April 08, 2020

Retorno de Luka, Knicks desbancam os Nets, “double OT” em Sacramento e excelente basquete na partida entre Utah e Portland

(por Matheus Correia)

 

Confira o resultado e as análises das partidas da rodada pós-natalina desta quinta-feira (26/12) pela NBA:

 

Utah Jazz 121 – 115 Portland Trail Blazers

Utah estava com dificuldade para impressionar nessa temporada. E no confronto dessa rodada, tinha tudo para finalmente engrenar e conseguir uma excelente vitória em cima dos Blazers. E a equipe cumpriu bem seu papel até os 6 minutos finais do último período. Antes disso, foi um atropelo visceral. Ofensivamente e defensivamente, a franquia de Salt Lake não deixou Portland respirar. Abriram 23 pontos de vantagem no terceiro quarto. Mas depois os Blazers reagiram.

A virada parecia certeira. Com menos de um minuto restante, a diferença no placar era de apenas dois pontos. E não dá pra culpar Utah. O backcourt de Portland simplesmente pegou fogo na reta final. A bola entrava, com ou sem contestação. Porém, mesmo com tudo isso, a virada não aconteceu. E o porquê? Rudy Gobert. O pivô duas vezes ganhador do prêmio de melhor jogador defensivo da temporada da NBA fez de tudo nos últimos minutos para sacramentar a vitória para os anfitriões: forçou air-ball de Carmelo, deu toco em Lillard, se jogou para evitar a saída da bola, provando porque é o melhor defensor da liga em sua posição.

Outros dois jogadores de Utah também tiveram algo a provar. Donovan Mitchell mostrou porque é o franchise player da franquia: 35 pontos e 7 rebotes para ele, com um excelente aproveitamento de 63% (12/19) nos arremessos. Só no último quarto Mitchell anotou 12 pontos. E Bogdanovic atestou o porquê de até o momento ser a melhor aquisição da equipe na off-season. O jogador anotou “apenas” 16 pontos, mas foi extremamente clutch, com 6 importantíssimos pontos na reta final do confronto. Vale lembrar que o croata tem médias de 21 pontos e 4.5 rebotes por partida. Números de um “quase” all-star.

Portland teve seus destaques positivos: Damian Lillard (34 pontos e 8 assistências), CJ McCollum (25 pontos e 4 rebotes) e Anfernee Simons (15 pontos e 10 rebotes). Mas um dos principais problemas da equipe ficou explícito nesta partida, e é um problema individual: Hassan Whiteside. O pivô teve seus momentos na temporada. Mas quando ele se depara com uma equipe que se utiliza com frequência do pick’n’roll, Whiteside se torna praticamente nulo. Sua defesa de pick’n’roll é extremamente lenta e ineficiente, deixando os guards da equipe adversária completamente sem contestação para o arremesso. Mesmo com a derrota, os Blazers continuam na zona de classificação dos playoffs, na oitava posição, enquanto Utah, se encontra na sexta.

 

Sacramento Kings 104 – 105 Minnesota Timberwolves

 

 

A pior sequência de derrotas da liga acabou. Desde 27 de novembro, os Wolves não venciam. Um mês depois, conseguiram a vitória da maneira mais suada possível.

Para os Kings, a partida já começou de maneira desastrosa. De’Aaron fox, que estava voltando de lesão, saiu de quadra com dois minutos de jogo depois de aterrissar de mal jeito e sentir espasmos nas costas. Minnesota já não contava com Karl-Anthony Towns e, mais tarde, Sacramento ia ter mais uma perda com Marvin Bagley lesionando seu pé esquerdo no terceiro quarto. Uma partida assombrada por lesões, mas que em quadra, teve as duas equipes se equivalendo. Começando pelo ataque: ambas conseguiram ser ruins nisso. Tanto Sacramento quanto Minnesota teve um aproveitamento de 35% nos arremessos de quadra.

Os Kings se encontraram na frente do placar na maior parte do confronto, já que tinham facilidade para pontuar dentro do garrafão. Os mandantes lideravam até a metade do último quarto, quando sofreram a reação dos Wolves. O placar estava empatado nos segundos finais e Andrew Wiggins desperdiçou o arremesso que daria a vitória para sua equipe, assim como Harrison Barnes, que também falhou para os Kings, levando o confronto para a prorrogação (90-90).

No tempo extra, Buddy Hield anotou uma cesta de três com um minuto restante no relógio, deixando o placar empatado (97-97). Depois disso, ninguém conseguiu pontuar e tivemos mais uma prorrogação no Golden 1 Center. Uma boa sequência de 6 pontos foi o suficiente para dar uma margem para os TWolves, que conseguiram defender bem e “segurar a barra” até o fim do confronto. Hield ainda teve a oportunidade da vitória; anotou cinco pontos no último minuto, diminuindo a diferença no placar para apenas um ponto. Entretanto, desperdiçou a última posse da noite errando um arremesso forçado de três pontos no estouro do cronômetro. Créditos para a boa defesa de Minnesota nesta jogada.

Os destaques da partida foram Gorgui Dieng (21 pontos e 15 rebotes), Wiggins (18 pontos, 10 rebotes  e 7 assistências) e Robert Covington (19 pontos e 8 rebotes) para os Wolves. Pelo time da casa, Richaun Holmes (20 pontos e 18 rebotes) e Bogdan Bogdanovic (19 pontos, 7 rebotes e  3 tocos) foram os principais nomes.

 

Detroit Pistons 132 – 102 Washington Wizards

A rodada de ressaca do Natal começou com um passeio dos Pistons em cima dos Wizards. O resultado generoso foi um grato presente pós-natalino para a franquia de Detroit, que precisava mais do que nunca de uma vitória depois de perder cinco jogos em sequência. Uma boa defesa do perímetro e um fantástico jogo coletivo bastaram para neutralizar Washington no confronto.

Foram 7 jogadores com dígitos duplo de pontuação na rotação dos Pistons, sendo o destaques entre eles, Christian Wood (22 pontos e 7 rebotes) e Blake Griffin (14 pontos, 11 rebotes e 4 assistências). O quinteto titular de Washington conseguiu a proeza de anotar incríveis 31 pontos no total. A terrível atuação da equipe fez com que o técnico Scott Brooks optasse por dar minutos para os jogadores com pouco espaço na rotação, como foi o caso de Anzejs Pasecniks (17 pontos e 6 rebotes) e Jordan McRae (15 pontos). Pasecniks, que apesar de ter sido draftado em 2017, estreou apenas esta temporada na NBA, e vem tendo boas atuações nos últimos jogos e sendo uma válvula de escape para sua equipe.

 

Brooklyn Nets 82 – 94 New York Knicks

O clássico da Big Apple não foi tão estrelado ou mágico como queríamos. Sem muita competição, sem superstars em quadra, mas com um resultado no mínimo inesperado. O “patinho feio” de NY conseguiu vencer de forma convincente os Nets. Não, não estamos falando que os Knicks são o patinho feio de NY na história da NBA. Mas, atualmente, sem dúvidas é uma sentença 100% correta e coerente.

Em quadra, foi um contraste interessante de planos de jogo. Enquanto os Knicks, fracos atacando do perímetro (7ª pior equipe da liga no aproveitamento das bolas de três), optaram por uma estratégia de manter os arremessos dentro do garrafão, seja de meia distância ou debaixo da cesta, já que possuem uma boa dupla ofensiva em seu frontcourt (Julius Randle e Marcus Morris). Os Nets, mesmo sendo ainda piores que os Knicks no aproveitamento de três pontos (4ª pior equipe no quesito), resolveram explorar esse plano ofensivo por conta da fraca defesa de perímetro do adversário.

O plano da equipe visitante foi executado com sucesso, enquanto o dos donos da casa foi um desastre: 13/50 nos arremessos de três, 26% de aproveitamento. Randle (33 pontos e 8 rebotes) e Morris (22 pontos e 8 rebotes) foram os destaques dos Knicks, enquanto Spencer Dinwiddie foi o lobo solitário dos Nets, com 25 pontos e 8 rebotes.

 

Dallas Mavericks 102 – 98 San Antonio Spurs

 

 

Depois da excelente vitória contra Memphis, os Spurs ganharam ânimo, energia e vontade para engatar uma boa sequência nas próximas partidas. Porém, deram o azar de encontrar com Luka Doncic logo de cara. O esloveno, voltando de lesão, comandou os Mavericks para a 20ª vitória da franquia na temporada. O placar final foi apertado, porém, Dallas teve clara superioridade sobre San Antonio durante o confronto, mesmo com a extrema dificuldade defendendo o garrafão. A atuação de Kristaps Porzingis foi bem abaixo da média: além de não conseguir defender eficientemente, não conseguiu produzir muito no ataque (13 pontos). Luka, apesar de ter flertado com um triple-double (24 pontos, 10 pontos e 8 assistências), também não foi eficiente no ataque.

O principal fator que deu a vitória aos Mavs foi o bom aproveitamento nos arremessos do perímetro quando comparado ao de San Antonio (40% contra 28%). Além de Doncic, Tim Hardaway teve boa atuação com 17 pontos. Pelos Spurs, DeMar DeRozan (21 pontos, 5 rebotes e 4 assistências), Rudy Gay (18 pontos e 8 rebotes) e LaMarcus Aldridge (17 pontos e 7 rebotes) foram os destaques.  

 

Oklahoma City Thunder 97 – 110 Memphis Grizzlies

Com boa atuação ofensiva, os Grizzlies venceram OKC e conquistaram o sexto triunfo em dez jogos. Mesmo depois de derrotar os Clippers em sua última partida, Oklahoma City não demonstrou nenhum perigo à Memphis durante o confronto. Esse é o problema de se ter uma equipe que não decide se está em reconstrução ou batalhando por uma vaga nos playoffs.

Defensivamente, a atuação dos mandantes foi terrível, principalmente dentro do garrafão: A dupla Steven Adams e Darius Bazley permitiu que os Grizzlies tivessem um aproveitamento de 61,1% no garrafão. E quem aproveitou isso foi Jaren Jackson Jr. e Jonas Valanciunas. Jackson Jr anotou 20 pontos e Valanciunas anotou 21, errando apenas 2 arremessos (9/11). O backcourt de OKC teve bom desempenho: Chris Paul anotou 23 pontos, 6 rebotes e 11 assistências, Shai Gilgeous-Alexander anotou 21 pontos e Dennis Schroder anotou 20 pontos.

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