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Horner acusa Mercedes de “bullying” contra ex-diretor de corridas Michael Masi

7 de março de 2022

(por Mattheus Prudente)

As controvérsias depois do acontecido em Abu Dhabi que levaram ao título de Max Verstappen na temporada passada continuam mesmo depois da saída de Michael Masi do cargo de diretor de corridas. Em entrevista à BBC, Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, falou sobre o assunto, e acusou a Mercedes de “bullying” contra o australiano. 

“Foi realmente correto o ter demitido baseado em uma pressão colocada em cima dele por uma equipe rival? Isso para mim é errado. Isso é tão sério quanto bullying. É passivo agressivo.” Disse Horner na entrevista. 

Masi saiu do cargo de diretor de provas após vários problemas desde o GP de Abu Dhabi, principalmente por conta de uma controvérsia com o safety car nas últimas volta da corrida, que permitiu que Verstappen atacasse Lewis Hamilton com pneus novos e fizesse a ultrapassagem que o colocou à frente no campeonato e, consequentemente, o deu o título. 

Depois disso, a Mercedes foi bem vocal ao falar sobre o assunto, com Hamilton afirmando que “não confiava mais” na organização da Fórmula 1, e colocando em dúvida o seu retorno para a categoria. Existia a especulação de que a Mercedes havia feito um acordo com a FIA para que Masi saísse do cargo de diretor de provas em troca da desistência da equipe à apelação feita contra o resultado da corrida. 

Depois da saída de Masi do cargo, o foi oferecido outra função dentro da FIA, e ele foi substituído por duas pessoas que irão dividir as funções de diretor de provas, com uma série de novas regras para evitar que haja tanta pressão.  

Horner foi bastante criticado, anteriormente, por falar sobre a saúde mental de Masi, afirmando que as pessoas precisam estar preocupadas com o psicológico do executivo. Na entrevista, ele explicou que achou “inaceitável” a maneira como Masi estava sendo tratado, e criticou a FIA por achar que eles não deram suporte. 

“Nós (Red Bull) estivemos do lado prejudicado de muitos erros de Michael, mas ele estava em um cargo de alta pressão em um esporte de alta pressão. As reações das redes sociais são inaceitáveis, o abuso online, as ameaças de morte que ele e sua família receberam. Isso não pode ser aceito em nenhuma situação. 

Isso não tem nada com o esporte, são casos de bullying e eu não vou aceitar isso em nenhuma parte da nossa organização. É por isso que eu defendi Michael, eu achei que ele nunca teve nenhum suporte. Ele não teve ninguém o defendendo. Ele foi jogado aos leões e teve uma campanha que foi focada em cima dele. Eu sempre vou defender qualquer pessoa que esteja sofrendo bullying. Isso não é aceitável.” Completou Horner.