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Após 10 temporadas, Minnesota Vikings corta Kyle Rudolph

2 de março de 2021

(por Henrique Rodrigues)
 

Escolhido na segunda rodada de 2011, Kyle Rudolph foi um dos líderes dos Vikings nos anos 2010, dentro e fora dos gramados. No campo é fácil ver o impacto que ele teve, sendo o segundo tight end do time em recepções e jardas (atrás apenas de Steve Jordan) e o líder em touchdowns marcados na posição. Contando todas as posições, Rudolph acaba como o quinto em recepções e TDs e o décimo em jardas na história dos Vikings.

Para quem acompanha o time mais de perto, esse corte não foi uma surpresa, por mais que seja triste se desfazer de um dos principais jogadores da história da franquia. Após a temporada de 2017, o time diminuiu muito o uso dos TEs no jogo aéreo, então Rudolph era mais usado em bloqueios para a corrida (área que ele teve que melhorar recentemente) e na red zone, onde ele fez recepções fantásticas, com a mais importante sendo a contra os Saints nos playoffs de 2019.

Cortado indo para o terceiro de um contrato de quatro anos (o terceiro contrato que ele assinou com a franquia), o movimento abre cerca de 5 milhões na folha salarial do time, que precisa abrir ainda mais espaço para ficar “no azul” em um ano que o teto salarial deve diminuir 15-20 milhões comparando com o ano passado.

Como dito antes, o impacto que Rudolph teve em Minnesota não foi só dentro de campo, mas também fora das quatro linhas, com o seu trabalho na endzone at the University of Minnesota Masonic Children’s Hospital, uma instituição de caridade para as crianças em Minneapolis, e que o levou a ser finalista do Walter Payton Man of the Year três vezes consecutivas.

Um dos principais TEs da NFL por quase uma década, Rudolph entra na free agency pela primeira vez aos 31 anos, e provavelmente não receberá um contrato como o que ganhou dos Vikings em 2019, mas ainda assim é um jogador capaz de produzir, especialmente perto da end zone e é um excelente líder no vestiário, respeitado por quase todo mundo na liga.