April 10, 2020

Quem deve ser eleito o Técnico do ano da NBA?

(por Leonardo Costa)

A temporada da NBA, assim como a de diversos campeonatos de todas as modalidades mundo afora, está paralisada devido a pandemia do COVID-19, popular coronavírus. São medidas mais que necessárias para evitar que o vírus se alastre ainda mais. Porém, mesmo como a liga parada e a incerteza de como ocorrerá o restante da temporada, nós da Playmaker Brasil queremos saber de vocês quem deve ser eleito o técnico do ano da NBA. Por isso criamos uma lista de possíveis candidatos ao prêmio, incluindo técnicos que correm por fora, mas que não podem ser descartados.
Nick Nurse (Toronto Raptors)
É um dos principais favoritos a levar o prêmio de Coach of the Year da temporada 2019-20. Meses depois de liderar os Raptors ao primeiro título da história da franquia, o técnico está levando os atuais campeões a uma das melhores campanhas da liga, mesmo com a saída de Kawhi Leonard. No momento, os canadenses possuem melhor campanha do que a atual equipe de Leonard, os Clippers, além de apresentarem um basquete muito melhor do que o estrelar elenco angelino. Além da perda de seu principal jogador, Nurse teve que lidar na atual temporada com inúmeras lesões, como as de Marc Gasol (28 jogos fora), Kyle Lowry (12), Fred VanVleet (16) e Pascal Siakam (12). Melhorou o rating defensivo da equipe em relação ao ano passado, e consegue ser competitivo tanto dentro quanto fora de casa. Em um elenco que mescla experiência com juventude, a magia de Nurse segue surtindo efeito.
Mike Budenholzer (Milwaukee Bucks)
Atual vencedor do prêmio, o técnico dos Bucks está novamente na disputa pela honraria. Budenholzer vai guiando os Bucks a campanha número 1 da temporada e, talvez, a melhor da história da franquia. Segundo principal mandante da temporada (28-3), o que mais anota pontos por partida (118,6), mas que também tem uma defesa sólida, sem contar com a presença de Giannis Antetokounmpo. O grego, um dos favoritos a levar o prêmio de MVP da temporada regular, tem números ainda melhores do que em 18/19, e podemos creditar parte dessa evolução ao técnico. O tendão de Aquiles de Budenholzer são os playoffs, momento em que a equipe precisa realmente ratificar o que tem feito durante toda a temporada e coroar uma magnífica campanha.
Frank Vogel (Los Angeles Lakers)
Completando o trio de favoritos ao prêmio está Frank Vogel, que está conseguindo passar despercebido e deixar o protagonismo aos jogadores da franquia mais escrutinada da NBA. Os Lakers já possuem uma campanha com 12 vitórias a mais que na última temporada, e aspiram os 60 triunfos, marca que não atingem desde 2008-09, ano que foram campeões. A franquia tem o quinto melhor rating ofensivo de sua história, e o melhor defensivo em 8 anos. A defesa é a terceira melhor da temporada, enquanto LeBron James vem fazendo uma temporada digna de MVP (25,7 pontos, 7,9 rebotes e 10,9 assistências) e com menos tempo em quadra (34,9). Anthony Davis também caiu como uma luva na equipe, e provavelmente lutará pelo prêmio de Defensor do Ano, além de beliscar uma vaga na equipe da temporada. São números como esses, além de manter a harmonia entre os jogadores, que fazem Vogel estar entre os favoritos.
Erik Spoesltra (Miami Heat)
Pela enésima vez Spoesltra mostra seu valor na liga. Evidente que está correndo por fora na disputa pelo prêmio, mas tem feito do Heat uma equipe competitiva com base em um jogador de difícil trato (Jimmy Butler), jogadores não draftados (Duncan Robinson e Kendrick Nunn) e uma promessa que parecia não estourar (Bam Adebayo).Butler pratica o melhor e mais competitivo jogo de sua carreira, Adebayo demonstra ser veterano mesmo com 22 anos, enquanto Robinson e Nunn merecem menções na disputa de calouro do ano. Não podemos esquecer de Tyler Herro e Goran Dragic, que com os outro citados levam a equipe a ter o melhor rating defensivo de sua história, superando o da temporada 2012-13, quando LeBron James ainda atuava por Miami. Estão em um momento um pouco turbulento na temporada, mas Spoelstra mostra mais uma vez toda sua habilidade e versatilidade de montar e gerir elencos.
Billy Donovan (Oklahoma City Thunder)
Muito criticado por não fazer um OKC competitivo quando tinha nas mãos um elenco do calibre de Russell Westbrook, Paul George e Carmelo Anthony, Donovan vem surpreendendo a todos com sua renovada e aguerrida equipe. O técnico, que ficou perto de conquistar um anel logo em seu primeiro ano na NBA, viu seu elenco mudar drasticamente em relação à ultima temporada, aumentando ainda mais sua importância na boa campanha da franquia, que ataca melhor, mesmo sem ter Westbrook e George em quadra. Destinou a Chris Paul o papel de liderar um jovem plantel, que tem Shai Gilgeous-Alexander como principal nome. Qualquer equipe que queira passar por eles nos playoffs terá que suar muito.
Brad Stevens (Boston Celtics)
Stevens tem se reinventado a cada temporada, e um exemplo nítido deste ano é manter os Celtics no alto da classificação mesmo perdendo Al Horford, além de fazer Boston voltar a jogar de forma vistosa como a de outros tempos. Deixou os Raptors escapar um pouco na tabela, mas tem se mantido a frente de Heat e Sixers, potenciais rivais de playoffs. O elenco é extremante curto – Tatum, Brown, Kemba, Smart, Hayward e talvez Theis –  elevando ainda mais o trabalho de Stevens, que não serão presa fácil nos playoffs, aliás, característica das equipes do treinador.
Taylor Jenkins (Memphis Grizzlies)
Temporada histórica para um Grizzlies que pode vislumbrar uma luz no fim do túnel. Há várias rodadas vem mantendo a oitava colocação do Oeste, suportando as investidas de Spurs, Blazers, Pelicans e Kings. Muitos projetavam que em pouco tempo acabaria o combustível da equipe, mas o demonstrado é outro, que merecidamente aspiram pelo primeiro recorde positivo da franquia desde 2016-17. Possuem o melhor rating ofensivo da história do time, e Jenkins, discípulo de Budenholzer na época de Hawks, está trazendo alegria a uma cidade que há anos necessita dela. Dentre todos os citados, é o que mais está ‘tirando leite de pedra’, e ser eleito o técnico do ano não seria total espanto.

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