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GP de Portugal - uma corrida morna, com pouca ação e vitória do Hamilton

2 de maio de 2021

(por Bruno Braz)
 

Hoje tivemos o GP de Portugal, que causou certo anticlímax, por ter sido uma corrida muito morna. Pouca briga entre os pilotos ponteiros.  A largada para a primeira de 66 voltas, foi limpa, com o Sainz aproveitando seu pneu vermelho e pegando o quarto lugar de Pérez. Norris e Ocon também ganharam uma posição cada. Na segunda volta, Kimi aparece sem o bico do carro. No replay, vimos uma bela navalhada do homem de gelo: bateu no próprio companheiro, na reta, de uma maneira extremamente incomum. Devido ao acidente, o carro de segurança fez a primeira e última aparição no GP, ainda na segunda volta. Certa demora para liberar a pista, com um total de quatro voltas em regime de Safety Car.

Logo depois do carro de segurança ser recolhido, Hamilton tentava causar incômodo em Bottas, mostrando o bico e aparecendo ao lado do carro de seu companheiro em alguns momentos, mas quando foi para valer, foi ele quem perdeu a posição para Verstappen, num “passadão", por fora, no braço, sem DRS. Ainda tivemos disputas entre Ocon e Leclerc, Perez e Norris, além de Sainz, perdendo duas posições. Com 10 voltas completadas, tínhamos: Bottas, Verstappen, Hamilton, Norris, Pérez, Sainz, Leclerc, Ocon, Gasly, Vettel, Ricciardo já em 11º, Giovinazzi, Alonso, Stroll, Russell, Tsunoda, Latifi e Mazepin em 19º.

Na volta 11, Hamilton parte para o ataque contra Verstappen e recupera sua posição, enquanto Verstappen reclamava de falta de velocidade em reta, repetindo a queixa que já havia feito durante os treinos de classificação. Na 13, Hamilton começa a apertar Bottas, fazendo voltas mais rápidas e baixando a diferença para meio segundo, mas com Bottas se mantendo bem, mesmo contra o DRS aberto e Hamilton.

Volta 15, a corrida seguia da mesma maneira, com Hamilton sem conseguir ultrapassar, com Verstappen se esforçando para acompanhar. Um pouco mais atrás, Perez recupera o 4º lugar no fim da reta, deixando Norris em 5º. Enquanto isso, Alonso sofrendo para pressionar Giovinazzi, que não parecia se abalar com o bicampeão na sua cola. Na 18, Ricciardo supera Vettel, assumindo a décima posição. Na 20, Hamilton supera Bottas com uma bela manobra, deixando novamente os três carros bem próximos entre si, com Verstappen passando a pressionar Bottas pelo segundo lugar.

O primeiro a parar, na volta 22, foi Carlos Sainz, com um ótimo pit de 2.2 segundos. Bom trabalho da Ferrari. Nessa altura, Hamilton já colocava 1.7 segundo de vantagem para Bottas, que seguia segurando Verstappen. Norris também vai para seu pit, assim como Ocon e Vettel. 3.3 de tempo de parada para Norris e Vettel. Ocon em 2.5. Ocon saiu de pneu duros após seu pit, o que indicava mais nenhuma parada para o francês da Alpine.

Volta 26 e Verstappen ainda preso em Bottas, mesmo com a asa aberta, não havia velocidade o bastante no fim da reta para realizar a ultrapassagem. Leclerc também realiza seu pit stop e é outro a sair de pneus duros. Volta 29 e Verstappen segue tentando superar Bottas, mas sem sucesso. Mesmo com o DRS começando em 0.9 de atraso, mas na freada da curva, baixava para no máximo, dois décimos de atraso, sem conseguir sequer tentar a ultrapassagem. Os Mercedes estavam melhor de reta. Hamilton, a essa altura, já tinha 3.3 segundos de vantagem para Bottas, que seguia prendendo Verstappen. Um ponto que chamou a atenção da transmissão, na volta 31, foi Latifi ultrapassando Russell, em uma bela manobra. Pérez seguia em quarto, sem ser incomodado pelo quinto, e já com 10 segundos de atraso para Verstappen.

Com meia prova, a classificação era: Hamilton, Bottas, Verstappen, Perez, Ricciardo, Alonso, Stroll, Norris, Sainz, Leclerc, Gasly, Ocon, Vettel, Giovinazzi, Schumacher, Latifi, Russell e Mazepin, com vários pilotos ainda não tendo realizado seu primeiro pit stop. Duas voltas depois, Ocon supera Gasly, com asa aberta, pelo lado de fora. Vale destacar aqui, um certo exagero da narração, para algo que se tornou comum na F1: ultrapassar por fora, com a asa móvel aberta.

Volta 36 e momento capital: Verstappen troca para pneus duros, com o tempo de 2.3 segundos. A Mercedes reage rapidamente e puxa Bottas, na volta seguinte com 3.3 segundos de tempo de parada. Ruim. Bottas voltou imediatamente à frente de Verstappen, que já tinha pneus mais aquecidos, permitindo um ataque mais efetivo por parte do holandês, que finalmente superou Bottas. Hamilton também fez sua parada na volta seguinte, com 2.5 segundos de tempo de parada. Perez, nesse momento, fica em primeiro, em estratégia diferente de Hamilton, Bottas e Verstappen. 

Volta 41 e finalmente, Alonso faz seu pit. 2.4 segundos de trabalho de box da Alpine. O espanhol voltou em 11º. Na 42, Ricciardo faz seu pit. Trabalho ruim da McLaren em 4.8. O Australiano volta em 10º. Nessa altura, na volta 43, as Mercedes seguiam mais rápidas que a Red Bull, com seus pilotos fazendo a volta mais rápida da prova de momento. Volta 44 e nada de Perez parar. Ocon pressiona Sainz, enquanto Toto Wolff, em pessoa, pede para Bottas ir mais rápido. Fim de reta e Ocon supera Sainz, do jeito atual: asa aberta e por fora, para mais um exagero do narrador com seus "por fuera!".

Uma pequena emoção apareceu, quando Mazepin quase bate em Perez, ao tomar volta do até então, líder da corrida. Hamilton vinha empilhando voltas mais rápidas em sequência. Ricciardo em boa ultrapassagem sobre Gasly, com direito a um X, assume o 9º lugar. Alonso também ultrapassa Gasly e sobe para 10º. 

Com 50 voltas, a classificação de momento era: Perez, Hamilton, Verstappen, Bottas, Norris, Leclerc, Ocon, Sainz, Ricciardo e Alonso fechando o top 10. Gasly, Vettel, Giovinazzi, Stroll, Tsunoda, Russell, Latifi, Schumacher e Mazepin, fechando o grupo dos que não recebem pontos. Na volta 51, Hamilton supera Perez, assumindo a liderança, enquanto Alonso superava Ricciardo, indo para 9º. Sergio Perez finalmente vai para o box na 52. 2.6 segundos de tempo e pneus macios para o mexicano. Ainda na mesma volta, Mazepin é informado que teve +5 segundos de pênalti, pelo que fez com Perez. Escapadinha de Tsunoda na volta 56, sem maiores consequências.

Pelo 12º lugar, Giovinazzi superava Vettel, com Stroll, em 14º, também chegando no alemão com 1.2 segundo desvantagem. Na volta 58, abre-se a disputa espanhola pelo 8º lugar: Alonso começava a pressionar Sainz, que conseguiu a ultrapassagem após algumas curvas de pressão.Uma boa briga pelo 17º lugar apareceu envolvendo Schumacher e Latifi, com o alemão superando o canadense, após um pequeno em uma curva.

Volta 64 de 66. Bottas vai para o box, visando pneus novinhos que lhe permitam fazer a volta mais rápida da prova e levar para casa, um ponto extra. Red Bull reage e faz o mesmo com Verstappen na volta seguinte. Emoção do fim do GP? Ver quem faria a melhor volta.

Gasly aparecia superando Sainz pelo 10º lugar. Bottas é o primeiro a fazer a melhor volta, mas Verstappen já aparece fazendo melhores setores.

Hamilton cruza em primeiro, Verstappen em segundo, conseguindo roubar a volta mais rápida. Bottas é o terceiro.Perez termina em quarto, seguido de Norris, Leclerc, Ocon com um ótimo 7º lugar, Alonso em 8º, seguido de Ricciardo e Gasly, fechando os 10 primeiros. 11º para Sainz, acompanhado de Giovinazzi, Vettel, Stroll, Tsunoda em 15º, Russell, Schumacher, Latifi e Mazepin, que fechou em 19º e último, pouco importando o time penalty de 5 segundos de acréscimo que recebeu da direção de prova.

Ainda sobre a direção, ela excluiu a melhor volta de Verstappen, por ter excedido os limites de pista. O ponto extra voltava para as mãos de Bottas.

Dos três GPs que tivemos até agora, esse, sem dúvida, foi o menos empolgante. Poucas disputas, de fato, aconteceram. Acho que nos acostumamos com as duas primeiras corridas. Torcer para a próxima ser mais aberta nesse sentido, de novo.