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(por Vinícius Freitas)
 

Muitos times tiveram a eficiência de detectar grandes estrelas no draft, porém, alguns enxergaram além e fizeram negociações que mudaram a cara das franquias, ajudaram a buscar títulos ou se tornaram grandes ídolos. Veja as principais trocas:

Bill Russell (2ª escolha) - Draft de 1956

O técnico do Boston Celtics, Red Auerbach, via grande potencial no gigante pivô selecionado pelo St. Louis Hawks, que já contava com Bob Pettit e Jack Coleman no garrafão. Os Hawks também queriam manter o jogador no elenco, por conta de sua envergadura e sua capacidade de leitura de rebotes, mas as equipes entraram em acordo e fizeram uma troca, com os Celtics recebendo Bill Russell, e os Hawks agregando o experiente pivô Ed Macauley, um dos melhores jogadores celtas na época, além de Cliff Hagan, outro grande pontuador, que apesar de ter sido draftado em 1953, ainda não havia feito sua estreia na liga. Pettit entrosou muito bem com os dois novos companheiros, formando um dos melhores trios ofensivos da liga, conquistando o título contra o próprio Boston Celtics na temporada 57/58.

Bill Russell era a peça que faltava para o esquadrão de Auerbach. Depois da chegada do pivô, os Celtics participaram de 12 das 13 (!) finais seguintes, conquistando 11 títulos, sendo 8 deles consecutivamente, de 58/59 a 65/66, perdendo apenas na já citada ocasião contra o St. Louis Hawks e contra o Philadelphia 76ers nas finais do Leste da temporada 66/67. Foi o único pivô na liga que conseguiu jogar de igual para igual contra Wilt Chamberlain, escrevendo uma das rivalidades mais intensas e emblemáticas, da qual ambos os jogadores se respeitavam e se elogiavam fora de quadra. Foi homenageado com o prêmio de MVP das Finais, que leva seu nome, além de ser o primeiro técnico negro a atuar na liga e também fazer parte do primeiro elenco campeão da NBA que continha jogadores negros, junto com Tom Sanders, KC Jones e Sam Jones. Russell é o maior campeão da história da NBA, com 11 títulos conquistados, além de 5 prêmios de MVP, participando do All-Star Game em 12 das 13 temporadas em que atuou na liga. É o segundo maior reboteiro da história com 21.620, terminando a carreira com médias de 15.1 pontos e 22.5 rebotes por jogo, sendo um dos maiores nomes não só do basquete, mas do esporte americano, atuando também nas causas raciais, como no evento “The Cleveland Summit”, onde apoiou Muhammad Ali junto com Kareem Abdul-Jabbar e atletas da NFL.


Kobe Bryant (13ª escolha) - Draft de 1996

Um dos maiores nomes da NBA, o ala-armador, que desde o começo de sua carreira tinha postura petulante e muita confiança, foi escolhido pelo Charlotte Hornets, que apesar de ter bons nomes em seu plantel como Glen Rice, Muggsy Bogues e Dell Curry, não tinha condições de brigar pelo título da Conferência, além da baixa da equipe, devido a saída de Larry Johnson para os Knicks. O técnico da época, o ex-pivô campeão com os Celtics nos anos 70, Dave Cowens, não fazia questão de manter o jogador na equipe, e tinha em mente usá-lo como moeda de troca para conseguir um jogador mais veterano e já consagrado na liga. Várias equipes tinham interesse no jogador, mas os Hornets fecharam um acordo com o Lakers, recebendo o pivô Vlade Divac em troca da futura promessa. O experiente pivô permaneceu apenas duas temporadas na equipe, tendo atuações discretas na franquia, vivendo seu melhor momento da carreira na época em que atuou pelo Sacramento Kings, onde foi uma das peças fundamentas da franquia californiana.

Kobe Bryant chegou aos Lakers no mesmo ano em que a franquia agregou ao seu elenco Shaquille O’Neal, começando a moldar uma das equipes mais dominantes da história. Kobe e Shaq atuaram juntos de 96/97 a 03/04, alcançado 4 finais em 5 temporadas, conquistando 3 títulos consecutivos (99/00, 00/01 e 01/02) e formando uma das maiores duplas da história da liga. Liderou os Lakers depois da saída de Shaq em 03/04, quando os Lakers perderam as finais para o Detroit Pistons, levando a equipe para a disputa do título em mais 3 ocasiões, conquistando outras duas taças, sendo MVP das Finais nas duas conquistas. É considerado por muitos como o maior jogador da história do Lakers, superando ídolos como Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar, Jerry West e Elgin Baylor. É o líder da franquia em vários quesitos, entre eles, pontuação, roubos de bola, jogos, arremessos convertidos e arremessos de 3 pontos anotados, onde atuou durante toda sua carreira, sendo um dos nomes mais vitoriosos dos últimos tempos. Bryant foi o mais novo jogador a vencer o torneio de enterradas, (disputado em 1997), além de ter conquistado 5 títulos, o prêmio de MVP em 07/08 e suas duas camisas aposentadas pelos Lakers, tanto a #8 quanto a #24, além de ser o 4º maior pontuador da história da NBA, com 33.643 pontos.


Antawn Jamison (4ª escolha) e Vince Carter (5ª escolha) - Draft de 1998

O ala Antawn Jamison foi selecionado pela novata equipe do Toronto Raptors, que tinha menos de 5 anos de vida na liga e era uma mera coadjuvante na Conferência Leste na época. Vince Carter faria parte do elenco do Golden State Warriors através de uma troca antiga que envolveu Chris Webber e Anfernee Hardaway, e apesar da equipe ter muito mais tempo de vida na NBA, também não vivia seus melhores dias, sendo também um time coadjuvante, só que na Conferência Oeste. Os Warriors enviaram um montante em dinheiro junto com Carter para ter Jamison em seu elenco. Apesar dos recordes negativos da franquia em todas as temporadas durante sua passagem, Jamison foi o principal jogador dos Warriors, liderando a equipe em pontuação e sendo destaque solitário em algumas temporadas. Jamison era um bom arremessador e sempre se manteve como um dos principais pontuadores das equipes em que atuou, com boas passagens por Washington Wizards e Cleveland Cavaliers, encerrando sua carreira com 20.042 pontos na carreira.

Vince Carter jogou ao lado de seu primo, Tracy McGrady, por três temporadas nos Raptors e revolucionou a história da franquia e da cidade (que tinha a atenção voltada para o hóquei), mas por conta de suas enterradas acrobáticas e também por levar a equipe aos playoffs em seu segundo ano no time, acabou se tornando herói de Toronto, multiplicando os torcedores no ginásio durante seu período vestindo a camisa da equipe. Se tornou um dos melhores pontuadores e também um dos astros da liga, além de referência esportiva e cultural para a cidade canadense. Teve grande passagem pelo New Jersey Nets, também liderando a equipe, e jogou por Dallas Mavericks e Memphis Grizzlies, sendo importante nome vindo do banco. Carter ganhou o prêmio de melhor novato em 98/99, além de vencer o torneio de enterradas da NBA em 2000. É um dos nomes mais carismáticos da liga e foi um dos grandes responsáveis pelo aumento de popularidade do basquete, não apenas no Canadá, mas de modo geral, com lances magníficos em sua carreira, como a lendária enterrada em jogo disputado pelos Estados Unidos nas Olímpiadas de Sidney em 2000 contra a França. O ala-armador integra o atual elenco do Atlanta Hawks, sendo o 6º maior cestinha em arremessos de três pontos com 2.290 acertos, 3º jogador com mais jogos na história da NBA com 1.541 partidas e o 19º pontuador da história, com 25.728 pontos.


Scottie Pippen (5ª escolha) - Draft de 1987

O grande parceiro de Michael Jordan foi escolhido pelo Seattle Supersonics, que vinha da temporada 85/86 com um trio ofensivo muito bom, formado por Dale Ellis (24.9pts), Tom Chambers (23.3pts) e Xavier McDaniel (23.0pts), chegando nas finais da forte Conferência Oeste, mas perdendo por 4-0 para os Lakers. Apesar do forte ataque, era uma das defesas mais vulneráveis da liga e, caso mantivessem Pippen no elenco, teriam uma melhora significativa no setor defensivo, além da boa visão de jogo e versatilidade do ala, que poderia atuar também como ala-armador e ala-pivô.

O Chicago Bulls precisava montar um elenco competitivo para manter seu astro, pois apesar de contar com o pivô Charles Oakley, a equipe era muito dependente de Michael Jordan, sobrecarregando o jogador e limitando suas opções ofensivas, com jogadas muito previsíveis durante os andamentos das partidas. A comissão técnica dos Bulls também gostou de Pippen, e a equipe conseguiu uma negociação com os SuperSonics. O Chicago Bulls enviou Olden Polynice (8ª escolha do mesmo draft) junto com uma escolha de primeira rodada de 1989 (B.J. Armstrong, que acabou voltando para o Bulls em outra troca feita pelas equipes) e uma escolha de segunda rodada de 1988 (Sylvester Gray), recebendo Scottie Pippen e uma escolha de primeira rodada de 1989 (Jeff Sanders). Pippen foi peça fundamental na evolução da equipe, principalmente depois da chegada do técnico Phil Jackson na temporada 89/90, com o jogador indo para o All-Star e se tornando o principal nome dos Bulls ao lado de Jordan, formando a melhor dupla defensiva da liga no perímetro durante quase toda a década de 90. Participou dos 6 títulos da história da franquia, se tornando um dos maiores vencedores da história da NBA na era moderna junto com seus ex-companheiros Michael Jordan (também com 6 títulos) e Dennis Rodman (5 títulos).


Kawhi Leonard (15ª escolha) - Draft de 2011

Kawhi foi draftado pelo Indiana Pacers, e apesar de não ser um dos principais nomes daquele ano, que teve jogadores como Kyrie Irving (1º escolha), Kemba Walker (9ª escolha) e Klay Thompson (11ª escolha), o jogador chamou muito a atenção de Gregg Popovich, técnico do San Antonio Spurs, que tinha em mente agregar um bom defensor para seu elenco. Os Pacers tinham grande interesse em George Hill, e no acordo firmado entre as equipes, os Spurs receberam Kawhi Leonard, Davis Bertans e Erazem Lorbek para liberar Hill.

Caso tivesse integrado o plantel dos Pacers, iria atuar ao lado de Danny Granger, Paul George (coincidentemente atual companheiro nos Clippers), David West e do brasileiro Leandrinho, na melhor era da equipe depois do time comandado por Reggie Miller nos anos 90, podendo elevar ainda mais o nível da equipe e quem sabe ter ajudado a franquia a vencer uma das finais do Leste contra o Miami Heat nas temporadas 12/13 e 13/14.
 
Apesar do começo discreto de Kawhi nos Spurs, o ala se mostrou um grande defensor, evoluindo também sua eficiência nos arremessos, se tornando uma peça importante no esquema tático da equipe. Em 13/14 foi campeão e MVP das Finais com a franquia, vencendo o mesmo Miami Heat que bateu os Pacers em duas oportunidades, com grande trabalho defensivo diante de LeBron James e Dwyane Wade. Também liderou o Toronto Raptors na última temporada (18/19) na conquista do seu primeiro título, sendo novamente MVP das finais e entrando em um grupo seleto de jogadores campeões e MVP das Finais por mais de uma franquia, junto com LeBron James (Miami Heat e Cleveland Cavaliers), e Kareem Abdul-Jabbar (Milwaukee Bucks e Los Angeles Lakers).


Stephon Marbury (4ª escolha) e Ray Allen (5ª escolha) - Draft de 1996

Stephon Marbury foi selecionado pelo Milwaukee Bucks, que apesar de estar fora dos playoffs durante toda a década, contava com bons nomes no elenco, como o ótimo ala Glenn Robinson e o ala-pivô Vin Baker. Ray Allen foi escolhido pelo Minnesota Timberwolves, que era uma das mais novas franquias da liga e possuía no plantel o promissor ala-pivô Kevin Garnett, e até então nunca tinha alcançado nenhuma disputa dos playoffs. Ray Allen foi trocado junto com uma escolha de primeira rodada de 1998 (Rasho Nesterovic) por Stephon Marbury, e ambos os jogadores foram importantes para suas franquias.

Ray Allen formou grande trio nos Bucks junto com Glenn Robinson e Sam Cassell, alcançando as finais do Leste em 00/01, onde perderam para o 76ers de Allen Iverson. O ala-armador também teve boa passagem pelo Seattle Supersonics, sendo cestinha em todas as temporadas em que atuou pela franquia. Foi campeão em sua primeira temporada com o Boston Celtics em 07/08, formando um dos melhores elencos da liga junto com Rajon Rondo, Paul Pierce e Kevin Garnett. Já em seus últimos anos, foi campeão pelo Miami Heat, junto com LeBron James, Dwayne Wade e Chris Bosh na temporada 12/13, com uma bola de 3 importantíssima contra os Spurs nos segundos finais do jogo 6, levando a partida para a prorrogação.

Stephon Marbury mudou o patamar do Timberwolves, liderando a equipe junto com Kevin Garnett em sua primeira disputa de playoffs. Permaneceu na equipe até meados da temporada 98/99, indo para o New Jersey Nets, onde viveu sua grande fase, com suas melhores médias de pontuação e assistências, além de ser o playmaker da equipe e mostrar ótima habilidade para abrir espaço na finalização das jogadas. Teve boas passagens pelo Phoenix Suns e New York Knicks antes de encerrar sua carreira jogando no basquetebol Chinês.


Chris Webber (1ª escolha) e Anfernee Hardaway (3ª escolha) - Draft de 1993


Chris Webber iria integrar o promissor plantel do Orlando Magic, onde faria dupla no garrafão com a mais nova estrela da NBA, Shaquille O’Neal, mas o atleta foi envolvido numa troca junto ao Golden State Warriors pelo excelente armador Anfernee Hardaway, além de mais 3 escolhas de primeira rodada, uma de 1996 (Todd Fuller), uma de 1998 (Vince Carter) e uma de 2000 (Chris Mihm).

Penny Hardaway foi um dos maiores ídolos da franquia de Orlando e ajudou a jovem equipe a alcançar o primeiro lugar do Leste e também as finais na temporada 94/95 ao lado de Shaquille O’Neal, Horace Grant, Nick Anderson e Dennis Scott, porém, a equipe foi derrotada por 4-0 pelo Houston Rockets de Hakeem Olajuwon e Clyde Drexler. Apesar do grande início de carreira, o habilidoso armador sofreu bastante com as lesões, o que acabou comprometendo sua evolução e frequência nos jogos durante a temporada regular, mas era inegável o grande poder de decisão que Hardaway possuía, além de ser um armador muito técnico e com boa visão de jogo.

Chris Webber apesar da conquista do prêmio de Rookie of the Year e de ter bons nomes ao seu lado como Chris Mullin e Latrell Sprewell, permaneceu apenas uma temporada nos Warriors. Foi trocado para o Washington Bullets, onde permaneceu por 4 temporadas, liderando a equipe em pontuação em todas as temporadas. Mas o seu auge foi na época em que atuou pela grande equipe do Sacramento Kings no início dos anos 2000, junto com Vlade Divac e Peja Stojakovic, liderando a equipe em pontuação e também nos rebotes, sendo um dos melhores jogadores de sua posição na época.


Luka Doncic (3ª escolha) e Trae Young (5ª escolha) - Draft de 2018

Até pouco tempo antes da noite do draft, a grande promessa europeia do basquete estava cotada para integrar o plantel do Phoenix Suns, por conta do técnico sérvio Igor Kokoskov, que tinha uma ideologia mais voltada para o padrão tático europeu, mas o Phoenix Suns acabou selecionando o pivô DeAndre Ayton na 1ª escolha, e Luka Doncic foi draftado pelo Atlanta Hawks.

Trae Young foi selecionado pelo Dallas Mavericks, que tinha grande interesse em continuar o legado da escola europeia de Dirk Nowitzki, mostrando interesse em Doncic. As equipes entraram em acordo, e os Mavericks trocaram Trae Young junto com uma escolha de primeira rodada de 2019 (Cam Reddish) por Luka Doncic.

Apesar do momento vivido pelo Dallas ser melhor do que o de Atlanta, a troca foi boa para ambas as equipes, pois os dois são os maiores nomes do núcleo jovem da liga no momento, e tudo indica que farão parte do grupo de principais jogadores da NBA nos próximos anos.


Dominique Wilkins (3ª escolha) - Draft de 1982

Wilikins foi um dos maiores pontuadores dos anos 80 e também era conhecido por suas enterradas e seu porte físico atlético. O ala foi draftado pelo Utah Jazz, que tinha um ótimo elenco na época, liderado por Adrian Dantley e Darrell Griffith, além do também recém draftado Mark Eaton, uma verdadeira máquina de tocos. Um dos futuros astros da liga não quis permanecer na franquia por conta da localização e o clima da cidade, e posteriormente foi trocado para o Atlanta Hawks, que enviou um montante em dinheiro junto com o ala pontuador John Drew e o ala-armador Freeman Williams, que teve ótimo início na NBA, mas sofreu com lesões depois que deixou sua primeira equipe, o San Diego Clippers.

Wilkins foi o principal nome dos Hawks em seu ressurgimento, liderando a pontuação da liga em algumas temporadas e comandando um dos melhores elencos da história da franquia, que nos anos seguintes também draftou Doc Rivers e Kevin Willis, sendo uma das melhores equipes do Leste nos anos 80, apesar de nunca ter alcançado as finais durante sua estadia. Wilkins também venceu dois campeonatos de enterradas, e uma Euroliga em sua breve passagem pela Europa, atuando pelo Panathinaikos. Apesar de sua lesão no tendão de Aquiles no início da temporada 91/92, conseguiu se recuperar e manter o perfil explosivo e a qualidade ofensiva de sempre. É o 13º maior pontuador da história da liga com 26.668 pontos anotados, sendo 23.292 deles em sua época como jogador dos Hawks, e apesar de nunca ter conquistado um título da NBA, é um dos jogadores mais adorados por quem o assistiu nos anos 80.

 

Dirk Nowitzki (9ª escolha) - Draft de 1998

O ala-pivô alemão foi escolhido pelo Milwaukee Bucks e, como era de costume na época, a maioria das equipes da NBA preferiam jogadores americanos, e a franquia enviou Nowitzki junto com Pat Garrity para o Dallas Mavericks em troca do pivô Robert Traylor, que ficou apenas duas temporadas nos Bucks, sendo um dos jogadores de rotação do time, com números discretos.

Nowitzki atuou em toda sua carreira pelo Dallas Mavericks, levando a equipe para duas finais, ambas disputadas contra o Miami Heat, sendo vice-campeão em 05/06 e campeão na temporada 10/11, conquistando também o MVP das Finais. Nowitzki foi o MVP da temporada 06/07 e é o maior europeu na história da NBA, com 31.560 pontos anotados. É também o líder dos Mavericks em quase todas as estatísticas, exceto em assistências e roubos de bola, liderados por Derek Harper. É um dos melhores arremessadores e um dos mais carismáticos jogadores da liga, abrindo as portas para outros importantes nomes europeus, além de ser um dos mais respeitosos atletas que passaram pela NBA, nunca se envolvendo em polêmicas ou falando mal de outros jogadores.