Conteúdo

Após corte de 50% devido aos portões fechados, Indy500 pagará “apenas” 7.5 milhões de dólares aos pilotos

23 de agosto de 2020
2h 10

(por Ricardo Menegueli)

Em entrevista a Marcelo Tas, em 1984, Nelson Piquet, ao ser perguntado atrás do que um piloto corre, respondeu: “Atrás da grana, meu amigo.” Nenhuma frase sintetiza mais o que a Indy 500 representa.

A verdade é que o esporte evoluiu financeiramente muito mais do que a economia, e a Indy não foi diferente. Enquanto em 1912 todos os pilotos receberam somados US$ 27.550, no ano de 2019 foram pagos US$13.090.536, crescimento de 47 vezes em 108 anos de história.

É bem verdade que nós, brasileiros, estamos muito bem representados nesta lista, Hélio Castroneves ganhou 3 vezes a prova e, ao longo da sua vitoriosa carreira no certame, arrecadou US$ 12.651.834, valor este que se sustenta como o maior que um piloto já conquistou apenas disputando a Indy500. É dele também o recorde de cheque mais gordo em uma única prova, em 2009, onde arrecadou US$3.048.055 apenas nesta vitória. Certamente um dos muitos motivos que o fez subir na grade de proteção para comemorar sua vitória junto com seus mecânicos.

Além de Helinho, outro número expressivo tem o nome de brasileiro no cheque: Emerson Fittipaldi. Emmo foi o primeiro piloto a levar um cheque com 7 dígitos: US$1.001.604, em 1989.

Apesar de, nos últimos 4 anos, a Indy ter diminuído o pagamento total aos pilotos, o ano de 2020 estava com planos de ser o maior pagamento da história, com o total aproximado de 15 milhões de dólares para os pilotos, porém, com a pandemia de coronavírus e a corrida sendo realizada com portões fechados, a organização decidiu cortar em 50% o pagamento, diminuindo para “apenas” 7.5 milhões, voltando aos patamares de 1992, ano que teve como vencedor Al Unser Jr.

Os números ao vencedor ainda não foram claramente divulgados pela organização, mas estima-se que o piloto que cruzar a linha de chegada em primeiro receberá pouco mais de 20% do valor total, entre 1.5 e 1.6 milhões.

Estamos falando das 200 voltas, 800 curvas pra esquerda a mais de 300 quilômetros por hora que podem transformar  um jovem promissor em milionário precoce ou enriquecer ainda mais uma grande estrela da competição. E, apesar do prêmio não ser tão atrativo igual aos últimos 20 anos, também é “atrás da grana, meu amigo” que eles estão.