Conteúdo

Milagre no Gelo: um dos maiores momentos na história dos esportes americanos

13 de maio de 2020
20h 43

(por Layo Lucena)

 

Tudo começa em 22 de fevereiro de 1980, nos jogos de Inverno que estavam sendo sediados em Lake Placid, Nova Iorque, mais precisamente na final do torneio de hóquei no gelo masculino, que colocava frente a frente dois dos maiores rivais no esporte e na política: Estados Unidos, os donos da casa, e a União Soviética, os atuais campeões. 

 

União Soviética

Os soviéticos eram os maiores nomes da modalidade, até então. O elenco experiente e repleto de estrelas era a base vencedora das cincos medalhas de ouro conquistadas em seis finais disputadas, sendo quatro delas consecutivas. 

Vladislav Tretiak (27, CSKA Moscow), Viacheslav Fetisov (21, CSKA Moscow), Alexei Kasatonov (20, CSKA Moscow), Vladimir Petrov (32, CSKA Moscow), Valeri Kharlamov (32, CSKA Moscow), Boris Mikhailov (35, CSKA Moscow), Helmuts Balderis (27, CSKA Moscow), Zinetula Bilyaletdinov (24, Dynamo Moscow), Aleksandr Golikov (27, Dynamo de Moscow), Vladimir Golikov (25, Dynamo Moscow), Vladimir Krutov (19, CSKA Moscow), Yuri Lebedev (28, Krylya Sovetov Moscow), Sergei Makarov (21, CSKA Moscow), Aleksandr Maltsev (30, Dynamo Moscow), Vladimir Myshkin (24, Dynamo Moscow), Aleksandr Skvortsov (25, Torpedo Gorky), Sergei Starikov (21, CSKA Moscow), Valeri Vasiliev (30, Dynamo Moscow) e Viktor Zhluktov (26, CSKA Moscow) faziam parte da equipe.

 

Estados Unidos

Já os americanos contavam com uma equipe bem jovem, com uma média de idade de 21 anos. Outro detalhe que dificultava para os donos da casa: todos os jogadores do elenco ainda estavam na universidade.

Jim Craig (22, Boston U.), Ken Morrow (23, Bowling Green), Mike Ramsey (19, Minnesota), Mark Johnson (22, Wisconsin), Rob McClanahan (22, Minnesota), Dave Silk (21, Boston U.) Bill Baker (22, Minnesota),Neal Broten (20, Minnesota), Dave Christian (20, North Dakota), Steve Christoff (21, Minnesota), Mike Eruzione (25, Boston U.), John Harrington (22, Minnesota-Duluth), Steve Janaszak (22, Minnesota), Jack O’Callahan (22, Boston U.), Mark Pavelich (21, Minnesota-Duluth, Buzz Schneider (25, Minnesota), Eric Strobel (21, Minnesota), Bob Suter (22, Wisconsin) e Phil Verchota (22, Minnesota), Mark Wells (21, Bowling Green) eram os membros do elenco americano.

 

O Jogo

No primeiro período da partida, os soviéticos abriram o placar com Vladimir Krutov ainda nos 10 minutos iniciais. Já aos 14 minutos, Buzz Schneider empatou após acerta um longo disparo. Sergei Makarov recolocou os soviéticos na frente já no final do quarto. Porém, Mark Johnson aproveitou o rebote do goleiro para igualar mais uma vez o placar.

O segundo período foi dominado pelos soviéticos, e logo tomaram a liderança com Aleksandr Maltsev. No terceiro e último quarto, Mark Johnson surpreendeu ao empatar o placar, depois de quebrar a hegemonia Soviética. Faltando exatos 10 minutos para o fim, Mark Pavelich aproveitou uma grande oportunidade e colocou os americanos na frente pela primeira vez na partida. A União Soviética atacou, atacou, criou oportunidades, mas não conseguiu mudar o placar. Os Estados Unidos triunfaram por 4 a 3. 

Após o fim do jogo, Al Michaels, que narrava a partida pela ABC, falou algo que marca até os dias atuais: “Você acredita em milagres? SIM”. Em 1999, a Sports Illustrated, uma das revistas esportivas mais influentes dos Estados Unidos, nomeou o “Milagre no Gelo” como o maior momento esportivo americano do século XX.