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Deja Vu: O início de temporada do New York Mets

2 de agosto de 2020

(por Diego Dias)

As expectativas do New York Mets para a temporada de 2020 eram (uma vez mais) grandes: o contestado manager Mickey Callaway foi demitido. E para seu lugar um antigo destaque em Flushing. Carlos Beltran, que infelizmente é lembrado mais pela fatídica NLCS de 2006.

Como se sabe, Beltran estava envolvido no "Astrogate" e mantê-lo no cargo ficou insustentável. Após dois meses os Mets o dispensaram e assinaram com Luis Rojas.

Rojas chegou com o respaldo de jogadores como Pete Alonso, Michael Conforto e Jacob deGrom, treinados por ele nas minors.

Como sabemos também, Mets e azar andam sempre juntos. Noah Syndegaard passou pela cirurgia Tommy John e só o veremos arremessando daqui 1 ano. Além dele, Marcus Stroman virou desfalque devido lesão na coxa. E os Amazins iniciaram a temporada com a rotação bastante prejudicada. Condição que em uma temporada encurtada é altamente perigosa.

Assim, os Mets mostraram que ainda estão em 2019. Edwin Díaz, sempre ele, custou a derrota pro Atlanta Braves no segundo jogo na temporada ao ceder um home run para Marcell Ozuna na nona entrada (um bom arremesso feito mas igualmente bem rebatido, para azar do ex-reliever do Ano) e mais ainda diante do Boston Red Sox, na última quinta-feira (30), ao ceder 2 walks e uma rebatida com nenhum eliminado. Mas, Edwin não leva a culpa sozinho nessa: Jeurys Familia, Paul Sewald e o agora dispensado Hunter Strickland, foram outros que abusaram do direito de lotar bases e ceder rebatidas e corridas.

O ataque também vem decepcionando até aqui. Apenas 5 corridas anotadas nos primeiros três jogos (série diante dos Braves). Pete Alonso e Yoenis Céspedes com enormes dificuldades em evitar os strikes (no caso de Yo, correr pras bases virou um desafio), somados à ineficiência em "dar o arremate" quando o rebatedor fica posição de anotar corrida, deram a tônica do ataque nova iorquino.

Mas, se há algum ponto positivo nesse começo de temporada, este atende pelo nome de Jacob deGrom. O atual bi-Cy Young mostrou que vem forte para a trinca. Nos dois jogos em que esteve no montinho, atuou de forma segura arremessando sequência de bolas a 100mph. De quebra, atingiu a marca de 31 entradas seguidas (contando partidas de 2019) sem ceder corridas. Outro destaque positivo foi a partida de estreia do rookie David Peterson. O arremessador canhoto conseguiu 3 strikeouts e permitiu duas corridas em 5 entradas diante dos Red Sox.

Com apenas 3 vitórias nos primeiros oito jogos, o torcedor dos Mets terá muito sofrimento pela frente. A tabela, uma das mais complicadas da liga, não ajuda. O calendário, que não permite vacilos, também não ajuda. Oremos, oremos...