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Héctor Santiago dos Mariners é expulso do por substância estranha na luva

27 de junho de 2021

(por Raquel Amaral)
 

Héctor Santiago inaugura os novos protocolos de punição a pitchers no caso de utilização de substâncias proibidas. O jogador dos Mariners foi expulso no jogo contra os White Sox, durante uma inspeção rotineira entre as entradas.
 

O que é o uso de substância estranha?

Se você estava pensando em dopping, errou. Trata-se de algo mais sutil mas que pode interferir muito no desempenho do jogador. Para melhorar o arremesso, muitos pitchers utilizam substâncias que ajudam no controle da bola. As mais utilizadas seriam resinas, "pine tar" (alcatrão de pinheiro) e até, protetor solar (afinal é suspeito, por exemplo, o uso em jogo noturno ou estádio fechado).

Basicamente, o jogador besunta alguma parte do corpo ou do uniforme e, discretamente, passa na luva, na hora do arremesso para obter maior aderência da bola.

O truque é antigo. Tal utilização nunca foi permitida, uma das regras da MLB já previa que “o arremessador não deve ter consigo, ou em sua posse, qualquer substância estranha.”

Porém, por muito tempo, a Liga e os times fizeram vista grossa, somente poucos foram efetivamente punidos. Normalmente, as fiscalizações ocorriam a pedido do time adversário ou se houvesse algo muito fora da curva. Um dos casos mais conhecidos foi no ano de 2014, quando Pineda dos Yankees, que escondeu uma substância no pescoço.

Mas, com a redução drástica no número de rebatidas, a Liga entendeu que seria necessário intensificar o combate ao uso de substâncias estranhas pelos arremessadores, pois a coisa já estaria ficando fora de controle. Boatos davam conta de que muitos jogadores estivessem usando tais truques, com a ajuda de funcionários de times. Nada oficialmente confirmado, mas ao que tudo indica, seria necessário moralizar a questão.
 

Os novos protocolos

Pela nova regra, desde 21 de junho, os arremessadores são sujeitos a inspeções de rotina, independentemente de suspeita ou requisição do time adversário. Os starting pitchers terão mais de uma inspeção por jogo, e os relievers ao final da entrada, quando entram ou saem do jogo. Em casos suspeitos, os catchers também podem ser revistados. Os juízes ainda têm a autoridade para pedir inspeção caso a bola pareça excessivamente pegajosa ou se o pitcher estiver em atitude suspeita, por exemplo, repetidamente ajeitar algum item do uniforme durante a jogada. 

A regra abrange qualquer substância estranha ao jogo, a exceção do "rosin powder", um pó seco utilizado para retirar a humidade das mãos e aumentar a aderência. Tirando isso, nada mais é permitido. 

Destaque-se que não se trata de uma nova proibição, mas sim, de mais rigor nos protocolos de fiscalização. Quem for pego, é imediatamente excluído e suspenso por 10 dias, sem perder salário. Porém, a equipe não pode substituí-lo nesse período.

Jacob DeGrom, o melhor arremessador da temporada, foi o primeiro fiscalizado da temporada, mas com a tranquilidade de um vencedor de "Cy Young", ele sorriu, foi revistado e passou no teste.  

Já Santiago teve uma história diferente. Vamos aguardar os próximos capítulos.