Conteúdo

Clubes brasileiros são os donos da América do Sul no futebol; tendência ou circunstância?

9 de outubro de 2021

(por Rafael Lima)
 

Os times brasileiros vêm tomando conta do futebol sul-americano. Na Copa Libertadores passada, Santos e Palmeiras decidiram o título, eliminando os poderosos Boca Juniors e River Plate nas semifinais. Na temporada atual, o Palmeiras retornou à final eliminando o Atlético Mineiro nas semi, se credenciando para enfrentar o Flamengo, campeão de 2019. Ou seja, na principal competição de clubes do continente, pela terceira vez consecutiva um brasileiro será o campeão. 

E se isso não bastasse, neste ano a final da Copa Sul-americana será entre Red Bull Bragantino e Athletico Paranaense, completando a hegemonia do nosso país. Se passarmos para as seleções, o Brasil lidera tranquilo as eliminatórias para a Copa do Mundo, porém, perdeu recentemente a Copa América para a rival Argentina.

Mas todo esse domínio brasileiro é circunstancial ou deve ser encarado como uma tendência para o futuro recente?

As condições econômicas de clubes como Flamengo, Palmeiras e Atlético Mineiro por exemplo dão um poder de compra muito maior a essas equipes. o Flamengo tem nada menos do que 17 jogadores em seu elenco que já foram convocados para as suas respectivas seleções, algo comparável a clubes europeus. 

Isso, se unindo ao Corinthians, que mesmo com todas as dificuldades está se reerguendo, além de clubes organizados como Athletico Paranaense e Red Bull Bragantino e outros que estão sempre montando boas equipes como São Paulo e Internacional, fazem acreditar que o domínio brasileiro não tem data para terminar, embora Boca Juniors e River Plate continuem sendo rivais poderosos, com um bom poder financeiro apesar da crise, apelo e torcidas apaixonadas.

Segundo o Transfermarkt sete elencos brasileiros estão entre os 10 mais caros da América do Sul, o que só corrobora com a tendência dos brasileiros seguirem no topo.

Alguns clubes brasileiros tem potencial para criarem uma separação dos demais, como ocorre com alguns times em campeonatos como Bundesliga e Ligue 1?

Infelizmente, sim. Para quem gosta de competitividade e aprecia o Brasileirão e a Libertadores pela imprevisibilidade e a quantidade de favoritos, isto está mudando. Conforme clubes como Flamengo e Palmeiras se organizaram, eles automaticamente saltaram na frente dos rivais nos últimos anos, conquistando os principais títulos possíveis. O Galo este ano, com um mecenas, montou uma verdadeira seleção e se infiltrou na briga com a dupla. O Corinthians demorou para montar o esquadrão que tem hoje em dia, deixando uma ótima perspectiva para 2022 com os já contratados Willian, Renato Augusto, Giuliano e companhia, além dos possíveis reforços.