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(por Vinicius Freitas)

Selecionados para o primeiro time ideal da NBA, a dupla vem fazendo uma ótima temporada no Los Angeles Lakers, tanto pela liderança do Oeste na temporada regular como por levar a franquia às finais da Conferência depois de 10 anos.

LeBron James se reinventou nesta temporada, atuando como armador e terminando a temporada com a melhor média de assistências, além de ser um dos principais pontuadores da temporada. “King” James teve médias de 25.3 pontos, 7.8 rebotes e 10.2 assistências, tendo votação unânime ao lado de Giannis Antetokoumnpo para integrar o primeiro time ideal da liga.

Anthony Davis tem sido um dos melhores jogadores da NBA nos últimos anos, liderando o New Orleans Pelicans em seu período na equipe, onde se tornou o maior pontuador da história da franquia, apesar do pouco tempo de atividade. A expectativa dos Lakers foi atendida, e Davis, além de terminar como cestinha da equipe na temporada, também foi selecionado para o primeiro time defensivo da liga, com desempenhos muito equilibrados, além do rápido entrosamento e adaptação com LeBron. O “monocelha” terminou a temporada regular com 26.1 pontos, 9.3 rebotes, 3.2 assistências, 1.5 roubo de bola e 2.3 tocos de média, fazendo os torcedores dos Lakers recordarem os bons tempos de outro dueto que fez história na franquia, Shaquille O’Neal e Kobe Bryant, que juntos conquistaram 3 títulos para os californianos.

Desde a fusão da NBA com a ABA, realizada na temporada 76/77, foram poucas as duplas antes de LeBron e Davis que integraram o primeiro time ideal da liga na mesma temporada. Confira abaixo quais foram:
 

82/83 Julius Erving e Moses Malone (Philadelphia 76ers)

Erving (21.4pts, 6.8reb, 3.7ast, 1.6stl, 1.8blk) foi o grande responsável pela popularização da liga rival da NBA nos anos 70, a ABA, e é considerado o pai das enterradas. Foi um dos maiores nomes da história do basquete, tanto por sua dinâmica em quadra, quanto pelo seu poder de decisão, trazendo de volta os tempos de glória para a franquia da Pensilvânia em um momento muito competitivo, enfrentando equipes como o Boston Celtics de Larry Bird e Robert Parish, e os Lakers de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. Malone (24.5pts, 15.3reb, 2.0blk) era um dos melhores pivôs da época, e assim como Erving, começou sua carreira na ABA. Depois da extinção da liga fez seu nome no Houston Rockets, ajudando a equipe a alcançar as finais do Leste na temporada 76/77 (sim, os Rockets eram da Conferência Leste nessa época), e as finais de 80/81, sendo derrotado pelo Boston Celtics por 4-2. Em sua temporada de estreia nos 76ers, um dos melhores times da época, formado por Maurice Cheeks, Bobby Jones e Andrew Toney além da dupla citada, ajudou a franquia a conquistar o título (último da equipe) contra o Lakers, vencendo o rival por 4-0 e sendo escolhido como MVP das finais.
 

83/84 e 85/86 Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar (Los Angeles Lakers)

Magic e Kareem foram de longe dois dos maiores jogadores da liga, sendo os principais nomes do “Showtime” Lakers nos anos 80 e alcançando as finais da NBA por 8 vezes nos anos 80, conquistando 5 títulos e liderando uma das maiores dinastias da NBA. Magic Johnson é considerado por muitos o maior armador da história do basquete, com jogadas de efeitos, dribles acrobáticos e uma visão de jogo apuradíssima, sendo inclusive campeão e MVP das finais em seu ano de debute, em 79/80, prêmio esse que conquistaria mais duas vezes em sua carreira. Foi All-Star em 12 oportunidades e conquistou 3 prêmios de MVP da temporada regular. Kareem Abdul-Jabbar também não fica atrás, pois é o maior cestinha da história da NBA com 38.386 pontos e também é tido como o melhor pivô do basquete para muitos. Em sua carreira conquistou 6 prêmios de MVP da temporada, 2 MVP das Finais e tem 19 aparicões como All-Star, além de 6 títulos da NBA (um deles com o Milwaukee Bucks em 70/71).
 

86/87 Larry Bird e Kevin McHale (Boston Celtics)

Dois dos grandes nomes dos anos 80, ajudaram os Celtics a dominar a Conferência Leste na década, e dividiram a coroa da NBA com o grande rival, o LA Lakers, possuindo um esquadrão tão bom quanto os californianos. Junta desde a temporada 80/81, a dupla chegou às finais da liga em 5 oportunidades, conquistando 3 títulos e mantendo a franquia como maior campeã da história, atingindo 16 títulos na época. Bird (28.1pts, 9.2reb, 7.6ast, 1.8stl) era um dos principais nomes de uma liga recheada de estrelas, com um QI de basquete elevadíssimo e um poder de decisão fora do comum, considerado o maior nome da franquia ao lado de Bill Russell e, com certeza, um dos melhores da história. McHale (26.1pts, 9.9reb, 2.2blk) também foi um dos pilares da equipe celta, provido de um jogo de pernas espetacular, era bom nos dois lados da quadra, além de raçudo e polivalente, marcando bem jogadores maiores e mais fortes, como também jogadores menores e mais ágeis, sendo sempre lembrado como um dos mais importantes nomes da majestosa equipe verde e branca dessa geração.
 

94/95 Karl Malone e John Stockton (Utah Jazz)

A dupla foi a grande responsável por colocar o Jazz entre os melhores times dos anos 90, levando a franquia por duas vezes consecutivas às finais da liga, em 96/97 e 97/98, onde enfrentou o Chicago Bulls de Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman, sendo derrotado nas duas ocasiões por 4-2. Malone (26.7pts, 10.6reb, 1.6stl) foi um dos melhores pontuadores da liga durante quase toda a sua carreira, sendo inclusive o segundo maior pontuador da história da NBA, com 36.928 pontos no total, além de um porte físico invejável e ótima presença ofensiva no garrafão. Stockton (14.7pts, 12.3ast, 2.4stl) também foi um dos melhores armadores da história, sendo 9 vezes consecutivas o maior assistente da liga, mantendo uma média acima de 11 (!) assistências por jogo em todos esses anos. Além disso, é o jogador com mais assistências na história da liga, com 15.806 e mais roubos de bola 3.265, formando com Malone uma das maiores duplas que passaram pelas quadras da NBA.
 

95/96 Michael Jordan e Scottie Pippen (Chicago Bulls)

Com a melhor campanha da história (72V-10D) até a quebra do recorde pelo Golden State Warriors em 15/16 (73V-9D), os Bulls foram avassaladores, conquistando inclusive o primeiro título da segunda trilogia que a equipe teria em sua trajetória. Depois da eliminação para o Orlando Magic no ano anterior, a equipe veio com sangue nos olhos, e literalmente aniquilou tudo e todos que passavam por seu caminho. Michael Jordan (30.4pts, 6.6reb, 4.3ast, 2.2stl) continuava o mesmo de antes, decisivo, provocador e pontuador nato, liderando como sempre fez, a nova geração da franquia, que contava com alguns rostos diferentes da primeira trilogia, entre eles Dennis Rodman, Ron Harper e Luc Longley. Scottie Pippen (19.4pts, 6.4reb, 5.9ast, 1.7stl) sempre foi e será o melhor companheiro que Jordan teve, pois jogava dos dois lados da quadra com intensidade e tinha um ar provocador assim como o astro dos Bulls, formando uma das melhores duplas defensivas dos anos 90 e uma das parcerias mais vencedoras da história da NBA, com 6 títulos em 6 finais disputadas.
 

01/02, 02/03 e 03/04 Shaquille O’Neal e Kobe Bryant (Los Angeles Lakers)

A franquia californiana alcançou 4 finais em um período de 5 anos, conquistando o título da liga de 99/00 a 01/02 e o vice-campeonato em 03/04, quando perderam as finais para o forte jogo defensivo do Detroit Pistons. Shaq e Kobe dominaram a liga nesse período, com médias de pontuação da dupla em algumas temporadas desse período acima dos 55 pontos. Shaq era o grande nome da liga no momento, conquistando o MVP das Finais nos três títulos dos Lakers e também o MVP da temporada regular em 99/00. Kobe, apesar de jovem, firmou parceria com Shaq logo no primeiro ano (coincidentemente os dois chegaram à equipe em 96/97), e apesar do pivô já ser um atleta consagrado na liga, Kobe foi evoluindo e logo se tornou um dos melhores jogadores de sua posição, fornecendo a Shaq um parceiro da mesma estirpe, sendo outro grande responsável por mais uma era de hegemonia da franquia. Shaq conquistaria mais um título em sua carreira com o Miami Heat, em 05/06, e Kobe alcançaria mais três finais, amargando o vice-campeonato em 07/08 e conquistando o título em 08/09 e 09/10, junto com o MVP das finais.
 

06/07 Steve Nash e Amar’e Stoudemire (Phoenix Suns)

Depois da conquista de dois prêmios de MVP da temporada consecutivos, Nash ainda entraria nesta seleta lista ao lado do companheiro Stoudemire. Os dois atletas lideraram o excelente time dos Suns nos anos 2000, que desde a época de Charles Barkley, quando alcançou o vice-campeonato em 92/93, não era uma equipe tão qualificada e competitiva. Nash (18.6pts, 11.6ast e 45% nos arremessos de 3 pontos) foi um dos maiores nomes da liga em sua geração, conseguindo levar a franquia para três finais do Oeste (04/05, 05/06 e 09/10) e, apesar de não ter conquistado nenhum título e nem mesmo ter ido para as finais, a equipe é sempre lembrada como um dos melhores times da década, que ainda teve em seu elenco Shawn Marion, Grant Hill, Joe Johnson e o brasileiro Leandrinho. Stoudemire (20.4pts, 9.6reb, 1.3blk) foi o grande companheiro de Nash, sendo um pivô de muita força física e explosão, além de ser esforçado na defesa e jogar de igual para igual contra outros grandes nomes da época, como Tim Duncan, Shaquille O’Neal e Kevin Garnett. Infelizmente o jogador teve uma queda de desempenho depois da descoberta de um problema nos joelhos, na temporada 05/06, que precisou de uma longa recuperação, perdendo inclusive toda a temporada em que iniciou o tratamento. O pivô ainda tinha boas atuações, mas longe de ser o atleta de outrora. Mesmo assim, ainda conseguiu um feito histórico ao lado de seu grande parceiro, desbancando nomes consagrados da época.