Conteúdo

Confira quais são as 10 melhores médias da história da temporada regular

18 de julho de 2020

(por Vinícius Freitas)


Ser o principal pontuador da liga de basquete mais disputada do mundo não é uma tarefa fácil, e escrever seu nome entre as 10 melhores então, mais difícil ainda. Apesar de termos as 10 melhores médias, somente 5 jogadores fazem parte dessa lista, saiba quem são:


10º Michael Jordan (35.0, 5.5reb, 5.9ast, 3.2stl) em 87/88 (82 jogos)

Apesar de estar apenas em sua quarta temporada, já era um dos grandes nomes da liga, participando do primeiro time All-NBA e do All-Star Game, ganhando os prêmios de MVP e de melhor defensor do ano, além da disputa épica contra Dominique Wilkins no campeonato de enterradas, da qual também foi campeão. Foi o primeiro jogador depois de Rick Barry a terminar a temporada regular com médias acima dos 35 pontos.


09º Kobe Bryant (35.4pts, 5.3reb, 4.5ast, 1.8stl) em 05/06 (80 jogos)

Único atleta a ter duas camisas aposentadas (8 e 24) na mesma franquia, o “Black Mamba” foi o primeiro jogador depois de Jordan a atingir mais de 35 pontos de médias, anotando nessa mesma temporada os 81 pontos contra o Toronto Raptors, segunda maior marca da história da liga, atrás apenas dos 100 pontos de Wilt Chamberlain. No ano de sua melhor média na carreira, Kobe ainda fez parte do primeiro time All-NBA, do primeiro time All-Defensive, e também foi selecionado para o All-Star Game. Posteriormente seria o MVP da temporada 07/08, e faria três finais consecutivas com os Lakers, conquistando o título e o MVP das finais na temporada 08/09 e 09/10, alcançando seu 5º título na carreira e se tornando um dos maiores vencedores da era moderna da NBA.


08º Rick Barry (35.6pts, 9.2reb, 3.6ast) em 66/67 (78 jogos)

Um dos grandes heróis da história do Golden State Warriors, o excelente ala Rick Barry foi o principal nome da franquia ao lado de Nate Thurmond, depois da saída de Wilt Chamberlain. Levou os Warriors às finais e, apesar do vice-campeonato contra o Philadelphia 76ers, teve médias de 40.8 pontos na série, anotando 55 pontos no terceiro jogo do embate. Iniciou sua carreira no ano anterior, e nos dois primeiros anos foi o cestinha da equipe, participando do All-Star Game e também integrando o primeiro time All-NBA. Depois do começo espetacular no basquete profissional, acabou deixando a liga para atuar na ABA, devido a maior oferta de salários. Retornou para os Warriors em 72/73, e liderou sua equipe ao título na temporada 74/75, conquistando também o MVP das Finais.


07º James Harden (36.1pts, 6.6reb, 7.5ast, 2.0stl) em 18/19 (78 jogos)

O “Barba” se tornou um dos jogadores mais habilidosos depois de sua saída do Oklahoma City Thunder, deixando de ser um sexto homem de luxo para virar o principal nome do Houston Rockets, se tornando também um dos maiores pontuadores da atualidade, conquistando o prêmio de cestinha da temporada em 17/18 e 18/19. Apesar de ser criticado por ser individualista (termo “isolation” em inglês), Harden costuma ficar entre os 10 principais assistentes da liga, mantendo médias acima de 7 assistências por temporada. Alcançou os 20.000 pontos na temporada atual, e se conseguiu manter a média de pontuação próxima do seu padrão atual. Deve encerrar a carreira com mais de 30.000 pontos, entrando em um seleto grupo junto com apenas mais 7 jogadores.


06º Wilt Chamberlain (36.9pts, 22.3reb, 5.0ast) em 63/64 (80 jogos)

Chamberlain é o jogador que detém maior número de recordes da NBA, sendo um dos mais dominantes (se não o mais dominante) da história, impressionando adversários, mídia e jornalistas desde seu primeiro ano atuando como profissional. Essa era a quinta temporada consecutiva que o pivô terminava como cestinha da liga e com mais minutos jogados, além de ter sido o melhor reboteiro em suas quatro primeiras temporadas, mostrando o quão soberano o jogador foi em seu começo de carreira. Foi selecionado para o All-Star Game e também fez parte do primeiro time All-NBA daquele ano. Teve médias de 34.7 pontos e 25.2 rebotes nos playoffs, mas nas finais da liga o San Francisco Warriors (que passou a fazer parte da Conferência Oeste) foi mais uma vez vencido pelo Boston Celtics, desta vez por 4-1. Chamberlain ainda seria o cestinha das temporadas 64/65 e 65/66, MVP das temporadas 65/66, 66/67 e 67/68, e bicampeão da liga, conquistando o seu primeiro título com o Philadelphia 76ers em 66/67 e o segundo com o Los Angeles Lakers em 71/72, sendo também o MVP das Finais (o prêmio só começou a ser distribuído na temporada 68/69). Encerrou sua carreira como o maior pontuador da história da liga na época, com 31.419 pontos, e até hoje detém o recorde de maior número de rebotes, com 23.924.


05º Michael Jordan (37.1pts, 5.2reb, 4.6ast, 2.9stl) em 86/87 (82 jogos)

A temporada em si não foi tão recheada de conquistas individuais como seria no ano seguinte, mas a marca foi a melhor da carreira do eterno camisa #23 do Bulls. Jordan era a estrela solitária de sua franquia na época, mas já havia realizado feitos extraordinários, anotando respectivamente 49 e 63 pontos contra o Boston Celtics nos dois primeiros jogos dos playoffs da temporada 85/86, além de se firmar como um dos jogadores ofensivos mais eficientes da liga, mesmo enfrentando bons esquemas táticos defensivos. Encerrou a carreira sendo o cestinha da temporada em 10 ocasiões, maior recorde da história da NBA.


04º Wilt Chamberlain (37.6pts, 27.0reb, 2.3ast) em 59/60 (72 jogos)

A temporada de estreia de Chamberlain foi a mais impactante da história da liga, pois o pivô chegou ao elenco do Philadelphia Warriors (atual Golden State Warriors) e se tornou o principal nome da equipe logo de cara, desbancando um dos melhores jogadores ofensivos da época, o ala-pivô Paul Arizin, estrela do time até então. Terminou a temporada como cestinha, melhor reboteiro, melhor novato, MVP da temporada e do All-Star Game, além de integrar o primeiro time All-NBA. Nos playoffs teve médias de 33.2 pontos e 25.8 rebotes, anotando 53 pontos no jogo 3 das Semifinais contra o Syracuse Nationals e 50 pontos no jogo 5 das finais do Leste, contra o Boston Celtics, vencendo o confronto por 4-2, onde se iniciou uma das maiores rivalidades da história do basquete com o também pivô Bill Russell.


03º Wilt Chamberlain (38.4pts, 27.2reb, 1.9ast) em 60/61 (79 jogos)

Chamberlain continuou sendo o terror dos adversários em sua segunda temporada na NBA, novamente sendo selecionado para o All-Star Game e fazendo parte do primeiro time All-NBA da liga. Apesar do favoritismo, os Warriors foram surpreendidos nos playoffs daquele ano pelo Syracuse Nationals, perdendo por 3-0 nas Semifinais. Chamberlain anotou 46 pontos e 32 rebotes no primeiro jogo, e terminou a série com 37 pontos de média, mas isso de nada adiantou para evitar a eliminação prematura de sua equipe na competição.


02º Wilt Chamberlain (44.8pts, 24.3reb, 3.4ast) em 62/63 (80 jogos)

Depois da aposentadoria de Paul Arizin, o desempenho da equipe caiu, e os Warriors não se classificaram para a pós temporada. Apesar de mais uma temporada individual sensacional, Chamberlain mostrava insatisfação e dava indícios de que iria deixar a equipe se o nível de competitividade não voltasse a ser alto como anteriormente. O pivô mais uma vez fez parte do All-Star Game e integrou o segundo time All-NBA da liga, e apesar de mais uma temporada com estatísticas absurdas, essa tinha sido a pior temporada de Chamberlain no âmbito coletivo até então.


01º Wilt Chamberlain (50.4pts, 25.7reb, 2.4ast) em 61/62 (80 jogos)

Parece até um erro de digitação, mas não é. O pivô (que atuava pelo Philadelphia Warriors na época) realmente teve uma temporada de 50 pontos de média, ano em que anotou os lendários 100 pontos contra o New York Knicks, além de dois jogos anotando pelo menos 70 pontos, doze jogos com pelo menos 60 pontos, trinta jogos com pelo menos 50 pontos, terminando a temporada com a menor pontuação de 26 pontos em um jogo. Faria parte do primeiro time All-NBA e também do All-Star Game mais uma vez. Foi às finais do Leste e mais uma vez foi superado pelo Boston Celtics de Bill Russell e companhia, desta vez por 4-3.


Menção Honrosa

Elgin Baylor (38.3pts, 18.6reb, 4.6ast) em 61/62 (48 jogos)

O ex-ala dos Lakers foi um dos principais pontuadores de sua geração, e apesar de não ter aparecido nenhuma vez como o cestinha da temporada, uma boa porcentagem disso ter acontecido foi por conta de Wilt Chamberlain, que liderou a liga durante boa parte dos anos 60. Apesar das ótimas médias, Baylor não entrou na listagem dos principais pontuadores da temporada pelo fato de não ter atuado em pelo menos 50 jogos, exigência mínima para fazer parte das estatísticas gerais da NBA, porém, o jogador integrou o primeiro time All-NBA da temporada e também participou do All-Star Game, anotando 32 pontos. Baylor formou uma das melhores duplas da história da liga ao lado de Jerry West, anotando 61 pontos no jogo 5 das finais de 62 (recorde de pontos em um único jogo das finais), além de ter encerrado a carreira com 27.4 pontos e 13.5 rebotes de média, integrando também a triste lista dos grandes jogadores da NBA que nunca conquistaram um título.