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Djokovic perde apelação, é deportado da Austrália e está fora do Australian Open

16 de janeiro de 2022

(por Mattheus Prudente)

A polêmica envolvendo Novak Djokovic finalmente teve um final no dia do começo do primeiro Grand Slam do ano, o Australian Open. O tenista sérvio, que estava brigando com o governo australiano para se manter no país e jogar, acabou sendo deportado do país e não participará do torneio.

O imbróglio envolvendo Djokovic se dá pelo status de vacinação do tenista, que é abertamente antivacina e não tomou a vacina contra a Covid-19. Nenhum estrangeiro pode entrar na Austrália se não estiver vacinado contra a doença, e esses protocolos ficaram ainda mais rígidos depois do aumento de casos do vírus no país no final do ano passado.

Djokovic, primeiramente, voou para o país e foi barrado ainda no aeroporto, tendo o seu visto cancelado pouco depois. No entanto, após discussões com a organização do evento, ele foi permitido de entrar, sendo confirmado no torneio. No entanto, o visto do tenista foi novamente cancelado, e foi ordenado pela justiça australiana que ele fosse deportado.

Acompanhado de dois agentes governamentais, Djokovic foi visto no aeroporto de Melbourne pegando um avião para Dubai. O ministro da imigração da Austrália, Alex Hawke, afirmou que a medida contra Djoko é uma “forma de manter os australianos seguros”. O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, afirmou que a decisão é uma “farsa cheia de mantiras”.

Djokovic disse, em nota oficial, que estava “desapontado” com as leis, mas que “as respeita e aceita”. Sua deportação da Austrália inclui, também, um banimento de três anos do país, o que pode comprometer sua participação nos próximos torneios, onde ele é, historicamente, dominante, conquistando nove títulos.

O tenista afirmou que quer que o foco seja, agora, “no torneio que ele ama”. O Australian Open começa nesse domingo (16).