Conteúdo

Em jogo equilibrado até os minutos finais, Celtics batem o Heat na “revanche da última final do Leste

7 de janeiro de 2021

(por Sérgio Viana)
 

O jogo quase não ocorre por conta dos acontecimentos em Washington D.C., mostrando mais uma vez que o que aconteceu na bolha não foi por acaso e que o engajamento dos jogadores da NBA nos assuntos urgentes dos EUA continua firme.

No primeiro encontro entre as duas equipes que duelaram na final do Leste da temporada passada, com muita emoção e os os dois times querendo entregar a rapadura, deu C´s com um improvável, mas não desconhecido herói para você que acompanha a Playmaker Brasil. No resumo da rodada de segunda você foi apresentado a Payton Pritchard, calouro do Oregon que foi o seguro saúde de Marcus Smart no lance decisivo da partida e selou a vitória.

O Boston Celtics fez um bom primeiro primeiro tempo, controlando as ações e não dando espaço para Miami chutar de fora, manteve o jogo sob controle no segundo quarto e foi para os vestiários com 8+.

No terceiro quarto o Heat voltou “quente” (eu sei, péssima piada) e equilibrou o jogo, levando para o último e decisivo quarto o jogo totalmente em aberto e empatado.

O quarto período estava equilibrado até o o seu final, quando os Celtics fizeram uma corrida de 13-0, faltando pouco mais de 1 minuto, e pareciam encaminhar a vitória. Só parecia, o Heat fez 10 pontos em menos de 1 minuto, Goran Dragic na segunda tentativa do ataque guardou uma bola de 3 pontos para empatar a partida faltando pouco mais de 13 segundos.

Com a última posse de bola para os Celtics, a jogada final não funcionou e, com a bola na mão faltando 6 segundos, Marcus Smart fintou Duncan Robinson e bateu de frente com Bam Adebayo, marcado, ele perdeu a bandeja, salva milagrosamente por Pitchard, totalmente livre de marcação, conferir os dois pontos com menos de 1 segundo no relógio. Miami ainda tentou um milagre com Bam Adebayo, sem sucesso.

Final: Boston Celtics 107 x 105 Miami Heat


 

Vitória com gostinho de revanche e vingança na casa do adversário que o eliminou e dá confiança para o elenco do técnico Brad Stevens que tenta encontrar um jeito de jogar ainda sem Kemba Walker e seu eterno joelho “bichado”.

Essa formação com Tristan Thompson e Daniel Theis no line up dificulta as ações ofensivas e exige bem mais inspiração da dupla Tatum & Brown, que ontem combinaram para 48 pontos e um bom double-double de Brown com 12 rebotes.

Como já disse anteriormente, parece faltar algum ajuste para credenciar de vez esse time do Celtics ao Leste, mas estão no caminho.

Pelo lado de Miami, Spoesltra, um dos melhores técnicos da atual NBA, mais uma vez terá que tirar coelho de sua cartola. 

O time parece estar sentido demais a saída de Jae Crowder do que o esperado, uma vez que seu substituto, Avery Bradley, ainda não encaixou, e ele tem optado por iniciar os jogos com o canadense Kelly Olynyk e aí, tanto o torcedor dos Celtics quanto do Heat, sabem que de onde não se espera nada é que não sai nada mesmo. Herro e Robinson não são mais “novidade”, Dragic está um ano mais velho e Nunn não tem sido aproveitado. Butler tem jogado bem, mas não tem sido decisivo como foi na bolha e o time sente isso em quadra.

Todos esse fatores somados explicam esse 3-4 de Miami até aqui, essa oscilação pode custar uma boa posição de playoffs, uma vez que não acredito que o Heat fique fora.

Os Celtics, agora com 6-3, recebem os Wizards com 2-6, na sexta. E o Heat visita o mesmo Wizards, em back to back no sábado.

A conferir.