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Marcus Ericsson conquista sua primeira vitória na Indy na corrida deste sábado em Detroit

12 de junho de 2021

(por Anderson Rodrigues)
 

Hoje tivemos a primeira corrida deste final de semana no traçado urbano de Detroit, onde Marcus Ericsson (Chip Ganassi) conquistou sua vitória inaugural na categoria, o piloto não vencia um GP desde a etapa de Nurburgring pela antiga GP2 Series, correndo pela equipe DAMS. Em segundo lugar ficou Rinus VeeKay, da Carpenter, seguido por Pato O’Ward, da Arrow Mclaren.

A corrida começou com o pole, Pato O’Ward, segurando Alex Rossi no início, com Romain Grosjean vindo em terceiro, à frente do companheiro de equipe Dale Coyne, Ed Jones, e da Andretti de Colton Herta. Na reta indo para a Curva 3, Wil Power ultrapassou seu companheiro de Penske, Josef Newgarden, para o sexto, enquanto Simon Pagenaud tirou o oitavo lugar de Ryan Hunter-Reay, logo atrás deles.

Hunter-Reay, Scott McLaughlin e Rinus VeeKay pararam no pit depois de apenas duas voltas para mudar para pneus duros, mas a parada de McLaughlin foi longa, com um problema para trocar o pneu traseiro direito.

Uma volta depois, O'Ward também entrou no box, dando 2,5 segundos de vantagem para Rossi sobre Grosjean, enquanto Herta e Newgarden fizeram o mesmo no final da volta 4. Eles emergiram juntos e, quando Newgarden tentou defender sua posição, ele bateu no muro com seu pneu traseiro esquerdo, que acabou voando quando ele entrou no pitlane. Hunter-Reay também colidiu e teve que voltar aos pits, pois acabou furando seu pneu.

Rossi parou na 6ª volta, Grosjean na 7ª, passando a liderança para Jones, mas apenas momentaneamente, quando Power ultrapassou o outro carro DCR na 7ª volta, logo seguido por Takuma Sato - que largou em 16º - e Scott Dixon, que começou sua Chip Ganassi no composto duro e avançou.

Power tinha aberto uma liderança de 1.6seg em Sato quando Dixon mergulhou e passou o japonês na curva 1 na volta 11 e imediatamente o piloto kiwi começou a chegar em Power, enquanto os pneus macios de Power começaram a murchar também. A ultrapassagem veio na 12ª volta.

Atrás de Sato, estava Jones encabeçando uma fila que continha Felix Rosenqvist no segundo Arrow McLaren SP-Chevrolet que havia começado com pneus novos macios, James Hinchcliffe que havia começado de pneus duros, Pagenaud e Marcus Ericsson. Jones, lutando para manter seus pneus macios vivos, caiu para o oitavo lugar.

Vindo em nono, como Rossi - que tinha feito um progresso excelente desde com pneus duros, incluindo a ultrapassagem em O’Ward - passou Jones e Santino Ferrucci.

Jones parou na volta 16, mas Power, Sato e Rosenqvist ficaram na pista, apesar de cair 10 segundos atrás de Dixon. Sato e Rosenqvist pararam no box no final da volta 18. Ericsson parou na volta 20 para colocar pneus duros, Power fez o mesmo na volta 21, com uma desvantagem de 11 segundos para Dixon e voltou em 13º. Ao mesmo tempo, Grosjean fez sua segunda parada para colocar pneus duros e uma volta depois Pagenaud fez sua primeira parada.

A ordem na volta 22 da corrida de 70 voltas foi de Dixon e Hinchcliffe com 11 segundos de diferença com pneus duros na frente, com Ferrucci em terceiro, fazendo com que seus pneus macios durassem de forma impressionante, mas com Rossi, Graham Rahal, O’Ward e Herta logo atrás dele.

Na volta 24, uma bandeira amarela por conta de um acidente horrível de Felix Rosenqvist na curva 6, quando parecia que seu acelerador travou aberto na saída dessa curva, atingindo o muro de pneus com tanta força e em uma trajetória perpendicular que fez mover a parede de concreto, derrubando parte dela.

O carro ficou com o nariz levantado em 45 graus, já que a frente estava sustentada por pneus, o que complicou o procedimento de limpeza da pista. A corrida foi interrompida no final da volta 27. Cerca de 75 minutos depois, após extensos reparos em paredes, cercas e barreiras de pneus no local, os motores foram acionados novamente.

Os carros que não pararam no primeiro segmento das corridas - Dixon, Hinchcliffe, Ferrucci, Rahal e Palou - e aqueles que pararam perto do início da corrida - incluindo Rossi, O'Ward e Herta - também teriam que parar rapidamente e no período de bandeira amarela antes do reinício, para reabastecimento.

A sequência nesse momento era Power, Ericsson, Sato, Pagenaud, VeeKay, Jones, Jack Harvey, Grosjean, Conor Daly e McLaughlin. Dixon fez sua parada em 11º saindo com pneus macios, à frente de Rahal, O’Ward, Rossi, Ferrucci, Herta, Palou e Bourdais. Apenas Dixon e Palou mudaram para pneus macios. Rahal, que também começou com pneus duros, optou por trocar para o mesmo tipo de pneus na sua segunda parada.

Power segurou o carro ao escorregar no reinício e para depois se afastar de Ericsson e Sato. Pagenaud perdeu a posição para VeeKay e Jones, enquanto Grosjean passou Harvey, assim como Dixon, que ganhou posições e também passou Pagenaud na volta 34.

Na frente, Power não conseguiu fugir de Ericsson, e Sato teve que permitir que VeeKay passasse após bloquea-lo, a mando da direção de prova.

Dixon estacionou sua escalada no sexto lugar, e agora não tinha Pagenaud, mas O’Ward atrás, enquanto lutava com pneus macios gastos. Pato mergulhou na curva 1 na volta 40 e imediatamente ganhou distância. Mais para trás, Rossi ultrapassou o companheiro de equipe Herta para chegar à 11ª posição, uma volta mais tarde alcançou Harvey e passou para ter Dixon como próximo carro a frente, que tinha sido ultrapassado e deixado para trás por Pagenaud.

Dixon, Harvey, Herta, Palou, Hinchcliffe, pararam no final da volta 43, colocando Power, Ericsson, VeeKay, Sato, Jones em risco caso uma bandeira amarela pintasse.

Jones e Rossi pararam na volta 45, e ambos voltaram à frente de Dixon. Sato veio uma volta depois, VeeKay uma volta após o japonês. Power e Ericsson pararam no box no final da volta 47, e enquanto Power passou facilmente o sueco na saída, ele teve que ceder posições para Ferrucci e Newgarden.

O'Ward fez sua última parada na volta 51 e saiu logo à frente de Sato, e 4 segundos atrás de VeeKay, mas Sato continuou lutando e passou Pato na curva 3. Isso significava que Rahal e Ferrucci estavam brevemente na frente, mas eles pararam na volta 53, e Rahal teve que colocar os pneus macios pela primeira vez.

Faltando 15 voltas para o término da corrida, Power, Ericsson e VeeKay correram como um trem na frente, com meio segundo de intervalo, com Sato mais de 3 segundos de Veekay e O’Ward 2,5 segundos de Sato. Então, Power e Ericsson começaram a se afastar de VeeKay, que viu Sato ganhando a posição do holandês enquanto usava seu push-to-pass para fazer um ataque final e esticar sua distância sobre O’Ward.

VeeKay havia perdido cinco segundos atrás do pelotão da frente quando encontrou Dalton Kellett, que o segurou por tempo suficiente para permitir que Sato atacasse na curva 9 e ganhasse a terceira posição.

Então, na volta 64, a corrida teve sua segunda bandeira vermelha: Grosjean passou na zebra da curva 9, voou e bateu no muro. O piloto francês da Dale Coyne nada sofreu, saindo andando do carro.

Ao acabar a segunda bandeira vermelha, começou o drama de Power. O seu motor não pegou e sua corrida acabou ali. Segundo a equipe, o problema foi por superaquecimento do carro que fez a central eletrônica do carro falhar.

Na relargada, Ericsson manteve-se a frente, Sato ficou para trás e ficou imediatamente vulnerável a um ataque de VeeKay, que mergulhou por dentro do piloto da RLL na curva 1 para ganhar a segunda posição. Sato, ao se defender dessa ultrapassagem, ficou lento na saída da curva 2, permitindo que O'Ward ganhasse a terceira colocação.

A disputa entre VeeKay e O’Ward permitiu que Ericsson escapasse e ganhasse a prova por 1,7 segundos de frente, enquanto O’Ward ficou em segundo por apenas 0,1815s de VeeKay, que terminou em terceiro. Sato foi o quarto, à frente de Rahal e Ferrucci, numa sequência de carros da RLL.

Os azares da Penske após o abandono de Power continuaram quando Pagenaud caiu de volta para a 12ª posição depois de bater as rodas com Ferrucci no reinício, o que permitiu que Rossi, Dixon, Jones, Newgarden e Bourdais passassem por eles.