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(Por Diego Dias)

Acabou a espera! Depois das incertezas quanto à realização da temporada 2022 da Major League Baseball em virtude do lockout que durou cerca de três meses, o Opening Day está agendado para a próxima quinta-feira (07). Confira o que esperar das equipes da divisão Central da Liga Americana (AL).

Favorito ao título da divisão

Embora seja uma das divisões mais abertas quanto à classificação final, ela tem um favorito absoluto. O Chicago White Sox, atual detentor do pennant da AL Central, surge como a grande força não só da divisão como também de toda a Liga Americana.

Depois de mergulhar em um processo de rebuild ao longo da década, os White Sox retornaram à pós-temporada depois de 13 temporadas no ano passado em grande estilo com o título divisional obtido com sobras. Porém, a equipe do lado sul de Chicago teve vida curta nos playoffs sofrendo uma varrida para o Houston Astros na Série Divisional.

Os Sox tiveram as perdas do pitcher Carlos Rodón (trocado para o San Francisco Giants) e o pitcher reliever Craig Kimbrel (trocado para o Los Angeles Dodgers), mas souberam agir na offseason com adições pontuais como os outfielders AJ Pollock (vindo na troca por Kimbrel) e Adam Haseley (vindo do Philadelphia Phillies), além do reliever Joe Kelly (assinado como agente livre).

Como fator contra, embora o lineup seja um dos mais poderosos da AL com o MVP José Abreu, a equipe sofre para se manter saudável. Eloy Jiménez e Luis Robert tiveram pouca participação na última campanha devido lesões, o que fez a diferença principalmente nos playofs, onde o ataque não funcionou. Outro destaque, o shortstop Tim Anderson, ainda terá que cumprir suspensão nas duas primeiras partidas de Chicago por ter empurrado um umpire em setembro.

Podem surpreender

Tendo os White Sox como o time a ser batido, resta ao reforçado Minnesota Twins e o rejuvenescido Detroit Tigers como postulantes ao menos para a vaga via Wild Card.

Bastante ativos na offseason, os Twins assinaram com o shortstop Carlos Correa, um dos principais nomes da free agency, e trocaram pelo lançador Sonny Gray com o Cincinnati Reds e o infielder colombiano Gio Urshella e o catcher Gary Sánchez com o New York Yankees. Mas tiveram que se desfazer do terceira base Josh Donaldson, que seguiu para os Yankees, e viram o shortstop Andrelton Simmons assinar com o Chicago Cubs. A rotação, um dos pontos fracos da equipe, ficou ainda mais limitada com a saída de Michael Pineda (que assinou com os Tigers) e deve custar algumas vitórias.

Já os Tigers reforçaram seu infield com a chegada de Javier Báez, outro grande nome da free agency, e melhoraram a rotação com Eduardo Rodríguez e o bullpen com Andrew Chafin, todos assinando como agentes livres. Mas o carro-chefe da equipe são os jovens Spencer Torkelson e Riley Greene (principais prospectos de Detroit) e o veterano Miguel Cabrera no papel de mentor, deixando a equipe com um dos melhores bastões da divisão. Resta saber se a equipe terá "cancha" para 162 jogos.

Brigam pra fugir da lanterna

Em um degrau mais abaixo, o Kansas City Royals buscou fortalecer a rotação com Zack Greinke e o bullpen com Amir Garrett, mas assim como os Tigers a equipe conta com o shortstop Bobby Witt Jr (que deve brigar pelo prêmio de Calouro do Ano) e o catcher Salvador Pérez, um dos remanescentes da World Series de 2015, como destaques. Os Royals não inspiram no bastão e nem no montinho, mas podem ser o fiel da balança para os rivais divisionais.

Outro que buscará incomodar os rivais mas que deve ser habitante da rabeira é a "nova" equipe da MLB. O agora Cleveland Guardians também peca pela falta de ofensividade e no montinho e tem em Jose Ramírez a estrela solitária, uma vez que o ace Shane Bieber, vencedor do prêmio Cy Young em 2020, perdeu grande parte da última temporada e suege como incógnita para 2022.