um grande atleta para seu tamanho e peso, possui mãos bem fortes para fazer recepções contestadas, recebendo o apelido de “Baby Gronk”, em alusão à Rob Gronkowski.

 

#22 - Indianapolis Colts - DeVonta Smith, WR, Alabama

Os Colts vêm fazendo um certo investimento na posição de wide receiver, e se Smith estiver disponível, pode ser mais um. Por mais que ele tenha menos músculo do que um boneco de posto, ele possui um bom trabalho de pés na linha de scrimmage, e, se ele ganha no começo da rota, é bem difícil impedir ele de receber, já que ele tem boas mãos. O problema é se o marcador consegue se manter perto durante a rota, já que ele não possui força necessária para ganhar bolas contestadas constantemente, e também tem muitas dificuldades para quebrar tackles após a recepção, justamente por ser mais fraco.

 

#23 - Arizona Cardinals - Aida Hutchinson, EDGE, Michigan

Arizona está vendo em primeira mão o que acontece quando se perde o principal pass rusher e não tem ninguém mais que consiga apressar o passe no elenco. Hutchinson é um bom atleta e que já alinhou em algumas posições diferentes na linha de scrimmage. Enquanto sua falta de experiência (apenas 13 jogos) pode ser vista como algo negativo, só mostra o potencial que ele tem, e seu jogo pode ficar ainda melhor se conseguir aprender com um jogador do nível de Chandler Jones com os Cardinals.

 

#24 - Baltimore Ravens - Rondale Moore, WR, Purdue

Por mais que Lamar esteja jogando abaixo da evolução esperada para 2020, tem que considerar a fragilidade do corpo de recebedores do time, que conta basicamente só com Marquise Brown. Moore é um jogador que vários coordenadores ofensivos devem querer em seus times, já que ele é excepcional criando jardas após a recepção, podendo ser usado em jet sweeps e screens até rotas mais longas, usando sua velocidade para criar separação. Por ser bem menor do que a maioria dos recebedores escolhidos na primeira rodada, alguns questionamentos podem aparecer em questão a sua durabilidade e sua habilidade para produzir constantemente na NFL, mas uma mente mais criativa deve conseguir usar Moore tranquilamente.

 

#25 - Green Bay Packers - Rashod Bateman, WR, Minnesota

Em 2020 os Packers foram muito criticados por passar por uma classe tão talentosa na posição de recebedor sem escolher nenhum, e esse não é um erro que eles podem cometer dois anos seguidos. Bateman é um prospecto interessante que consegue correr boas rotas e produzir bem com a bola nas mãos, mas sua explosão parece se limitar bastante a corridas em linha reta, sofrendo bastante quando o corner consegue redirecionar a rota. Para ser um bom recebedor no próximo nível, Bateman vai ter que melhorar muito nessa parte.

 

#26 - Tennessee Titans - Jay Tufele, iDL, USC

Tufele é o principal prospecto de meio de linha defensiva da classe, conseguindo jogar tanto na frente do center como na função de apressar o passe pelo meio. Tufele utiliza uma boa combinação de explosão, rapidez, controle corporal e equilíbrio tanto para parar a corrida como para destruir o pocket por dentro, sendo um jogador muito difícil de bloquear no mano - a - mano. Assim como vários jogadores saindo do college, o problema de Tufele é mais a consistência do que a técnica, e pode acabar sendo um dos principais steals do Draft.

 

#27 - New Orleans Saints - Zach Wilson, QB, BYU

Wilson é o nome que mais vem subindo nas últimas semanas, já que o QB teve boas atuações nesta temporada. Para os Saints, a escolha de um sucessor para Drew Brees já está meio atrasada, e, a não ser que Sean Payton realmente acredita que Taysom Hill ou Jameis Winston realmente pode ser o QB do futuro, escolher um quarterback com potencial para ser lapidado por Payton e ensinado por Drew Brees deve ser uma escolha muito fácil.

 

#28 - Buffalo Bills - Samuel Cosmi, OT, Texas

Os Bills têm feito um grande trabalho em melhorar o entorno de Josh Allen, com a principal adição para 2020 sendo Stefon DIggs. Para 2021, conseguir um jogador para proteger pelas pontas pode subir esse ataque de patamar. Cosmi é um jogador que já tem um bom peso, mas que consegue distribuir melhor pelo seu corpo, além de ser um belo atleta, saindo para bloquear com facilidade no segundo e terceiro nível da defesa. O problema para São Cosmi e Damião (foi mal, precisava fazer esse trocadilho) é que ele joga muito com o peso para a frente, fazendo com que ele perca o equilíbrio com facilidade, e como a parte superior do seu corpo não é tão grande, pass rushers conseguem passar por ele na força bruta, o famoso bull rush.

 

#29 - Tampa Bay Buccaneers - Travis Etienne, RB, Clemson

Os Bucs ativaram o modo tudo ou nada com Tom Brady no comando do ataque. Já contando com umas das melhores defesas, vários recebedores e tight ends de qualidade e uma sólida linha ofensiva. Com isso, Etienne pode chegar para ser a peça complementar para esse ataque. O RB tem quase tudo que se procura em alguém da posição, mas a sua visão fica um pouco abaixo do esperado.

 

#30 - Kansas City Chiefs - Josh Myers, iOL, Ohio State

Como diz o velho ditado “Quem tem Mahomes tem vida fácil”. Enquanto o camisa #15 jogar nos Chiefs, o time vai ser candidato ao Super Bowl, o que significa uma escolha baixa no Draft. Por mais que a defesa siga sendo um problema, Myers é um jogador bom demais nesse momento para deixar passar. A única pergunta que Myers precisa responder é se ele foi bem no college totalmente por méritos próprios ou se ele foi beneficiado por dois excelentes guards ao lado dele. 

 

#31 - New York Jets (troca com Seahawks) - Quincy Roche, EDGE, Miami

Os Jets finalizam a sua participação na primeira rodada escolhendo um jogador na posição mais importante no esporte e um na segunda mais. Roche é explosivo e com um excelente trabalho de pés, além de um bom e inteligente uso das mãos para passar pelos offensive tackles adversários. Consegue ganhar tanto por dentro quanto por fora e faz um belo trabalho contra o jogo corrido. Ele é um jogador que poderia sair muito mais alto, mas a aparente falta de vontade em perseguir o jogador no campo aberto e seu baixo peso para a posição (pouco mais de 114 quilos) o fazem cair até o final da primeira rodada.

 

#32 - Pittsburgh Steelers - Jackson Carman, OT, Clemson

Único time invicto até aqui, os Steelers fecham a primeira rodada ficando mais novos na posição de offensive tackle. Carman é uma pessoa bem grande e que é praticamente impossível de passar por se ele colocar as mãos no jogador. Porém, no que ele é bom no uso das mãos, ele peca no trabalho de pés, que deixa a desejar. Indo para Pittsburgh, ele pode aprender com jogadores que fizeram uma das principais linhas ofensivas da NFL da última década, o que pode melhorar muito o nível do seu jogo.