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8 anos de espera por Michael Schumacher

29 de dezembro de 2021

(por Bruno Braz)
 

Pois é, lá se vão longos oito anos de espera por uma notícia de Michael Schumacher. Qualquer uma. 

E ela não vem. A família não divulga nada. Segundo a esposa, um desejo dele. Não há como qualquer fã de Fórmula 1 ficar indiferente. 

Herói? Vilão? Depende de quem olha. Trabalhador incansável, ímpeto incomparável. Uma máquina de trabalhar e triturar recordes. De vez em quando, a máquina dava "erro", com reações questionáveis, tentando deixar menor o homem ou apenas lembrando que, no fim, ele era isso: uma pessoa feita de carne e osso. Falível como qualquer outro ser humano.

Essa Mercedes que está aí, não é acaso. Ele não voltou da aposentadoria à toa. Ele foi lá e ajudou a implementar um método de trabalho que funciona. Deu certo na Ferrari e continua fazendo sucesso na Mercedes até hoje. Muito é mérito dele. Do cara que chamava cada um dos mecânicos pelo nome, que sabia os nomes de suas esposas, que perguntava como estavam suas famílias, que reunia e montava um time absurdamente forte, unido e motivado.

Hoje, ao que parece, ele não consegue perguntar mais nada. Uns falam que se comunica apenas com os olhos, outros que assiste às corridas. Em que acreditar? Não sei. Mas é uma espera, de certa forma, angustiante.

Espero que ele esteja minimamente bem e que a melhora, mesmo que lenta, tenha acontecido nestes 8 anos. Para todos os amantes de F1 é muito estranho quando um deles se vai ou se machuca de maneira irreversível. Para nós, "meninos grandes", esses caras são heróis. E ficar desta maneira por um acidente bobo, enquanto ajudava um garoto, causa ainda mais incredulidade.

Quem sabe ele possa aparecer algum dia desses e dar um pequeno aceno para o mundo. Vamos torcer.