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Com duas semifinais épicas, Roland Garros terá Novak Djokovic e Stefanos Tsitsipas na grande final

11 de junho de 2021

(por Rafael Lima)
 

Roland Garros é sempre especial. E as semifinais demonstraram que o torneio mágico em Paris ainda tem belos capítulos a nos presentear. 

Jogaço repleto de reviravoltas entre Tsitsipas e Zverev

Primeiro, Stefanos Tsitsipas e Alexander Zverev fizeram uma partida de cinco sets intensa, com o grego conquistando a vitória após três horas e meia de duelo. 

Tsitsipas, aos 22 anos e 305 dias, se tornou o finalista mais jovem desde Andy Murray, em 2010, a chegar numa final de Grand Slam. 

O grego iniciou o duelo demonstrando muita consistência, sem correr riscos, cansando o adversário e errando muito pouco. Zverev foi mais agressivo, atacou mais, porém, uma quebra logo em seu primeiro serviço, determinou a conquista do set por Tsitsipas.

No segundo set, o alemão começou ainda mais agressivo e abriu logo um 3 a 0. Apesar disso, uma sucessão de erros quebrou a confiança de Zverev, que acabou se perdendo e sendo derrotado nos seis games seguintes. Com isso, Stefanos Tsitsipas abriu 2 a 0.

Alexander Zverev passou a apostar num saque e voleio para surpreender o grego, quebrando o saque rapidamente e, desta vez, não deixando o adversário se recuperar no terceiro set.

O saque do alemão passou a entrar ainda mais e a consistência no golpe fez Zverev vencer o quarto set e empatar o confronto. 

No quinto, Zverev esteve perto de quebrar o serviço de Tsitsipas, porém, o grego segurou o ímpeto do alemão. Retomando a regularidade do início do duelo, Tsitsipas conseguiu uma quebra no quarto game e jogou com muito cuidado para confirmar seus saques e definir a partida, numa vitória em que demonstrou maturidade e frieza, após 3 horas e 36 minutos de uma verdadeira guerra.

Final: Vitória de Tsitsipas por 3 a 2 (6/3 6/3 4/6 4/6 e 6/3)

 

Mais uma página sensacional para a história do confronto entre Djokovic e Nadal

Foi uma batalha épica de mais que quatro horas, que fez a direção do torneio flexibilizar o toque de recolher para a torcida pela duração da partida.

O número 1 do mundo, Novak Djokovic, tinha como adversário o monstro Rafael Nadal em seu habitat natural, já que o canhoto de Mallorca tem 13 títulos em Roland Garros e chegava ao confronto com o retrospecto de 105 vitórias e duas derrotas no torneio francês.

Djokovic fez uma de suas maiores apresentações nos últimos tempos contra Nadal e conseguiu superar as adversidades para vencer de virada, alcançando a final do torneio de Grand Slam, que pode lhe dar o 19º título em campeonatos deste tipo, ficando a um de Nadal e Federer, os recordistas.

No primeiro set a impressão era de que Rafael Nadal passearia com um forehand forte e preciso, abrindo 5 a 0 logo de cara. Djokovic salvou o pneu, mas sucumbiu diante de um Nadal jogando em vantagem.

Djoko foi para o segundo set embalado por um bom final de primeiro, ele atacava e Nadal jogava mais no fundo de quadra, desta forma, com quebras de serviço acontecendo, o número 1 do mundo se recuperou e empatou o jogo.

O terceiro set foi uma guerra. Djokovic continuava sendo mais ofensivo, pressionando Nadal o tempo todo, mas o canhoto de Mallorca era consistente e a partida ia se tornando um duelo mental. Nole esteve perto de fechar com um 5 a 3, mas Nadal demonstrou grande poder mental e consistência nos golpes para quebrar o saque do sérvio. No tie break, um erro no detalhe do espanhol, acabou dando o triunfo a Novak Djokovic. 

Após a prorrogação do toque de recolher, Nadal foi disposto a vencer o quarto set, quebrando logo o primeiro serviço de Djokovic. Mas, Nole seguiu atacando as paralelas e foi crescendo no set. O líder do ranking errou menos do que nos sets seguintes, devolveu a quebra e quebrou novamente o saque do exausto espanhol para garantir a vitória épica. 

Final: Vitória de Djokovic por 3 a 1 (3/6 6/3 7/6 e 6/2)