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Jogaço entre Celtics e Clippers, Doncic joga como MVP, Denver anula Harden e muito mais

21 de novembro de 2019

(por Eduardo Schachnik)

 

Confira tudo sobre os 11 jogos que abrilhantaram o fã de basquete na quarta-feira da NBA:

Boston Celtics 104 @ Los Angeles Clippers 107 (OT)

O jogo mais aguardado da rodada entregou o que se esperava: um jogaço com direito a prorrogação. Por envolver duas equipes que tem carinho especial pela defesa a partida foi jogada em ritmo de playoffs, sem arremessos fáceis e muitos erros ofensivos (23 turnovers do Clippers e 17 dos Celtics).

Os Celtics começaram muito frios de 3 (1/18), mas a entrega do time na marcação manteve sempre o placar próximo, afinal os Celtics tem a melhor defesa como visitantes até aqui.

Durante toda a partida os times se alternaram na liderança, nunca abrindo muita vantagem, o que dava indicações de que ninguém abriria mão da vitória.

O último minuto do tempo regular foi frenético. Lou Williams converteu um arremesso de 3 pontos para dar a vantagem aos Clippers (95x94) com 31 segundos restantes. 10 segundos depois ele mesmo roubou uma bola de Kemba Walker e sofreu falta de Daniel Theis para parar o relógio, após a conversão dos lances livres o placar ficou em 97x94. Então foi a vez de Jayson Tatum fazer a cesta de 3 com 13 segundos para o fim do jogo. Com o placar igualado os Clippers entregaram a bola nas mãos de Kawhi e o deixaram isolado contra seu marcador. Kawhi poderia ter optado pela infiltração e quem sabe até sofrido uma falta, que já seria o bastante, mas preferiu conseguir uma separação e arremessar para 3. A bola não caiu e o jogo foi para o tempo extra.

Na prorrogação Los Angeles começou melhor e se distanciou um pouco no placar, mas Jayson Tatum fez um lindo corte em Paul George (que pisou no pé do jogador de Boston e caiu no chão) e acertou uma bola de 3 com muita frieza para trazer o jogo ao alcance dos Celtics (104x102). Porém, segundos depois foi a vez de Pat Beverly mostrar sangue frio e converter uma bola de 3 da zona morta para restabelecer a vantagem no placar (107x102).

No ataque seguinte Jayson Tatum enterrou para deixar a diferença em uma posse de bola (107x104). Na sequência Marcus Smart roubou uma bola espetacular e deu sobrevida ao time verde e branco. No último ataque do jogo Kemba Walker teve a chance do empate em uma bola de 3 com cronômetro zerado, mas Kawhi Leonard usou toda sua capacidade na defesa, esticou seu enorme braço e bloqueou o arremesso da zona morta para assegurar a vitória dos mandantes (107x104).

A expectativa para ver Paul George e Kawhi Leonard juntos pela primeira vez em quadra era grande, mas foram os coadjuvantes dos Clippers que roubaram a cena, algo já corriqueiro por lá. Lou Williams mostrou que é um dos jogadores mais perigosos da NBA no ataque. Capaz de criar e converter seus arremessos de média e longa distância, o eterno sexto homem botou fogo no jogo como de costume e esteve lá sempre que o time precisou correr atrás do placar, especialmente no quarto período, terminando a partida com 27 pontos. Pat Beverly complementa a dupla, uma vez que é um dos melhores defensores da liga. O armador de 1,85m não deixa de brigar um segundo pela bola, forçando turnovers importantes no fim da partida (terminou com 3 roubos e 2 tocos). O mais impressionante é que ele não parou por aí, contribuiu muito com 16 rebotes (sua maior marca na carreira) e no ataque se aproveitou do espaço criado na defesa do Boston, em razão da preocupação especial com Kawhi e PG, para fazer 14 pontos, convertendo inclusive uma bola de 3 na prorrogação que deu uma folga no placar fundamental para a vitória dos Clippers.

O Boston Celtics voltou a ser o Boston Celtics de Brad Stevens após um ano da frustrada “Kyrie experience”. Muita raça, disposição na marcação, movimentação de bola no ataque e a entrega de responsabilidade para os jovens talentos são características desse time que lidera a conferência leste.

Jayson Tatum começou o jogo bem frio, mas não se retraiu e acabou como o maior pontuador do time (30 pontos) utilizando todo seu arsenal de infiltrações e arremessos. Marcus Smart fez mais um jogo maravilhoso na defesa, chegou a ser bem importante no ataque no fim do tempo regular, mas se empolgou e tomou várias decisões ruins no ataque, desperdiçando muitas chances em sequência que poderiam dar a vitória aos visitantes. Acabou com 15 pontos, 8 assistências e 2 roubos. Boston também teve ajuda importante do banco na figura de Brad Wanamaker, em noite inspirada com 14 pontos e 5 assistências.

Não é absurdo imaginar uma repetição do duelo nas finais da NBA, o que presentearia os fãs desse esporte com uma aula de basquete coletivo.

 

Golden State Warriors 94 @ Dallas Mavericks 142

O Dallas Mavericks atropelou o Golden State Warriors. Seria duro de acreditar um ano atrás, mas o time da Califórnia não é sequer uma vaga lembrança da temida “dinastia dourada”. Com a ausência de Draymond Green (lesão no calcanhar), os Warriors mandaram para quadra mais um quinteto que não contou com qualquer dos titulares da última temporada e os Mavericks aproveitaram a oportunidade para dar continuidade à vingança da liga contra os Warriors.

Luka Doncic fez do 1º quarto o melhor da sua jovem carreira na NBA: 22 pontos, 5 rebotes e 5 assistências, arremessando 5/6 da linha de 3. Luka sozinho fez mais pontos, assistências e rebotes que todo o time do Golden State, algo que não acontecia há 16 anos desde que Allen Iverson fez o mesmo contra o Bulls em 2003.

Os 12 minutos iniciais do time da casa foram arrasadores, dando uma vantagem que os texanos mantiveram com tranquilidade por todo o jogo. A partir daí, o técnico Rick Carlisle optou por poupar seu jovem astro deixando Doncic de fora por metade do 2º quarto. Ainda assim o armador esloveno teve a melhor metade de jogo da carreira com 33 pontos, o que também foi a melhor marca de um jogador da NBA nesta temporada. Tudo isso, sem suar a camisa, mostrando seu controle sobre o jogo em todos os aspectos e sua mão calibrada.

Na metade do 3º quarto Luka Doncic chegou ao seu sétimo triplo-duplo na temporada (em 14 jogos!), liderando com folga a liga nessa estatística. Com uma vantagem constante de 40 pontos no placar a favor de Dallas, o menino prodígio assistiu do banco o restante da partida.

A torcida de Dallas tem motivos para se empolgar com 9 vitórias e 5 derrotas e a 5ª posição na conferência oeste, além de ver em Luka Doncic um sério candidato à MVP com 35 pontos, 11 assistências e 10 rebotes em apenas 25 minutos de quadra.

Os Warriors, por sua vez, seguem no ritmo de summer league que deve durar a temporada inteira, chegando a 13ª derrota em 16 jogos, a pior marca da NBA.

 

San Antonio Spurs 132 @ Washington Wizards 138

San Antonio liderou a primeira metade do jogo, mas viu o time da casa se recuperar após o intervalo em um duelo de muitos pontos na capital americana.

Bradley Beal explodiu no terceiro quarto fazendo 21 pontos em 9/9 arremessos de quadra para comandar a virada dos Wizards. Beal acabou com 33 pontos.

O Washington Wizards contou também com boa ajuda do banco que marcou quase metade dos pontos da equipe, os reservas que mais contribuíram foram Davis Bertans e Ish Smith, com 21 pontos cada, e Mo Wagner com 13.

DeMar DeRozan foi o destaque pelo lado texano com 31 pontos, mas perdeu dois lances livres importantes no fim do jogo que poderiam deixar a diferença em 2 pontos.

Essa foi a sétima derrota seguida dos Spurs, pior sequência do time sob o comando de Pop desde a temporada 96-97, sua primeira no comando da franquia. Com 5 vitórias e 10 derrotas os Spurs parecem estar em crise, mas nunca se pode duvidar do potencial de um time treinado por um dos maiores técnicos da história da NBA. Na sexta-feira o San Antonio viaja até Filadélfia e terá trabalho para evitar o prolongamento da sequência ruim.

O time de Washington, figura na parte de baixo da conferência leste com 4 vitórias e 8 derrotas, mas espera continuar subindo na tabela nessa sexta-feira quando recebe o Charlotte Hornets.

 

Milwaukee Bucks 135 @ Atlanta Hawks 127

O Greak Freak continua carregando Milwaukee para o topo da conferência enquanto em Atlanta os jovens mostram seu valor.

Os Bucks estiveram no controle durante todo o jogo, ameaçados esporadicamente por boas sequências de pontos dos Hawks, inclusive no fim da partida, mas o time da casa não teve real chance de vencer o jogo, pois os visitantes sempre retomavam as rédeas do duelo.

Antetokounmpo marcou 33 pontos e pegou 11 rebotes nessa que foi a quinta vitória seguida do Milwaukee Bucks, que agora jogará quatro partidas em casa, começando contra o Portland na quinta-feira.

Em momento oposto os Hawks perderam a quarta partida em sequência, contudo a franquia de Atlanta deve estar satisfeita com seu projeto para o futuro após ver o calouro DeAndre Hunter fazer o melhor jogo da carreira com 27 pontos e 11 rebotes, o também novato Cam Reddish chegar a 17 pontos e o jogador de segundo ano e líder da equipe, Trae Young, anotar 25.

 

Cleveland Cavaliers 100 @ Miami Heat 124

 

O Miami Heat venceu com folga os fregueses de Cleveland. Há 19 anos os Cavaliers não vencem em Miami e o tabu só faz aumentar. Seria mesmo difícil ser quebrado esse ano, afinal o Heat está invicto em casa (6-0) e tem batido os adversários com facilidade na sua arena.

Na noite dessa quarta Miami contou com um Duncan Robinson inspirado, exatamente no jogo contra o time de seu ex-treinador em Michigan, John Beilein, agora nos Cavs. O jogador que estava na G-League temporada passada bateu dois recordes da franquia: mais bolas de 3 em um quarto (7) e mais bolas de 3 em uma metade de partida (8), além de bater o recorde pessoal de pontos com 29. Robinson só arremessou do perímetro, terminou com 9/15, ficando a uma cesta de outro recorde, o de mais bolas de 3 em um jogo pelo Heat (10).

Os recordes batidos ainda na primeira metade da partida impulsionaram a franquia para outro recorde ao igualar o melhor primeiro tempo da história do Miami Heat com 75 pontos, ao mesmo tempo em que definiu cedo o resultado do embate.

Tyler Herro continua forte na disputa de calouro do ano após anotar 22 pontos, contando com 4/7 arremessos de 3.

Pelos Cavs, Kevin Love segue sua penosa carreira pós-LeBron, com 25 pontos e 13 rebotes, sendo o cestinha do time. Sem a ajuda de Tristan Thompson no garrafão (poupado) Love viu Bam Adebayo fazer uma partida sólida e acabar com aproveitamento perfeito em 5 arremessos de quadra.
Sofrendo com o desmanche do time e más escolhas no draft, Cleveland parece estar fadado a voltar para a obscuridade.

 

Charlotte Hornets 91 @ 101 Brooklyn Nets

Os Hornets entraram em quadra com um quinteto bem baixo, que tinha Marvin Williams de 2,06m como pivô central. Os Nets mantiveram seu esquema com Jarrett Allen de 2,11m no centro e obtiveram sucesso.

Allen dominou o garrafão, como era de se esperar, pegando 17 rebotes e anotando 22 pontos. Na defesa ele foi bem nas trocas de marcação e não comprometeu defendendo adversários menores e mais ágeis. DeAndre Jordan também explorou a fraqueza adversária e fez 14 pontos em 5/5 arremessos de quadra e incríveis 4/4 do lance livre!

Sem Kyrie Irving pelo terceiro jogo seguido (lesão no ombro) os Nets demonstram grande dificuldade para pontuar, mas Taurean Prince e Spencer Dinwiddie contribuíram com 20 pontos cada para selar a vitória contra o fraco adversário.

Por Charlotte a dupla de armadores Terry Rozier e Devonte’ Graham fizeram 18 e 17 pontos respectivamente.

O jogo foi parelho até o fim do quarto período quando o time da casa acertou a defesa e abriu uma vantagem de 9 pontos com pouco mais de 3 minutos por jogar, definindo assim a vitória.

 

Orlando Magic 97 @ 113 Toronto Raptors

A partida começou disputada com o primeiro quarto acabando empatado em 32x32. No entanto, o Magic perdeu seus dois melhores jogadores no segundo quarto e viu Toronto dominar a partida com certa tranquilidade.

Aaron Gordon e Nikola Vucevic (que acabara de ser nomeado jogador da semana pela conferência leste) coincidentemente tiveram lesões iguais no tornozelo direito e deixaram o jogo na sequência. Mais tarde foram vistos saindo de muletas do vestiário, o que é muito preocupante para o time de Orlando.

Sem seus homens grandes titulares foi Johnathan Isaac quem assumiu a responsabilidade e fez bom jogo, terminando com 16 pontos e 13 rebotes (melhor marca da carreira). Evan Fournier liderou o Magic com 21 pontos.

Pelo time canadense Fred VanVleet continua em sua ascensão do banco para um papel proeminente na NBA. Com 24 pontos e 7 assistências foi o cestinha da equipe que também contou com 18 pontos e 11 rebotes de Pascal Siakam, que ocupou o lugar de Kawhi como figura central da franquia, e 19 pontos e 8 rebotes do calouro Terence Davis na melhor atuação de sua breve carreira. Toronto segue invicto em casa (6-0) e acredita que existe vida após Kawhi Leonard.

Em situação oposta, o Magic ainda não venceu fora de casa (0-5) e tem muito que se preocupar enquanto não chegam os resultados dos exames de ressonância magnética de Gordon e Vucevic. A ausência prolongada dos dois jogadores seria um baque terrível para a equipe, uma vez que contam apenas com os reservas Khem Birch e o jogador de segundo ano Mo Bamba, que tem sido uma decepção até o momento.

 

New York Knicks 104 @ Philadelphia 76ers 109

O New York Knicks brigou muito e chegou perto, ainda assim não foi capaz de derrotar os 76ers.

O jogo começou mostrando que seria bem agitado quando Ben Simmons anotou sua primeira cesta de 3 pontos na carreira (agora 1/18) e levou a torcida a loucura! Um arremesso da zona morta ainda mais, mostrando que o armador australiano falou sério no começo da temporada quando disse que arremessaria se a defesa “pagasse para ver”.

Passada a euforia da torcida da casa os visitantes engrossaram o caldo e mantiveram a temperatura do jogo lá em cima. O bad boy Marcus Morris provocou Joel Embiid após se estranharem no garrafão, derrubou o gigante do Sixers e o desafiou. O camaronês parece atrair confusão, provavelmente por gostar muito do trash talk, ou então a regra da prisão tá valendo na NBA: para mostrar força você deve bater no maior cara da parada. No entanto, dessa vez não chegaram às vias de fato como na briga entre Embiid e Karl-Anthony Towns no começo da temporada.

Os Knicks passaram a frente no terceiro quarto e a zebra estava rondando a arena, mas os Sixers reagiram no final da partida e conquistaram a importante vitória na briga pelo topo da conferência leste.

Ben Simmons tinha que ser o destaque do jogo com 18 pontos, 13 assistências e 100% de aproveitamento na bola de 3 (1/1). Joel Embiid marcou 23 pontos e pegou 12 rebotes.

Pelo lado dos Knicks destaque para o esquentadinho Marcus Morris e seus 22 pontos, 13 rebotes e 1 tackle (ops, esporte errado).

 

Detroit Pistons 89 @ Chicago Bulls 109

Detroit chegou a quinta derrota consecutiva nessa temporada em uma fraca atuação defensiva contra Chicago.

O time da casa não teve dificuldade na partida, se distanciou no placar no terceiro quarto e não olhou mais para trás. Destaque para o reencontro de Lauri Markannen com a cesta, o principal jogador do Bulls recuperou a mão e saiu de uma sequência ruim de começo de temporada (36,2% de aproveitamento) para fazer uma partida sólida terminando com 24 pontos e 3 de 4 bolas de três pontos convertidas. Vários outros jogadores contribuíram na vitória com destaque para Shaquille Harrison (15pts e 11rebs) e Wendell Carter Jr (12pts e 15rebs).

Derrick Rose liderou os Pistons com 18 pontos e Blake Griffin continua devagar em sua volta de lesão com 16 pontos.

O melhor momento da noite foi mesmo a homenagem a Luol Deng com um vídeo de agradecimento no intervalo. O ala, que se aposentou esse ano e jogou 10 anos pela franquia de Chicago, revelou que escolheu essa partida, pois queria que seu ex-companheiro Derrick Rose estivesse presente. Também estiveram no estádio Ben Gordon e Joakim Noah, tirando mais suspiros da torcida dos Bulls, que só pode imaginar eternamente o que esse time conquistaria se Derrick Rose se mantivesse saudável.

 

Utah Jazz 103 @ Minnesota Timberwolves 95

Em dois dias tudo pode mudar. Na segunda-feira o Minnesota havia derrotado os Jazz com um show da linha de 3, nesta quarta, todavia, o aproveitamento dos Wolves no perímetro foi terrível (14/45 – 31%). Karl-Anthony Towns, que havia marcado 29 pontos e acertado 7 bolas de 3 no último confronto, foi anulado pela defesa do Jazz e sofreu com problemas de faltas logo cedo, finalizando a partida com apenas 14 pontos, mas 12 rebotes.

Andrew Wiggins também estava em uma noite fria, especialmente nos arremessos de longa distância (1/10), ainda assim acabou com 22 pontos no seu retorno às quadras após 3 jogos afastado se recuperando de uma doença leve.

Dessa vez foi o time de Utah quem pegou fogo atrás do arco acertando 14/33 arremessos, com destaque para Bojan Bogdanovic e seus 30 pontos, e Donovan Mitchell, com 26. Rudy Gobert nunca decepciona defensivamente e deu 5 tocos além de fazer um duplo-duplo com 12pts e 15rebs. Mike Conley, o armador que chegou nessa temporada para fazer o time subir um degrau na luta pelo título, também fez partida sólida com 16 pontos, 8 assistências e 6 rebotes.

Utah é um time mais completo nessa temporada e tem potencial para ameaçar os favoritos do oeste combinando sua ótima defesa com uma artilharia pesada.

 

Houston Rockets 95 @ Denver Nuggets 105

 

Os Rockets vinham de uma sequência de 8 vitórias e James Harden marcou mais de 36 pontos em todos esse jogos. Denver, no entanto, tinha outros planos para o barba na noite passada.

Os Nuggets utilizaram diferentes esquemas defensivos, incluindo marcação dupla na maior parte do tempo, para evitar que Harden dominasse seus marcadores, e funcionou. Harden acabou com 27 pontos e o Houston Rockets não chegou a 100 pontos pela primeira vez na temporada.

Com Harden limitado caberia a Russell Westbrook pontuar, mas o armador manteve sua terrível inconsistência nos arremessos de quadra (8/22) e acabou com 25 pontos e muito longe de um triplo-duplo (5 ast e 2 reb). Os rebotes de Houston foram todos para Clint Capela, que terminou o jogo com 21 rebotes e 12 pontos.

Denver foi uma equipe muito equilibrada nos dois lados da quadra e todos os jogadores titulares e reservas contribuíram na defesa e no ataque. O destaque mais uma vez foi o pivô Nikola Jokic com 27 pontos e 12rebs.

O jogo foi bastante divertido com muitas trocas de liderança e sequências de pontos de uma só equipe. Durante o primeiro quarto Denver fez uma sequência de 7 pontos sem resposta, que foi seguida por uma de 13 pontos de Houston e então outra de 15 pontos de Denver. Os Nuggets assumiram a liderança no terceiro quarto e conseguiram confirmar a vitória em um jogo bem disputado.