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Com mais um bom desempenho coletivo e liderados por Rubio, Espanha vence a Polônia sem sustos

10 de setembro de 2019

(por Vinicius Freitas)

Vencendo todos os períodos e mais uma vez com um ótimo trabalho defensivo (assim como nos jogos contra Sérvia e Itália), os espanhóis mantiveram o jogo no controle e foram bem sucedidos em trabalhar a bola ofensivamente, terminando a partida com 28 assistências.

O jogo em si foi bem equilibrado e, apesar da Polônia não conseguir terminar nenhum quarto na frente do placar, esteve boa parte da primeira metade com a pontuação próxima no placar. A diferença só começou a aumentar no meio do terceiro período, com a Espanha conseguindo anular grande parte das jogadas de infiltração polonesas, seja dobrando a marcação ou fazendo as trocas de forma precisa, além da eficiência dos arremessos de 3 pontos, sendo o grande diferencial do time na classificação para as semifinais.

A primeira metade da partida foi um verdadeiro arsenal de arremessos do perímetro, ambas as equipes tiveram bom aproveitamento nos tiros de longe, porém, a Espanha estava um pouco melhor, e chegou a abrir 10 pontos de vantagem na metade do segundo quarto (38-28). Com isso, a Polônia
mudou a tática e conseguiu diminuir a diferença, explorando as jogadas de garrafão e indo para o intervalo com um revés de 46-41 no placar.

No terceiro período a Polônia teve dificuldades nas jogadas de garrafão e infiltração, e começou a arriscar arremessos de média e longa distância, para tentar igualar o arsenal espanhol, que até aquele momento do jogo estava com um aproveitamento muito bom nesse quesito. Os poloneses já não estavam com a mão tão quente como na primeira metade da partida e, com isso, a Espanha foi aos poucos aumentando a vantagem no placar, chegando a fazer 58-44, e mantendo por boa parte do tempo a diferença na casa dos 10 pontos, terminando o período com 67-58 a favor.

Na última parte do jogo, a Espanha explorou menos as cestas de três pontos e focou em um jogo mais seguro, botando em quadra um time mais forte e alto, visando dificultar ainda mais as jogadas de garrafão dos poloneses, além de descansar alguns de seus principais jogadores, como Rubio e Fernandez.
A tática pareceu não dar muito certo, pois faltando cerca de cinco minutos os poloneses diminuíram o placar para 76-72, mas com a volta dos dois jogadores citados logo acima, a Espanha voltou a ter qualidade na armação das jogadas e fez 11 pontos seguidos, deixando o placar em 87-72
e com o relógio marcando cerca de dois minutos e meio, praticamente assegurando a vaga para as semifinais dos campeões da competição no ano de 2006.

 
Final: Espanha 90x78 Polônia
Apesar da derrota, a Polônia teve uma boa atuação, com destaques maiores para A.J. Slaughter (19pts, 6ast), Adam Waczynski (15pts), Michal Sokolowski (11pts) e Damian Kullig (10pts, 4ast). Os poloneses tentaram, porém sentiram bastante dificuldade em furar a defesa espanhola, que vem sendo um dos pontos fortes da equipe no torneio, mas mesmo assim, conseguiram manter o equilíbrio e brigar de igual pra igual contra uma das melhores seleções do mundo durante metade da partida, além de ter sido a grande surpresa do Mundial. A Polônia volta a jogar dia 12/09 para definição do 5º ao 8º lugar e, caso vença, volta a jogar dia 14/09, dessa vez para decidir a 5ª e a 6ª posição do torneio, se despedindo do torneio.

A Espanha contou com a grande performance de Ricky Rubio (19pts, 5reb, 9ast), que chamou a responsabilidade em alguns lances e foi o grande maestro da fúria na partida. Além dele, Rudy Fernandez (16pts, 4reb), Marc Gasol (10pts, 7ast) e os irmãos Hernangoméz: Willy (18pts, 4reb)
e Juancho (14pts, 3reb), foram os principais responsáveis pela classificação da equipe.

A Espanha aguarda o vencedor do duelo entre Austrália e República Tcheca, para o embate das semifinais, no dia 13/09, em Pequim.