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A ausência de Novak Djokovic não diminuiu em nada o brilho do Australian Open

1 de fevereiro de 2022

(Por Leonardo Costa)

 

Pouco antes de começar, o primeiro Grand Slam do ano se viu envolto em uma polêmica que ganhou repercussão mundial: o caso de Novak Djokovic. Líder do ranking e maior vencedor do Australian Open, o sérvio lutou até o último para atuar no evento sem estar vacinado contra a Covid-19. Após diversas reviravoltas, o tenista foi banido e 'convidado' a deixar o país.

A ausência de Djokovic ganhou as manchetes de jornais, sendo que muitos falavam que o torneio não teria o mesmo brilho sem o jogador. De fato, a presença de um dos maiores tenistas da história sempre é bem-vinda a qualquer evento, mas o Australian Open nos presenteou ao longo de duas semanas com partidas tão espetaculares, que nos fez esquecer de que o sérvio não estava competindo.

Com grande partidas desde a primeira rodada, o torneio australiano foi palco de verdadeiras batalhas. Além do mais, a organização do evento era a todo tempo elogiada pelos tenistas, pese as temperaturas altas que os atletas foram submetidos sob o implacável verão australiano.

Nas redes, alguns ainda tentaram desqualificar o título de Rafael Nadal justificando que o resultado seria diferente com a presença da Djokovic. Puro exercício de vidência. Entretanto, o que se viu em quadra foi a 21ª conquista de Grand Slam do espanhol após uma partida com mais de 5 horas de duração contra Daniil Medvedev. Negar a capacidade de Nadal em conquistar o AO é "p*** falta de sacanagem".

Isso sem falar do show de Ashleigh Barty na chave feminina, que merce um post apenas para ela.

O tênis provou, mais uma vez, que o esporte está acima de seus grandes nomes. Evidente, ídolos engrandecem qualquer situação, mas no final, os ciclos terminam, novos nomes surgem, mas o tênis segue, apaixonante e espetacular como sempre.