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Com teste para reservas e embarque para o Uruguai, Palmeiras entra (finalmente) na semana derradeira

24 de novembro de 2021

(por Eduardo Fernandes)
 

Apesar de não ser algo dito pela comissão técnica, o último jogo antes do embarque para Montevidéu, deu claras amostras que era um treino de luxo para os reservas que tem mais chances de entrar na final da Libertadores no sábado. Digo de luxo, porque, desde a sequência de derrotas, de nada mais valia o confronto direto contra o líder do Brasileirão, a não ser dar ritmo de jogo para alguns atletas.

A afirmação soa ainda mais verídica quando analisamos as peças escolhidas em cada um dos jogos. No clássico, Matheus Fernandes, Luiz Adriano e Willian receberam chance de começar jogando. Os três vem recebendo poucas oportunidades e, quem mais teve oportunidade, jogou todas fora com ofensas a torcida e constantes demonstrações de cabeça fraca.

Enquanto isso, no jogo contra o Atlético-MG, Menino, Wesley, Veron e Deyverson foram titulares. Todos já tiveram minutos na Libertadores, sendo alguns deles bem decisivos, como foi o caso do próprio Veron contra o Atlético, entrando e logo de cara já servindo Dudu para empatar o jogo.

Outro fator que colabora com essa ideia é a disposição do time durante toda a partida. Diferente do que foi no choque-rei e também no último jogo contra o Fortaleza, o Palmeiras entrou ligado desde o início. Pressionou, combateu, teve cabeça no lugar em todos os momentos e nem parecia que se tratava do time secundário, por assim dizer. 

E, dentro desse cenário positivo, tivemos: Wesley e Veron muito bem, tanto fisica, como tecnicamente; Menino de volta ao meio de campo, mas ainda vivendo altos e baixos; e Patrick de Paula muito mais ligado e participativo do que em todos os últimos jogos. Foi uma boa retomada pra ele, mesmo com o pênalti perdido.

Mesmo que não valesse de nada o resultado da partida, o desenvolvimento dela foi fundamental pra recuperar o banco e o prestígio de algumas peças. Ganhar a taça não se faz apenas com onze. Breno Lopes no apagar das luzes, Veron indo até o fim pra servir Dudu. Sentar no banco no Palestra, principalmente nos tempos atuais, não é demérito algum. Apenas um sinal de espera para grandes feitos. Que seja assim no sábado!