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Criadores da Superliga entram na justiça para impedir qualquer proibição do lançamento do torneio

19 de abril de 2021

(por Layo Lucena)

Segundo o repórter Rob Harris, da ‘Associated Press’, os criadores da Superliga (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Tottenham Hotspurs, Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madrid, Inter de Milão, Milan e Juventus) farão jogo duro para garantir a disputa do novo torneio nos próximos anos

Após a repercussão negativa por parte das grandes ligas, Uefa e Fifa (esta última ameaçando punir severamente os clubes “rebelde”), os 12 times envolvidos enviaram uma carta nesta segunda-feira (19) aos presidentes da Fifa e da Uefa avisando que medidas legais estão em andamento para garantir o lançamento da Superliga.

O comunicado foi enviado diretamente a Gianni Infantino e Aleksander Ceferin, mandatários da Fifa e da Uefa, respectivamente, e demonstra a preocupação dos 12 clubes com punições a times e jogadores que participem da Superliga, além de avisar que a justiça já foi acionada para garantir a realização do torneio. O financiamento para promover a Superliga já foi aplicado no valor de 4 bilhões de euros por uma instituição financeira, o que dá a dimensão do prejuízo de um possível cancelamento.

Confira a carta:

"Estamos preocupados que a FIFA e a UEFA possam responder a esta carta-convite buscando tomar medidas punitivas para excluir qualquer clube ou jogador participante de suas respectivas competições. Sua declaração formal, no entanto, nos obriga a tomar medidas de proteção para nos proteger contra tal reação adversa, o que não só colocaria em risco o compromisso de financiamento sob a doação, mas, significativamente, seria ilegal. Por este motivo, a SLCo (Super League Company) entrou com uma moção perante os tribunais competentes, a fim de garantir o estabelecimento e a operação perfeita da competição de acordo com as leis aplicáveis".

"É nosso dever, como conselheiros da SLCo, garantir que todas as ações razoáveis ​​disponíveis para proteger os interesses da competição e de nossos stakeholders sejam devidamente tomadas, dados os danos irreparáveis ​​que seriam sofridos se, por qualquer motivo, fôssemos privados da oportunidade de formar prontamente a competição e distribuir os rendimentos da Concessão".

A ideia da Superliga, de acordo com a carta, é de “não substituir a Liga dos Campeões ou a Liga Europa, mas competir e coexistir com esses torneios”. No entanto, os clubes participantes do novo torneio deixariam de participar de ambas as competições para valorizar a disputa.