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Djokovic não pretende se vacinar e se prepara para ficar fora de outros Grand Slams

16 de fevereiro de 2022

(por Mattheus Prudente)

A polêmica com a vacinação contra a Covid-19 continua, e Novak Djokovic está centro um dos centros dela. O tenista sérvio, que ficou de fora do Australian Open por não se vacinar, afirmou que continua sem se vacinar, e está preparado para ficar fora de outros Grand Slams se eles exigirem o imunizante. 

Em entrevista concedida a BBC, Djokovic afirmou que não jogar os Grand Slams é um “preço que ele está disposto a pagar” para não se vacinar. Além disso, disse que sua decisão não tem nada a ver com o movimento contra a vacinação, afirmando que “nunca disse que fazia parte desse movimento”. 

Djokovic foi envolvido em uma grande polêmica durante o Australian Open, quando o campeonato exigiu que todos os atletas que participarem fossem totalmente vacinados. Ele chegou a viajar para a Austrália por conta de uma permissão excepcional concedida pelo país, mas seus documentos acabaram sendo negados logo após, e ele acabou deportado. 

O próximo Grand Slam, Roland Garros, acontece na França, onde apenas atletas completamente vacinados poderão participar. Se não estiver vacinado, o jogador terá que provar que testou positivo numa janela de até quatro meses. Djokovic afirmou que testou positivo para a doença no meio de dezembro, o que o deixaria fora do torneio, que acontece em maio. 

Mesmo não estando vacinado, Djokovic afirmou, novamente, que não é contra a vacinação, mas defende que “todos tenham o seu direito de escolha sobre o que colocam dentro de seu corpo”, dizendo que isso, para ele, “é essencial”. 

Sua ausência no Australian Open o fez perder o posto de maior vencedor de Grand Slams, que estava empatado com Rafael Nadal e Roger Federer. O espanhol acabou vencendo o torneio na Austrália, se tornando, de forma isolada, o maior campeão. Com Federer em fase final de carreira e Djokovic não sendo permitido de participar, “el toro miura” tem tudo para aumentar essa vantagem.