Conteúdo

Boletim Copa América - Messi tem grande atuação e Argentina derrota o Uruguai; Chile joga mal, mas vence a frágil Bolívia pelo placar mínimo

19 de junho de 2021

(por Rafael Lima)
 

A sexta-feira (18) da Copa América teve o clássico entre seus maiores vencedores, Uruguai e Argentina, que por si só já trazia a premissa de um jogo bom e tenso. Além desta partida, o Chile enfrentou a Bolívia com a expectativa de uma vitória tranquila para deslanchar no grupo, porém, não foi bem isso que aconteceu. Confira como foram as partidas.
 

Triunfo sob a batuta de Messi

Argentina e Uruguai foram ao Mané Garrincha apresentar um espetáculo repleto de tradição. Os argentinos entraram em campo pela segunda vez nesta Copa América após terem empatado (1-1) com o Chile na estreia. Enquanto isso, a Celeste Olímpica fazia sua estreia na competição.

Logo de cara a Seleção da Argentina dominou o campo de ataque, ficou mais com a bola e se apresentou de forma intensa, não dando muitas chances aos uruguaios. 

Lionel Messi parecia estar com muita vontade, controlando e chamando o jogo. Rapidamente Muslera ia sendo exigido de todas as formas, destaque para uma boa defesa em chute de Messi e outra numa cabeçada de Otamendi. 

Com tanta pressão o gol não demorou a sair, aos 12’ Messi cruzou na cabeça de Guido Rodríguez, que escorou para o gol, ela chegou a bater na trave, mas acabou nas redes, sem chances para Muslera. O placar era justo.

A Argentina continuou controlando o primeiro tempo e o Uruguai atacava de forma desordenada. E, assim, os time levaram para o intervalo o 1 a 0.

Na segunda etapa o Uruguai voltou mais ofensivo, cercando a área adversária, porém, faltava criatividade, o time não conseguia ser agudo, deixando a Argentina com a vida mais fácil na defesa. 

Só que um time que tem Messi não consegue ficar só se defendendo e o craque fez algumas jogadas de dribles curtos e visão de jogo de encher os olhos.

A Argentina voltou a dominar e, apesar das tentativas desordenadas dos uruguaios, os argentinos estiveram mais perto do segundo do que do empate. De qualquer forma, o 1 a 0 do time de Lionel Scaloni foi uma demonstração de força.

Grande atuação de Lionel Messi, que mostrou seu poder de decisão e, principalmente, que a Argentina não pode ser menosprezada.
 

Vitória magra contra adversário fraco

Os chilenos foram até a Arena Pantanal dispostos a assumir a liderança do Grupo A com uma vitória elástica. O objetivo de pontuação foi alcançado, mas o time ficou devendo muito em performance.

O Chile fez uma blitz desde o início, pressionando demais a frágil seleção boliviana. Logo aos 9’, Brereton acertou um belo chute da entrada da área para abrir o placar. 

O volume de jogo dos chilenos seguiu e o time empilhou chances perdidas em finalizações de Brereton, Pulgar e Meneses, mas o goleiro Lampe foi muito bem para evitar outro gol do Chile. 

O duelo diminuiu o ritmo e a Bolívia passou a sair mais. Roberto Fernández jogou pra fora uma chance incrível de empate dos bolivianos. A seleção boliviana cresceu e passou a assustar, porém, na reta final da primeira etapa foi o Chile que teve chances com Vargas e Meneses.

O segundo tempo começou frenético e Saavedra por muito pouco não empatou. A Bolívia surpreendentemente passou a dominar o Chile e criar chances. Apesar disso, a principal chance da etapa foi do Chile com Mena de cabeça como elemento surpresa.

Os bolivianos seguiram pressionando até o final, no tradicional “chuveirinho” na área, que facilitava a vida dos chilenos, que souberam se defender bem. E, mesmo com um segundo tempo muito abaixo de sua capacidade, o Chile saiu de campo com a vitória por 1 a 0.